Paulistinhas: imagens sacras, singelas e singulares

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Alcântara, Ailton S. de [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/86900
Resumo: A produção de imagens sacras no Brasil teve uma importante função didática para difusão do evangelho, uma ação educativa realizada pelas ordens religiosas que foram se instalando em várias partes do país. Em virtude disto, o sucesso da missão propiciou a edificação de muitas igrejas que continham em seus altares belas imagens sacras de cunho erudito para o culto coletivo, envoltas em um contexto místico, nas quais o fiel buscava conforto espiritual, por meio da contemplação. Aliadas aos sucessivos ciclos econômicos, passaram, ao longo da história, por adequações de material, estilo e dimensão, que acabaram por levá-las para o interior das casas e lá permaneceram fazendo parte do cotidiano. Posta assim a questão, no estado de São Paulo, em meados do século XIX, na região que hoje chamamos de Vale do Paraíba, houve uma grande demanda de imagens para o culto doméstico, que possuem vários pontos de tangência com as eruditas barrocas, encontradas nas igrejas locais. Denominadas Paulistinhas, estas imagens foram produzidas, exclusivamente no estado de São Paulo, para suprir as necessidades devocionais de um número significativo de pessoas que migraram para o vale, motivadas pelo cultivo do café, o então chamado ouro-verde. Imagens de devoção confeccionadas, por mais de um século por muitos santeiros, sendo na sua maioria anônimos, os quais, por meio da criatividade, fizeram surgir uma simplificação formal demasiada e muito singular para estas imagens que representavam os santos católicos e que, atualmente, se revelam preciosas não só pela devoção que elas suscitavam, mas também por marcar uma distinta escola de imagem sacra, imbuída do espírito barroco.
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