Dança do ventre e feminilidade: análise dos relatos de praticantes

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Serretti, Amine Nassif Magalhães [UNESP]
Orientador(a): Caramaschi, Sandro [UNESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/135947
http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/cathedra/25-02-2016/000858554.pdf
Resumo: A dança do ventre está entre as danças primitivas sagradas do contexto mítico-religioso das antigas civilizações do Oriente Médio. Provinda de rituais voltados às divindades femininas, esta dança simboliza a vida, a fertilidade e o crescimento. Investigou-se de que modo a dança, como produção cultural, atua como elemento de comunicação não verbal em diversas dimensões relativas às praticantes. Este estudo poderá contribuir para ampliar a compreensão sobre a crescente expansão de festivais, procura por aulas e materiais midiáticos da área considerando-se a falta de estudos quantitativos acerca do tema. O objetivo principal deste estudo foi investigar de que modo a dança interfere e transforma quantitativa e qualitativamente a visão que a mulher tem de si mesma e de suas relações. A amostra foi composta por 100 participantes do sexo feminino, praticantes há pelo menos um ano de dança do ventre, de 5 escolas de dança diferentes de duas cidades distintas do interior de São Paulo, cujas idades estavam entre 20 e 65 anos. A coleta de dados realizou-se através de dois instrumentos: a Escala de Autoestima de Rosenberg (EAR) e um questionário contendo perguntas abertase fechadas, com escalas quantitativas. Diante da análsie das questões fechadas de intensidade e frequência, os itens feminilidade e alegria ao dançar foram os que tiveram a maior média e o menor valor de desvio padrão de respostas. Já a menor média obtida foi o sentimento de erotismo ao dançar, contrariando as crenças sociais. Quanto às correlações feitas entre autoestima e as outras variáveis, obtivemos resultados significativos em: frequência com que dança sozinha, melhor postura física e mudanças nos relacionamentos interpessoais. A mulher, quando dança, aprende a lidar com o próprio corpo, o qual muda dia após dia. Com disciplina e auto-observação dos seus erros e dificuldades, a mulher torna-se mais autoconfiante, pois passa...
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Este estudo poderá contribuir para ampliar a compreensão sobre a crescente expansão de festivais, procura por aulas e materiais midiáticos da área considerando-se a falta de estudos quantitativos acerca do tema. O objetivo principal deste estudo foi investigar de que modo a dança interfere e transforma quantitativa e qualitativamente a visão que a mulher tem de si mesma e de suas relações. A amostra foi composta por 100 participantes do sexo feminino, praticantes há pelo menos um ano de dança do ventre, de 5 escolas de dança diferentes de duas cidades distintas do interior de São Paulo, cujas idades estavam entre 20 e 65 anos. A coleta de dados realizou-se através de dois instrumentos: a Escala de Autoestima de Rosenberg (EAR) e um questionário contendo perguntas abertase fechadas, com escalas quantitativas. Diante da análsie das questões fechadas de intensidade e frequência, os itens feminilidade e alegria ao dançar foram os que tiveram a maior média e o menor valor de desvio padrão de respostas. Já a menor média obtida foi o sentimento de erotismo ao dançar, contrariando as crenças sociais. Quanto às correlações feitas entre autoestima e as outras variáveis, obtivemos resultados significativos em: frequência com que dança sozinha, melhor postura física e mudanças nos relacionamentos interpessoais. A mulher, quando dança, aprende a lidar com o próprio corpo, o qual muda dia após dia. Com disciplina e auto-observação dos seus erros e dificuldades, a mulher torna-se mais autoconfiante, pois passa...Belly dancing is among the primitive sacred dances in a mythical-religious context of acient Middle East civilizations. Arising from rituals geared to female divinities, this dance symbolizes life, fertility and growth. We investigated how the dance, as a cultural production, acts as a nonverbal communication element in several dimensions related to the practitioners. This study may contribute to broaden the comprehension of the growing expansion of festivals, demand for lessons and media materials of the area, considering the lack of quantitative studies on the subject. The aim of this study was to investigate how dancing interferes and transforms quantitatively and qualitatively the image that wome have of themselves and of their relationships. The study sample consisted of 100 female participants, practicing belly dance for at least one year, from 5 different dance schools in two distinct cities the countryside of Sâo Paulo State, whose ages varied between 20 and 65 years. Data were collected through two intruments: the Rosenberg Self-Esteem Scale (RSES) and a questionnaire with open and closed questions, with quantitative scales. Analyzing closed questions of intensity and frequency, the items femininity and joy of dancing were the ones with the highest average and the lowest standard deviation among the answers. The lowest average, however, was the feeling of eroticism of dancing, contradicting social beliefs. As for correlations made between self-steem and other variables, we obtained significant results in: how often dance alone, improve physical posture and changes in interpersonal relationships. When a woman dances, she learns how to deal with her body, which changes every day. With discipline and self-observation of her mistakes and difficulties, the woman becomes more confident by getting to know herself more; learns how to deal with her a body and her emotions. From the self-confidence and positive self-concept that...88 f.porUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Alephreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESPDança do ventreMulheresAuto-estimaFeminilidadeBelly danceDança do ventre e feminilidade: análise dos relatos de praticantesinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessPsicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem - FCPsicologia do Desenvolvimento e AprendizagemUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências, Bauru4257800787252890Publicationaef1f5df-a00f-45f4-b366-6926b097829bvirtual::66323-1aef1f5df-a00f-45f4-b366-6926b097829bvirtual::66323-1e4eed515-bcd4-477f-be86-669132584400virtual::199325-1e4eed515-bcd4-477f-be86-669132584400virtual::199325-1ORIGINAL000858554.pdfapplication/pdf1068238https://repositorio.unesp.br/bitstreams/8f3ae1a7-bba8-47dd-a652-e56d5d3014f7/downloadc401b755262c8aea47658c601ea64d1eMD51trueAnonymousREADTEXT000858554.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2023-11-22T06:17:57Z (GMT).Extracted texttext/plain103173https://repositorio.unesp.br/bitstreams/0d007ffc-b18c-4a51-bd6a-9a208cae9392/download825113b7b6bbb4c7bfd07f716d81c0a6MD54falseAnonymousREADTHUMBNAIL000858554.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.ImageMagickPdfThumbnailFilter on 2016-11-18T12:37:16Z (GMT).IM Thumbnailimage/jpeg5415https://repositorio.unesp.br/bitstreams/82a69b4d-9a0a-40a1-8ac2-6ebdda3e154e/download72ed9337743ae75a2dcb48da9eb327b1MD53falseAnonymousREAD11449/1359472026-03-11T14:42:33.580503Zopen.accessoai:repositorio.unesp.br:11449/135947https://repositorio.unesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462026-03-11T14:42:33Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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