Variação morfológica e química dos frutos na escolha dos animais frugívoros da Mata Atlântica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Cazetta, Eliana [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/100650
Resumo: As características dos frutos como morfologia e química têm sido tradicionalmente explicadas como resultado da seleção dos dispersores de sementes. Mas a importância dos frugívoros em moldar as características dos frutos tem sido recentemente questionada sob diferentes perspectivas. Alguns estudos sugerem que outras interações podem simultaneamente atuar sobre a evolução das características dos frutos. Muitos organismos atuam como predadores de sementes e seus efeitos precisam ser considerados. Desta maneira, as plantas enfrentam um dilema evolutivo entre atração aos legítimos dispersores de sementes e defesa contra predadores e patógenos. Neste estudo, primeiramente nós avaliamos as características dos frutos relacionadas com atração e defesa em uma ampla amostra de frutos da Mata Atlântica, da Ilha do Cardoso, São Paulo, Brasil. Posteriormente, nós testamos como algumas características específicas influenciam o consumo pelas aves frugívoras. Nós observamos que as características morfológicas e químicas dos frutos apresentam sinal filogenético e em geral padrões independentes de co-variação. Ao contrário, as cores e os contrates dos frutos não apresentam sinal filogenético e frutos mais saturados são ricos em lipídeos e energia mas pobres em carboidratos. Portanto, nós sugerimos que o grau de saturação da cor pode indicar a qualidade nutricional dos frutos. As aves detectaram consistentemente frutos com maior contraste cromático do que o contraste acromático. Além disso, as aves frugívoras selecionam frutos ricos em lipídeos e energia e pobres em compostos secundários. Nós concluímos que a preferência das aves por determinadas características dos frutos não afeta necessariamente a evolução das mesmas, uma vez que, para isso ocorrer é necessário que as aves selecionem entre indivíduos...
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