O grotesco feminino como subversão na obra de Flannery O'Connor

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Barcala, Débora Ballielo [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/236846
Resumo: Embora muito discutida nos Estados Unidos, a obra de Flannery O'Connor (1925-1964) ainda é pouco estudada pela crítica feminista, pois é considerada como conservadora e alinhada aos padrões dominantes. Esta tese, no entanto, demonstra como o carnaval e o grotesco se articulam na obra de Flannery O'Connor tornando-a espaço de insurreição e contraprodução cultural, ao exibir corpos e comportamentos femininos extraordinários e ao questionar as fronteiras socialmente estabelecidas entre o "masculino" e o "feminino". Para isso, tomamos por base as obras de Hugo (s/d), Kayser (2013) e Bakhtin (2013) sobre o grotesco, além das obras de Russo (2000) e Yaeger (2000) sobre o grotesco feminino e a literatura de autoria feminina do sul dos Estados Unidos. Assim, este trabalho aprofunda os estudos sobre o grotesco feminino na obra de O'Connor, analisando toda a sua obra ficcional (romances e contos) dialogando com obras recentes sobre o tema e ressignificando o potencial subversivo da obra da autora. As personagens femininas de O’Connor são rebaixamentos do ideal de feminilidade sulista, que as oprime e limita. Algumas personagens tentam aproximar-se de tal ideal, sem sucesso, enquanto outras revoltam-se abertamente contra ele, mas, ao final, a obra da autora comprova que o patriarcado e sua forma de organização da sociedade não são suficientes para garantir a integridade física e psicológica das mulheres.
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spelling O grotesco feminino como subversão na obra de Flannery O'ConnorThe female grotesque as subversion in Flannery O’Connor’s workFlannery O'Connorgrotesco femininoliteratura de autoria femininacrítica literária feministaFeminist literary criticismEmbora muito discutida nos Estados Unidos, a obra de Flannery O'Connor (1925-1964) ainda é pouco estudada pela crítica feminista, pois é considerada como conservadora e alinhada aos padrões dominantes. Esta tese, no entanto, demonstra como o carnaval e o grotesco se articulam na obra de Flannery O'Connor tornando-a espaço de insurreição e contraprodução cultural, ao exibir corpos e comportamentos femininos extraordinários e ao questionar as fronteiras socialmente estabelecidas entre o "masculino" e o "feminino". Para isso, tomamos por base as obras de Hugo (s/d), Kayser (2013) e Bakhtin (2013) sobre o grotesco, além das obras de Russo (2000) e Yaeger (2000) sobre o grotesco feminino e a literatura de autoria feminina do sul dos Estados Unidos. Assim, este trabalho aprofunda os estudos sobre o grotesco feminino na obra de O'Connor, analisando toda a sua obra ficcional (romances e contos) dialogando com obras recentes sobre o tema e ressignificando o potencial subversivo da obra da autora. As personagens femininas de O’Connor são rebaixamentos do ideal de feminilidade sulista, que as oprime e limita. Algumas personagens tentam aproximar-se de tal ideal, sem sucesso, enquanto outras revoltam-se abertamente contra ele, mas, ao final, a obra da autora comprova que o patriarcado e sua forma de organização da sociedade não são suficientes para garantir a integridade física e psicológica das mulheres.Despite being widely discussed in the United States, Flannery O'Connor's (1925-1964) work is still little studied by the feminist criticism since it has been considered conservative and aligned to the dominant standards. This dissertation, however, demonstrates how the carnival and the grotesque articulate in Flannery O'Connor's work making it a space of subversion and cultural counter-production, by exhibiting extraordinary female bodies and behaviors and by questioning the socially established frontiers between masculine and feminine. In order to do that, the study is based on the works of Hugo (s/d), Kayser (2013) and Bakhtin (2013) about the grotesque, in addition to the works of Russo (2000) and Yaeger (2000) about the female grotesque and female authorship in the American South. Therefore, this work deepens the studies about the female grotesque in O'Connor's works, analyzing all her fictional work (novels and short stories) by establishing a dialogue with recent works about the subject and attributing new meaning to the subversive potential of the author's work. O'Connor's female characters are degraded from the southern femininity ideal, which overwhelms and limits them. Some characters try to approach such an ideal, without success, while others openly revolt against it, but in the end, the author's work proves that patriarchy and its form of organization of society are not enough to guarantee the physical and psychological integrity of women.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)2017/21785-7Universidade Estadual Paulista (Unesp)Rapucci, Cleide Antonia [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Barcala, Débora Ballielo [UNESP]2022-10-06T11:17:53Z2022-10-06T11:17:53Z2022-08-04info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/23684633004048019P1porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-05-28T09:13:22Zoai:repositorio.unesp.br:11449/236846Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-05-28T09:13:22Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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