O integralismo no sertão de São Paulo: um fascio de intelectuais
| Ano de defesa: | 2004 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11449/93177 |
Resumo: | A Ação Integralista Brasileira constituiu-se na década de 1930, no mais importante movimento político de direita e no primeiro partido de massa do país. Influenciada pela ideologia fascista italiana, a A.I.B. criou núcleos espalhados por todo o Brasil, como na cidade de Olímpia, encravada nos anos 30 no então sertão de São Paulo. O núcleo municipal da Ação Integralista foi fundado em 1934 por Ruy do Amaral e teve no jornal “Cidade de Olympia” uma espécie de porta-voz não oficial do movimento. Entre 1932 e 1937, o semanário publicou 93 artigos e notícias dos mais diversos matizes sobre o movimento integralista, inclusive uma contundente entrevista com Plínio Salgado. É a partir da análise desses artigos e notícias e da história oral de dois dos principais camisas-verdes do sertão, Ruy do Amaral e Ítalo Galli, que tornou-se possível reconstruir parte da história de um núcleo municipal da Ação Integralista no interior do país. Tanto os textos escritos como as entrevistas, apresentam um movimento impregnado pelo fascismo e pelo anti-semitismo. A maioria dos camisas-verdes que escreveram artigos para o “Cidade de Olympia”, deixou clara sua adesão à A.I.B. por considerar o movimento uma cópia do fascismo e por adotar a posição anti-semita. Por outro lado, o movimento integralista em Olímpia ignorou o fato de atuar numa região de vida rural e teve uma inserção no campo insignificante. Mesmo portador de um discurso fascista, os integralistas do sertão, profissionais liberais em sua maioria, preferiram elitizar esse discurso, desprezar ações de mobilização das massas e perpetuar uma relação de “compadrio” com os coronéis que dominavam a vida política em Olímpia, constituindo, assim, uma espécie de “fascio de intelectuais”. |
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Ribeiro, Ivair Augusto [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Kolleritz, Fernando [UNESP]2014-06-11T19:26:20Z2014-06-11T19:26:20Z2004-09-30RIBEIRO, Ivair Augusto. O integralismo no sertão de São Paulo: um fascio de intelectuais. 2004. 237 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de História, Direito e Serviço Social, 2004.http://hdl.handle.net/11449/93177000227392ribeiro_ia_me_fran.pdf33004072013P0A Ação Integralista Brasileira constituiu-se na década de 1930, no mais importante movimento político de direita e no primeiro partido de massa do país. Influenciada pela ideologia fascista italiana, a A.I.B. criou núcleos espalhados por todo o Brasil, como na cidade de Olímpia, encravada nos anos 30 no então sertão de São Paulo. O núcleo municipal da Ação Integralista foi fundado em 1934 por Ruy do Amaral e teve no jornal “Cidade de Olympia” uma espécie de porta-voz não oficial do movimento. Entre 1932 e 1937, o semanário publicou 93 artigos e notícias dos mais diversos matizes sobre o movimento integralista, inclusive uma contundente entrevista com Plínio Salgado. É a partir da análise desses artigos e notícias e da história oral de dois dos principais camisas-verdes do sertão, Ruy do Amaral e Ítalo Galli, que tornou-se possível reconstruir parte da história de um núcleo municipal da Ação Integralista no interior do país. Tanto os textos escritos como as entrevistas, apresentam um movimento impregnado pelo fascismo e pelo anti-semitismo. A maioria dos camisas-verdes que escreveram artigos para o “Cidade de Olympia”, deixou clara sua adesão à A.I.B. por considerar o movimento uma cópia do fascismo e por adotar a posição anti-semita. Por outro lado, o movimento integralista em Olímpia ignorou o fato de atuar numa região de vida rural e teve uma inserção no campo insignificante. Mesmo portador de um discurso fascista, os integralistas do sertão, profissionais liberais em sua maioria, preferiram elitizar esse discurso, desprezar ações de mobilização das massas e perpetuar uma relação de “compadrio” com os coronéis que dominavam a vida política em Olímpia, constituindo, assim, uma espécie de “fascio de intelectuais”.The Brazilian Integralist Action was formed in the decade of 1930, at the most important right political movement and at the first mass party of the country. Influenced by the Italian Fascist Ideology, the Brazilian Integralist Action created cores spread all over Brazil, like in the city of Olimpia, embedded in the 30s, then called “Sertão” (a less inhabited part in a country) of São Paulo. The Integralist Action Municipal Core was founded in 1934 by Ruy do Amaral and had in the newspaper “Cidade de Olympia” a type of non-official spokesman of the movement. Between 1932 and 1937, the weekly paper published 93 articles and news of the most diverse shades about the integralist movement, including an aggrieved interview with Plínio Salgado. It is from the analysis of these articles and news and the oral history of two of the main “green-shirts” from “Sertão”, Ruy do Amaral e Italo Galli, that it was possible to re-create part of the history of an Integralist Action Municipal Core at the inland country. The written texts, as well as the interviews, present a movement permeated by the Fascism and by the Anti-Semitism. Most of the “green-shirts” who wrote articles for the “Cidade de Olympia”, made clear their adhesion to the Brazilian Integralist Action for considering the movement a copy of fascism and for adopting the anti-semit position. On the other hand, the integralist movement in Olimpia ignored the fact of acting in a rural life region, and had an insignificant insertion in the country life. Even holding a fascist speech, the integralist from “Sertão”, liberal professionals mostly, preferred to select this speech, disregard mass mobilization actions and perpetuate a “compadrio”relation (close relation) with the Colonels who dominated the political life in Olimpia, building up, this way, a kind of “intelectual fascio”.Universidade Estadual Paulista (UNESP)237 f. : il., mapas + anexoporUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Alephreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESPIntegralismo - São Paulo (Estado) - HistóriaFascismoAnti-semitismoSão Paulo (Estado) - Política e governo - HistóriaElitismoSertãoIntelectuais e MassasFascismAnti-SemitismElitismSertão” (Country way of life)Intelectual and MassesO integralismo no sertão de São Paulo: um fascio de intelectuaisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessHistória - FCHSHistória e culturaHistoria e cultura políticaUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, FrancaPublicationf0c73255-5cbf-44ef-ace5-bded2df3111dvirtual::158419-1f0c73255-5cbf-44ef-ace5-bded2df3111dvirtual::158419-199237114-9188-4243-b201-434ec1a16f66virtual::189905-199237114-9188-4243-b201-434ec1a16f66virtual::189905-1ORIGINALribeiro_ia_me_fran.pdfapplication/pdf1883453https://repositorio.unesp.br/bitstreams/c6e8122e-b267-4a0f-a936-447807e1948a/download949727bbb0c4c6d2728224efc9bda977MD51trueAnonymousREADTEXTribeiro_ia_me_fran.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2023-10-02T06:07:11Z (GMT).Extracted texttext/plain102932https://repositorio.unesp.br/bitstreams/35f94058-0ac5-4c34-8efa-b782fa844ca9/download24e8af155a33495600eee1e797ffe547MD54falseAnonymousREADTHUMBNAILribeiro_ia_me_fran.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.ImageMagickPdfThumbnailFilter on 2016-11-16T16:36:23Z (GMT).IM Thumbnailimage/jpeg5065https://repositorio.unesp.br/bitstreams/385fd155-124e-4ba5-abcc-42cb9d6216e3/downloaddff05f40efbbe41c7e3976c9df3e24f8MD53falseAnonymousREAD11449/931772026-01-26T13:01:25.840720Zopen.accessoai:repositorio.unesp.br:11449/93177https://repositorio.unesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462026-01-26T13:01:25Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
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A Ação Integralista Brasileira constituiu-se na década de 1930, no mais importante movimento político de direita e no primeiro partido de massa do país. Influenciada pela ideologia fascista italiana, a A.I.B. criou núcleos espalhados por todo o Brasil, como na cidade de Olímpia, encravada nos anos 30 no então sertão de São Paulo. O núcleo municipal da Ação Integralista foi fundado em 1934 por Ruy do Amaral e teve no jornal “Cidade de Olympia” uma espécie de porta-voz não oficial do movimento. Entre 1932 e 1937, o semanário publicou 93 artigos e notícias dos mais diversos matizes sobre o movimento integralista, inclusive uma contundente entrevista com Plínio Salgado. É a partir da análise desses artigos e notícias e da história oral de dois dos principais camisas-verdes do sertão, Ruy do Amaral e Ítalo Galli, que tornou-se possível reconstruir parte da história de um núcleo municipal da Ação Integralista no interior do país. Tanto os textos escritos como as entrevistas, apresentam um movimento impregnado pelo fascismo e pelo anti-semitismo. A maioria dos camisas-verdes que escreveram artigos para o “Cidade de Olympia”, deixou clara sua adesão à A.I.B. por considerar o movimento uma cópia do fascismo e por adotar a posição anti-semita. Por outro lado, o movimento integralista em Olímpia ignorou o fato de atuar numa região de vida rural e teve uma inserção no campo insignificante. Mesmo portador de um discurso fascista, os integralistas do sertão, profissionais liberais em sua maioria, preferiram elitizar esse discurso, desprezar ações de mobilização das massas e perpetuar uma relação de “compadrio” com os coronéis que dominavam a vida política em Olímpia, constituindo, assim, uma espécie de “fascio de intelectuais”. |
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