Sob o espectro da traição: frei Betto e a construção social da memória da ditadura militar brasileira
| Ano de defesa: | 2021 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11449/202877 |
Resumo: | Desde o golpe que depôs o presidente João Goulart, em 1964, as subsequentes transformações históricas pelas quais o Brasil passou têm acirrado as disputas em torno da hegemonia e, até mesmo, da influência no processo de construção da memória da ditadura militar. Nesse sentido, memorialistas dedicados ao tema foram impelidos a revisar suas narrativas sobre o regime autoritário, perante o risco de que seus discursos, com o passar do tempo, perdessem a funcionalidade política. Dessa forma, o estudo da obra memorialística de frei Betto apresenta-se como valiosa contribuição no perscrutar a historicidade e o caráter político dessa representação do passado. O religioso é um dos autores que persiste em reeditar suas lembranças do Estado de exceção e seu livro mais conhecido, Batismo de Sangue, ascende como referência para o debate acerca da memória dominante do período. Assim, por meio da análise das estratégias de convencimento e da comparação entre as intepretações da ditadura militar que o dominicano desenvolveu em seus cinco livros dedicados ao registro de suas reminiscências (publicados ao longo de quase quarenta anos), este trabalho buscou compreender de que maneira as variações conjunturais – especialmente aquelas que reportam ao processo de Abertura durante os anos 1980 até a Era Lula (2002-2010) – promoveram a emergência de novos projetos políticos que ensejaram uma luta pela remodelagem da memória do regime autoritário. Esse embate não se restringe ao tradicional eixo Direita-Esquerda e, estendendo-se também a memorialistas pertencentes ao mesmo espectro ideológico, apresenta-se como fundamental na demonstração do predomínio que o contexto da articulação discursiva exerce sobre a narrativa do passado, o que, portanto, corrobora a tese acerca do caráter histórico e dos usos políticos desse tipo de construção. |
| id |
UNSP_98e1455537ca0b5268d8bcb1f2d06084 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:repositorio.unesp.br:11449/202877 |
| network_acronym_str |
UNSP |
| network_name_str |
Repositório Institucional da UNESP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Santos, Bruno Dias [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Eugênio, Marcos Francisco Napolitano deCosta, Milton CarlosAfonso, Eduardo JoséFernandes, Fernando SeliprandyBortolotti, Ricardo Gião [UNESP]2021-03-09T13:09:36Z2021-03-09T13:09:36Z2021-01-26http://hdl.handle.net/11449/20287733004048018P5Desde o golpe que depôs o presidente João Goulart, em 1964, as subsequentes transformações históricas pelas quais o Brasil passou têm acirrado as disputas em torno da hegemonia e, até mesmo, da influência no processo de construção da memória da ditadura militar. Nesse sentido, memorialistas dedicados ao tema foram impelidos a revisar suas narrativas sobre o regime autoritário, perante o risco de que seus discursos, com o passar do tempo, perdessem a funcionalidade política. Dessa forma, o estudo da obra memorialística de frei Betto apresenta-se como valiosa contribuição no perscrutar a historicidade e o caráter político dessa representação do passado. O religioso é um dos autores que persiste em reeditar suas lembranças do Estado de exceção e seu livro mais conhecido, Batismo de Sangue, ascende como referência para o debate acerca da memória dominante do período. Assim, por meio da análise das estratégias de convencimento e da comparação entre as intepretações da ditadura militar que o dominicano desenvolveu em seus cinco livros dedicados ao registro de suas reminiscências (publicados ao longo de quase quarenta anos), este trabalho buscou compreender de que maneira as variações conjunturais – especialmente aquelas que reportam ao processo de Abertura durante os anos 1980 até a Era Lula (2002-2010) – promoveram a emergência de novos projetos políticos que ensejaram uma luta pela remodelagem da memória do regime autoritário. Esse embate não se restringe ao tradicional eixo Direita-Esquerda e, estendendo-se também a memorialistas pertencentes ao mesmo espectro ideológico, apresenta-se como fundamental na demonstração do predomínio que o contexto da articulação discursiva exerce sobre a narrativa do passado, o que, portanto, corrobora a tese acerca do caráter histórico e dos usos políticos desse tipo de construção.Since the 1964 coup d’état that deposed President Joao Goulart, the ensuing historical transformations that Brazil has undergone have deepen disputes over hegemony and even the influence over the process of building the memory of the military dictatorship. In this sense, memorialists dedicated to this issue were compelled to revise their narratives about the authoritarian regimen, due to the risk of their speeches, over time, would end up losing their political functionality. Thus, the study of frei Betto’s memorialistic work presents itself as a valuable contribution in exploiting the historicity and the political character of that representation of the past. The religious is one of the authors who is persistent in reissuing his memories about the state of exception and his most well-known book, Batismo de Sangue, rises as a reference on the debate around the dominant memory of the period. Therefore, by analyzing the strategies of convincement and comparing the interpretations of the military dictatorship developed by the Dominican in his five books (issued over almost forty years), that were dedicated to register his reminiscences, this work has sought to understand how the juncture variations – mainly those referring to the Opening Process during from the 1980’s to the Lula era (2002-2010) – promoted the emergency of new political projects that led to a fight in order to reshape the memory of the authoritarian regimen. That struggle is not restricted to the conventional left-right axis and, extending to memorialists belonging to the same ideological spectrum as well, it is fundamental in demonstrating the predominance that the context of discursive articulation exerts over the narrative of the past, which, accordingly, corroborates the thesis about the political character and the political uses of this type of construction.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)porUniversidade Estadual Paulista (Unesp)MemóriaFrei BettoDitadura militarMemoryMilitary dictatorshipSob o espectro da traição: frei Betto e a construção social da memória da ditadura militar brasileiraUnder the betrayal specter: frei Betto and the social construction of the memory of the Brazilian military dictatorshipinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESPHistória - FCLASHistoria e sociedadeCultura, Historiografia e PatrimônioUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Assis24 meses após a data da defesaBanca públicaPublicationc3f68528-5ea8-4b32-a9f4-3cfbd4bba64dvirtual::47921-1c3f68528-5ea8-4b32-a9f4-3cfbd4bba64dvirtual::47921-199237114-9188-4243-b201-434ec1a16f66virtual::203375-199237114-9188-4243-b201-434ec1a16f66virtual::203375-1THUMBNAILsantos_bd_dr_assis_par.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.PDFBoxThumbnail on 2023-10-23T06:12:19Z (GMT).Generated Thumbnailimage/jpeg2664https://repositorio.unesp.br/bitstreams/32890080-465f-4fce-a7f8-b55d0d4df36c/download625384fd16790df336fd659669fb7d4aMD56falseAnonymousREADsantos_bd_dr_assis_int.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.PDFBoxThumbnail on 2023-10-23T06:12:19Z (GMT).Generated Thumbnailimage/jpeg2221https://repositorio.unesp.br/bitstreams/c1b4a340-c1e1-4980-8ce8-e5006ca698a6/download84829dc646ff79953d9d0fa9ce3ddec6MD58falseAnonymousREADORIGINALsantos_bd_dr_assis_par.pdfsantos_bd_dr_assis_par.pdfapplication/pdf482478https://repositorio.unesp.br/bitstreams/02b9b8c5-e241-43cf-af71-25c57a8f6ff4/download175bf3c66b982c38062a7e8b793fe57cMD53trueAnonymousREADsantos_bd_dr_assis_int.pdfsantos_bd_dr_assis_int.pdfapplication/pdf1911584https://repositorio.unesp.br/bitstreams/10dc13f6-5f49-4d44-89d2-b7cf47525696/downloadd40ac78d404f277a492f70dd5651c206MD54falseAnonymousREADLICENSElicense.txtWritten by org.dspace.content.LicenseUtilstext/plain; charset=utf-83070https://repositorio.unesp.br/bitstreams/873133fd-a8c5-47b0-88ac-a0cff7b4c894/downloadd4cbf99922db553ab7a14f7859fd67c0MD52falseAnonymousREADTEXTsantos_bd_dr_assis_par.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2023-10-23T06:12:19Z (GMT).Extracted texttext/plain102662https://repositorio.unesp.br/bitstreams/cd918b5a-c8f3-4736-b2bb-ddbe789c1c19/download66de5f84b6f5f273e890b48b474b1584MD55falseAnonymousREADsantos_bd_dr_assis_int.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2023-10-23T06:12:19Z (GMT).Extracted texttext/plain102734https://repositorio.unesp.br/bitstreams/b35031e2-eb3a-45a0-a684-45b78827ddab/downloadd4ecc29560f13cd22a5f03b2d18c538dMD57falseAnonymousREAD11449/2028772026-03-11T14:28:43.890913Zopen.accessoai:repositorio.unesp.br:11449/202877https://repositorio.unesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462026-03-11T14:28:43Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)falseTElDRU7Dh0EgUEFSQSBBIERJU1BPTklCSUxJWkHDh8ODTyBPTkxJTkUgREUgRElTU0VSVEHDh8ODTyBPVSBERSBURVNFIFNVQk1FVElEQSBBTyBSRVBPU0lUw5NSSU8gSU5TVElUVUNJT05BTCBVTkVTUA0KDQoxLiBBbyBjb25jb3JkYXIgY29tIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGV1LCBCcnVubyBEaWFzIFNhbnRvcyAoYnJ1bm8uZGlhcy5zYW50b3NAaG90bWFpbC5jb20pLCByZXNwb25zw6F2ZWwgcGVsbyB0cmFiYWxobyDigJxTb2IgbyBlc3BlY3RybyBkYSB0cmFpw6fDo286IGZyZWkgQmV0dG8gZSBhIGNvbnN0cnXDp8OjbyBzb2NpYWwgZGEgbWVtw7NyaWEgZGEgZGl0YWR1cmEgbWlsaXRhciBicmFzaWxlaXJh4oCdIHBvciBtaW0gc3VibWV0aWRvIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIFVORVNQIGUgZGVzZW52b2x2aWRvIG5vIMOibWJpdG8gZGUgdW0gZG9zIHByb2dyYW1hcyBkZSBww7NzLWdyYWR1YcOnw6NvIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBFc3RhZHVhbCBQYXVsaXN0YSDigJxKw7psaW8gZGUgTWVzcXVpdGEgRmlsaG/igJ0gKFVORVNQKToNCg0KYSkgYXRlc3RvIHNlciBvIHJlc3BvbnPDoXZlbCBsZWdhbCBwZWxvIHRyYWJhbGhvIHN1Ym1ldGlkbyBlIHBlbG9zIGRhZG9zIGluZm9ybWFkb3MgZHVyYW50ZSBhIHN1Ym1pc3PDo287DQoNCmIpIGF0ZXN0byBxdWUgbyB0cmFiYWxobyBzdWJtZXRpZG8gbsOjbyBpbmZyaW5nZSBsZWlzIGRlIGRpcmVpdG8gYXV0b3JhbDsNCg0KYykgYXRlc3RvIHF1ZSBvIHRyYWJhbGhvIHN1Ym1ldGlkbyBuw6NvIGNvbnTDqW0gcXVhbHF1ZXIgaW5mb3JtYcOnw6NvIGNvbmZpZGVuY2lhbCBtaW5oYSBvdSBkZSB0ZXJjZWlyb3M7DQoNCmQpIGF0ZXN0byBxdWUsIHNlIG9idGl2ZSBmaW5hbmNpYW1lbnRvIHBhcmEgbyBkZXNlbnZvbHZpbWVudG8gZG8gdHJhYmFsaG8gc3VibWV0aWRvLCBpbmZvcm1laSBhIGFnw6puY2lhIGRlIGZvbWVudG8gZSBvIG7Dum1lcm8gZG8gZmluYW5jaWFtZW50byBkdXJhbnRlIGEgc3VibWlzc8OjbzsNCg0KZSkgYXRlc3RvIHF1ZSBhIHZlcnPDo28gZG8gdHJhYmFsaG8gcHJlc2VudGUgbm8gYXJxdWl2byBzdWJtZXRpZG8gw6kgYSB2ZXJzw6NvIGRlZmluaXRpdmEgcXVlIGluY2x1aSBhcyBhbHRlcmHDp8O1ZXMgZGVjb3JyZW50ZXMgZGEgZGVmZXNhLCBzZSBob3V2ZSBhbGd1bWE7DQoNCmYpIGF0ZXN0byBxdWUgYSB2ZXJzw6NvIGRvIHRyYWJhbGhvIHByZXNlbnRlIG5vIGFycXVpdm8gc3VibWV0aWRvIHNlcsOhIGEgbWVzbWEgdmVyc8OjbyBpbXByZXNzYSBlbnRyZWd1ZSBuYSBTZcOnw6NvIFTDqWNuaWNhIGRlIFDDs3MtR3JhZHVhw6fDo28gY29tIGEgcXVhbCBvIHByb2dyYW1hIGRlIHDDs3MtZ3JhZHVhw6fDo28gZW0gcXVlIG8gdHJhYmFsaG8gZm9pIGRlc2Vudm9sdmlkbyBlc3TDoSB2aW5jdWxhZG87DQoNCmcpIGNvbmNlZG8gw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEVzdGFkdWFsIFBhdWxpc3RhIOKAnErDumxpbyBkZSBNZXNxdWl0YSBGaWxob+KAnSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZGUgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIsIGRlIGNvcGlhciBlIGRlIGRpc3RyaWJ1aXIsIHBvciBtZWlvIGRlIHNldXMgYW1iaWVudGVzIGluc3RpdHVjaW9uYWlzIGRlIGFjZXNzbyByZXN0cml0byBvdSBhYmVydG8gYW8gcMO6YmxpY28gZ2VyYWwsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBvIHRyYWJhbGhvIHN1Ym1ldGlkbyBlIG9zIGRhZG9zIGluZm9ybWFkb3MgZHVyYW50ZSBhIHN1Ym1pc3PDo287DQoNCmgpIGNvbmNlZG8gw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEVzdGFkdWFsIFBhdWxpc3RhIOKAnErDumxpbyBkZSBNZXNxdWl0YSBGaWxob+KAnSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZGUgcmVhbGl6YXIgcXVhaXNxdWVyIGFsdGVyYcOnw7VlcyBuYSBtw61kaWEgb3Ugbm8gZm9ybWF0byBkbyBhcnF1aXZvIHBhcmEgcHJvcMOzc2l0b3MgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbyBkaWdpdGFsLCBkZSBhY2Vzc2liaWxpZGFkZSBlIGRlIG1lbGhvciBpZGVudGlmaWNhw6fDo28gZG8gdHJhYmFsaG8gc3VibWV0aWRvLCBkZXNkZSBxdWUgbsOjbyBzZWphIGFsdGVyYWRvIHNldSBjb250ZcO6ZG8gaW50ZWxlY3R1YWwuDQoNCjIuIEEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEVzdGFkdWFsIFBhdWxpc3RhIOKAnErDumxpbyBkZSBNZXNxdWl0YSBGaWxob+KAnSBzZSBjb21wcm9tZXRlIGE6DQoNCmEpIGZvcm5lY2VyIHVtYSBpZGVudGlmaWNhw6fDo28gY2xhcmEgZG8gbm9tZSBkbyBhdXRvciBkdXJhbnRlIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YcOnw6NvLCBlbSBhbWJpZW50ZSBpbnN0aXR1Y2lvbmFsLCBkbyB0cmFiYWxobyBzdWJtZXRpZG87DQoNCmIpIHNlIG5lY2Vzc8OhcmlvLCByZWFsaXphciBhbHRlcmHDp8O1ZXMgbm9zIGRhZG9zIGluZm9ybWFkb3MgZHVyYW50ZSBhIHN1Ym1pc3PDo28gcGFyYSBxdWUgbWVsaG9yIHJlcHJlc2VudGVtIGUgaWRlbnRpZmlxdWVtIG8gdHJhYmFsaG8gc2VtLCBubyBlbnRhbnRvLCBjb21wcm9tZXRlciBzZXUgY29udGXDumRvIGludGVsZWN0dWFsOw0KDQpjKSByZXNwZWl0YXIgYSBkZWNpc8OjbyBkbyBhdXRvciBzb2JyZSBhIHZlcnPDo28gcXVlIGRldmVyw6Egc2VyIGRpc3BvbmliaWxpemFkYSBpbWVkaWF0YW1lbnRlIGFww7NzIG8gYWNlaXRlIGRhIHN1Ym1pc3PDo28sIHNlamEgZWxhIGEgdmVyc8OjbyBpbnRlZ3JhbCBvdSBwYXJjaWFsOw0KDQpkKSByZXNwZWl0YXIgbyBwcmF6byBkZWZpbmlkbyBwZWxvIGF1dG9yIHBhcmEgYSBkaXNwb25pYmlsaXphw6fDo28gZG8gY29udGXDumRvIGludGVncmFsLCBjYXNvIG8gYXV0b3IgdGVuaGEgb3B0YWRvIHBlbGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YcOnw6NvIGltZWRpYXRhIGFwZW5hcyBkbyBjb250ZcO6ZG8gcGFyY2lhbCBlIG8gcHJhem8gZGVmaW5pZG8gZXN0ZWphIGRlbnRybyBkZSAyIChkb2lzKSBhbm9zIGFww7NzIGEgZGVmZXNhOw0KDQplKSBuw6NvIHJlYWxpemFyIGFsdGVyYcOnw7VlcyBubyBhcnF1aXZvIGVudmlhZG8gYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgZGVzY3JpdGFzIG5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLg0KDQpTw6NvIFBhdWxvLCBNb24gTWFyIDA4IDE2OjM3OjEwIEJSVCAyMDIxLg== |
| dc.title.pt.fl_str_mv |
Sob o espectro da traição: frei Betto e a construção social da memória da ditadura militar brasileira |
| dc.title.alternative.en.fl_str_mv |
Under the betrayal specter: frei Betto and the social construction of the memory of the Brazilian military dictatorship |
| title |
Sob o espectro da traição: frei Betto e a construção social da memória da ditadura militar brasileira |
| spellingShingle |
Sob o espectro da traição: frei Betto e a construção social da memória da ditadura militar brasileira Santos, Bruno Dias [UNESP] Memória Frei Betto Ditadura militar Memory Military dictatorship |
| title_short |
Sob o espectro da traição: frei Betto e a construção social da memória da ditadura militar brasileira |
| title_full |
Sob o espectro da traição: frei Betto e a construção social da memória da ditadura militar brasileira |
| title_fullStr |
Sob o espectro da traição: frei Betto e a construção social da memória da ditadura militar brasileira |
| title_full_unstemmed |
Sob o espectro da traição: frei Betto e a construção social da memória da ditadura militar brasileira |
| title_sort |
Sob o espectro da traição: frei Betto e a construção social da memória da ditadura militar brasileira |
| author |
Santos, Bruno Dias [UNESP] |
| author_facet |
Santos, Bruno Dias [UNESP] |
| author_role |
author |
| dc.contributor.institution.none.fl_str_mv |
Universidade Estadual Paulista (Unesp) |
| dc.contributor.committeeMember.none.fl_str_mv |
Eugênio, Marcos Francisco Napolitano de Costa, Milton Carlos Afonso, Eduardo José Fernandes, Fernando Seliprandy |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Santos, Bruno Dias [UNESP] |
| dc.contributor.advisor1.fl_str_mv |
Bortolotti, Ricardo Gião [UNESP] |
| contributor_str_mv |
Bortolotti, Ricardo Gião [UNESP] |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Memória Frei Betto Ditadura militar |
| topic |
Memória Frei Betto Ditadura militar Memory Military dictatorship |
| dc.subject.eng.fl_str_mv |
Memory Military dictatorship |
| description |
Desde o golpe que depôs o presidente João Goulart, em 1964, as subsequentes transformações históricas pelas quais o Brasil passou têm acirrado as disputas em torno da hegemonia e, até mesmo, da influência no processo de construção da memória da ditadura militar. Nesse sentido, memorialistas dedicados ao tema foram impelidos a revisar suas narrativas sobre o regime autoritário, perante o risco de que seus discursos, com o passar do tempo, perdessem a funcionalidade política. Dessa forma, o estudo da obra memorialística de frei Betto apresenta-se como valiosa contribuição no perscrutar a historicidade e o caráter político dessa representação do passado. O religioso é um dos autores que persiste em reeditar suas lembranças do Estado de exceção e seu livro mais conhecido, Batismo de Sangue, ascende como referência para o debate acerca da memória dominante do período. Assim, por meio da análise das estratégias de convencimento e da comparação entre as intepretações da ditadura militar que o dominicano desenvolveu em seus cinco livros dedicados ao registro de suas reminiscências (publicados ao longo de quase quarenta anos), este trabalho buscou compreender de que maneira as variações conjunturais – especialmente aquelas que reportam ao processo de Abertura durante os anos 1980 até a Era Lula (2002-2010) – promoveram a emergência de novos projetos políticos que ensejaram uma luta pela remodelagem da memória do regime autoritário. Esse embate não se restringe ao tradicional eixo Direita-Esquerda e, estendendo-se também a memorialistas pertencentes ao mesmo espectro ideológico, apresenta-se como fundamental na demonstração do predomínio que o contexto da articulação discursiva exerce sobre a narrativa do passado, o que, portanto, corrobora a tese acerca do caráter histórico e dos usos políticos desse tipo de construção. |
| publishDate |
2021 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2021-03-09T13:09:36Z |
| dc.date.available.fl_str_mv |
2021-03-09T13:09:36Z |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
2021-01-26 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
http://hdl.handle.net/11449/202877 |
| dc.identifier.capes.none.fl_str_mv |
33004048018P5 |
| url |
http://hdl.handle.net/11449/202877 |
| identifier_str_mv |
33004048018P5 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Estadual Paulista (Unesp) |
| publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Estadual Paulista (Unesp) |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da UNESP instname:Universidade Estadual Paulista (UNESP) instacron:UNESP |
| instname_str |
Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| instacron_str |
UNESP |
| institution |
UNESP |
| reponame_str |
Repositório Institucional da UNESP |
| collection |
Repositório Institucional da UNESP |
| bitstream.url.fl_str_mv |
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/32890080-465f-4fce-a7f8-b55d0d4df36c/download https://repositorio.unesp.br/bitstreams/c1b4a340-c1e1-4980-8ce8-e5006ca698a6/download https://repositorio.unesp.br/bitstreams/02b9b8c5-e241-43cf-af71-25c57a8f6ff4/download https://repositorio.unesp.br/bitstreams/10dc13f6-5f49-4d44-89d2-b7cf47525696/download https://repositorio.unesp.br/bitstreams/873133fd-a8c5-47b0-88ac-a0cff7b4c894/download https://repositorio.unesp.br/bitstreams/cd918b5a-c8f3-4736-b2bb-ddbe789c1c19/download https://repositorio.unesp.br/bitstreams/b35031e2-eb3a-45a0-a684-45b78827ddab/download |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
625384fd16790df336fd659669fb7d4a 84829dc646ff79953d9d0fa9ce3ddec6 175bf3c66b982c38062a7e8b793fe57c d40ac78d404f277a492f70dd5651c206 d4cbf99922db553ab7a14f7859fd67c0 66de5f84b6f5f273e890b48b474b1584 d4ecc29560f13cd22a5f03b2d18c538d |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 MD5 MD5 MD5 MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
repositoriounesp@unesp.br |
| _version_ |
1878343436591955968 |