Biocompatibilidade do implante 3d de elastômero termoplástico (tpe), comparado ao flape dos músculos esternocefálicos no reparo de defeitos parciais de traqueia em coelhos nova zelândia (oryctolagus cuniculus)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Costa, Marcelo Carrijo da [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/242738
Resumo: Objetivou-se com este trabalho avaliar a eficácia da prótese 3D de Elastômero Termoplástico (TPE) no reparo de defeito parcial em traqueia, utilizando a técnica de impressão em três dimensões por modelagem de fusão e deposição (FDM). No presente estudo, 32 coelhos foram distribuídos em dois grupos, submetidos à ressecção parcial de cinco anéis traqueais, sendo o Grupo Flape Muscular (GFM) com remoção do defeito traqueal e realização de flape do músculo esternocefálico sobre o local do defeito e o Grupo TPE (GTPE), com remoção do defeito traqueal e fixação de prótese 3D de TPE e avaliados aos sete, 15, 30 e 60 dias. No pós-operatório, os animais foram avaliados para identificar alterações clínicas. Baseado nos resultados, observou-se que a tosse foi estatisticamente significante (p=0,035) com maior ocorrência no grupo GFM. Após análise dos dados, não foi observada diferença estatística nas temperaturas do local cirúrgico pela termografia entre os grupos estudados ou dentro dos períodos avaliados. Na traqueoscopia, a presença de secreção intraluminal sobre o local de reparo apresentou diferença estatística significante no grupo GTPE (p=0,006), a formação de tecido exuberante foi estatisticamente significante no grupo GFM (0,001). À avaliação microscópica, o grupo GFM apresentou epitelização total do lúmen traqueal reparado aos 60 dias. Os resultados encontrados sugerem que o elastômero termoplástico utilizado para a confecção da prótese parcial de traqueia apresentou compatibilidade tecidual. A prótese 3D de Elastômero Termoplástico (TPE) mostrou-se viável como implante em defeitos parciais de traqueia, com mínimas complicações respiratórias ao longo do período de 60 dias.
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