Cafeterias: os novos e renovados objetos geográficos da cidade de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Domingos, Delcio Fernandes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/152692
Resumo: O estudo sobre a formação socioespacial de São Paulo permite identificar que o café possui estreita relação com a cidade. Desde o fim do século XIX até os dias atuais, apresenta os instrumentos efetivos da mundialização no conjunto dos objetos geográficos ligados ao processo de urbanização. Entre o fim do século XIX e a década de 1930, o nexo do café com a cidade de São Paulo foi o da implantação da infraestrutura e do urbanismo. O espaço de consumo de café era incipiente, tendo em vista um produto de luxo consumido, principalmente, pela elite paulistana. No período de 1930 a 1970, o nexo do café com a cidade de São Paulo foi o da industrialização, que reforçou a urbanização/metropolização do território. O espaço de consumo de café se expandiu e se consolidou, entre outros fatores, pela atuação das empresas de torrefação e moagem e também pelos incentivos e regulações estatais. O café deixou de ser um produto de luxo e passou a ser consumido por grande parte da população. Por fim, no atual período da formação socioespacial de São Paulo, o nexo do café com a cidade é o da contribuição efetiva para a dinâmica da metrópole informacional a partir do consumo nas cafeterias. A partir da ambiência e do design, dos serviços e cafés especiais e da seletividade no espaço, as cafeterias atuam no sistema de objetos e condicionam a dinâmica da vida na cidade de São Paulo.
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