O graffiti como sintoma contemporâneo : por uma psicanálise aplicada no perímetro urbano

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Monti, Danilo Simonetti [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/317255
Resumo: No perímetro urbano articulam-se significantes, modos de vida, posições socioeconômicas e saberes que influenciam a aproximação ou o afastamento de determinados sujeitos. O graffiti, objeto central desta pesquisa, compõe o conjunto de imagens que habitam a cidade e rompe com uma concepção utilitária e produtivista do espaço urbano, aquela que reduz a experiência das cidades em um simples trajeto funcional entre lugares. Ato consolidado há décadas em diversos países, o graffiti emerge e se fortalece como um gesto de afirmação da existência de sujeitos historicamente invisibilizados, especialmente em momentos marcados pelo desamparo e pela ausência do poder público, constituindo-se também como uma forma de expressão do mal-estar social e dos conflitos entre o poder instituído e os grupos oprimidos. A partir de um ensaio teórico conceitual e buscando se aproximar da prática da psicanálise implicada, investigo as nuances e particularidades dessa prática em contextos históricos como França, Estados Unidos e Brasil através de trabalhos publicados no Google Acadêmico, SciELO e livros sobre o tema. Proponho uma leitura da cidade como um corpo vivo e articulo com o conceito de sintoma psicanalítico para refletir sobre como o graffiti opera, desvelando aspectos ocultados pela ordem urbana. Assim como na clínica, o silenciamento ou a repressão de um sintoma não conduzem à sua eliminação, mas à sua repetição. Diante disso, torna-se imprescindível lançar um olhar que escape às leituras morais e normativas habituais, a fim de compreender os processos de invisibilidade, exclusão e violência que operam em sua prática.
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