Morfologia de cerdas do exoesqueleto de Kingsleya attenboroughi Pinheiro & Santana, 2016 (Crustacea: Decapoda: Brachyura: Pseudothelphusidae)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Lima, Janaína Caldeira de [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/256189
Resumo: Este estudo representa a primeira descrição abrangente e ilustração da morfologia das cerdas em caranguejos braquiúros de água doce. Aqui, apresentamos uma análise detalhada dos vários tipos de cerdas encontradas no exoesqueleto de Kingsleya attenboroughi Pinheiro & Santana, 2016, uma espécie que habita as florestas relictuais da Chapada do Araripe em Barbalha, CE, Brasil. Através da microscopia eletrônica de varredura e exame histológico, identificamos uma morfologia de cerdas mais diversa e intrincada do que se pensava anteriormente. Classificamos oito tipos distintos de cerdas, cada um com subtipos específicos. O tipo denominado “brush” tipo 1, destaca-se significativamente diferente daqueles descritos anteriormente na literatura científica. Ele apresenta uma haste curta a média, robusta, com inserção infracuticular em pequenas “fossas” discretas, exibindo um padrão consistente em todas as cerdas “brush” tipo 1 observadas. Além disso, na cerda “brush” tipo 1, a haste é uniformemente lisa, exceto na extremidade apical, onde é adornada com setúlas densas e flexíveis. Os critérios para classificação das cerdas incluem características da haste, como relação comprimento/largura, localização e visibilidade do ânulus, formato do ápice, presença ou ausência de poros e sua posição, bem como a distribuição e tipo de setúlas e dentículos. Além disso, nossas descobertas morfológicas nos permitem inferir diversas funções potenciais para essas cerdas, estabelecendo assim uma base para pesquisas adicionais sobre o papel biológico e funcional dessas estruturas em caranguejos de água doce.
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