Os registros de três cirurgiões sobre o tratamento dos corpos enfermos nas Minas Setecentistas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Gomes, Gislane dos Santos [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/238255
Resumo: Distante do litoral, constituída por uma sociedade de população e atividades pujantes e plurais, as Minas Gerais Setecentistas foi solo fértil para uma série de doenças. Com poucos médicos para atender à crescente demanda da população, que com frequência se queixava ao reino sobre as dificuldades que passavam para tratar seus corpos, vários outros agentes de cura procuraram tratá-los, como sangradores, barbeiros, cirurgiões e os poucos doutores. Entre os que se dedicaram a perceber e tratar os males do corpo, salta aos olhos os registros da atividade de três cirurgiões que, a partir de sua experiência, organizaram e publicaram verdadeiros manuais de medicina: o Erário Mineral (1735), Relação Cirúrgica e medica (1747) e Governo de Mineiros (1770). Elaborados, grosso modo, a fim de instruir os colonos a tratarem a si, aos seus próximos e a seus escravos, esses livros apresentam as diversas moléstias que atingiam as povoações mineiras, especificando os sintomas e as melhores receitas para a cura das doenças. Considerando esse cenário e esses documentos, o objetivo da presente pesquisa está em pensar como o cuidado com a saúde foi pensado e levado a cabo por esses cirurgiões que atuaram nas Minas, investigando quais eram as doenças que afligiam os corpos dos mineiros, e quais foram os tratamentos e os recursos utilizados por esses homens que escreveram os primeiros manuais de medicina prática do Brasil e que forjaram uma maneira particular de pensar, descrever e tratar os males dos mineiros.
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