Léxico, cultura e ideologia: representações da homossexualidade na mídia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Oliveira, Lucas Marques de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/237001
Resumo: Este trabalho tem como objetivo analisar os argumentos que circularam na imprensa brasileira com relação ao uso das unidades lexicais “homossexualismo” e “homossexualidade” em textos jornalísticos do século XXI, mais especificamente a concorrência desses dois itens lexicais, fato que suscitou tanto o uso do binômio de modo concomitante como também o debate em torno do seu emprego. Após o processo de despatologização da homossexualidade, no final da década de 1990 do século XX, muitos discursos passaram a sustentar argumentos de que o uso da unidade lexical “homossexualismo” fosse “politicamente incorreto”, propondo sua substituição pela unidade “homossexualidade”. Tal reivindicação se pautou, em alguns casos, na ideia de que o sufixo “–ISMO”, em oposição ao sufixo “–DADE”, contenha valores semânticos atrelados à patologia, o que, direta ou indiretamente, expressaria, por meio do discurso, aspectos de preconceito e discriminação social. Dessa forma, a reivindicação do emprego de “homossexualidade” em vez de “homossexualismo” passou a se manifestar como uma forma de reivindicação ou representação de uma identidade social. Pode-se dizer que essa discussão inseriu o debate linguístico em torno do uso do léxico, para além da esfera morfológica, no âmbito ideológico. Nesse sentido, procuramos analisar os discursos que circularam em textos jornalísticos de jornais de grande circulação em torno desse debate e os vieses ideológicos presentes na discussão. Assim, o foco é analisar a argumentação e a identificação das ideologias linguísticas que subjazem desta discussão em torno do emprego e da escolha das diferentes unidades lexicais. O corpus do trabalho é composto por textos (web notícias) do jornal Folha de S. Paulo (Brasil), publicados no período de janeiro de 2000 a julho de 2020. Para desenvolver nosso trabalho, usamos como referencial teórico autores da área do Léxico e do Discurso, como Polguère, Biderman, Borba, Van Dijk e Thompson.
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