Osteopromoção com uso de membranas de látex incorporadas com beta-tricálcio fosfato nas escalas micrométrica e nanométrica em defeitos críticos em calvária de coelhos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Tavares, Paulo Matheus Honda [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/244168
Resumo: A incorporação de beta-tricálcio fosfato (β-TCP) à membrana de látex representa um avanço no desenvolvimento de biomateriais que podem ser empregados na regeneração óssea guiada. O objetivo deste trabalho foi avaliar o processo de reparo ósseo em defeitos críticos tratados com membrana de látex e membrana de látex incorporada com β-TCP nas escalas micrométricas e nanométricas. Foram utilizados trinta e seis coelhos (Nova Zelândia) e criou-se 4 defeitos críticos de 8 mm de diâmetro na calvária de cada animal que foram separados em 4 grupos de acordo com a terapêutica empregada: coágulo sanguíneo (GC), membrana de látex (ML), membrana de látex + β-TCP micropartículas (ML+Micro), membrana de látex + β-TCP nanopartículas (ML+Nano). A eutanásia ocorreu em 2, 4 e 8 semanas pós-cirurgia. No estudo dos tecidos mineralizados, realizou-se análise microtomográfica e histométrica, e nos tecidos desmineralizados, realizou-se análise histológica qualitativa e quantitativa. Na análise microtomográfica, a porcentagem de volume ósseo (BV/TV) em 4 semanas foi maior para ML+micro (7,02%) e ML+nano (5,77%) em comparação a GC (2,83%) (p < 0,001; p = 0.018) e ML (4,29%) (p = 0.032), e em 8 semanas, GC (2.25%) apresentou menor valor de BV/TV quando comparado a ML, ML+micro e ML+nano (6,68, 6,79, 7.01%) (p < 0,001). Nos tecidos desmineralizados, o Grupo ML+Nano evidenciou maior percentual de área de osso neoformado nos 3 períodos de avaliação (14,8%) (15,5%) (21,8%), com diferença estatística entre ML+Nano (14,8 ± 5,64) e GC (4,3 ± 1,36) (p=0,002), ML+Nano (14,8 ± 5,64) e ML (6,8 ± 3,59) (p=0,029) em 2 semanas, ML+Nano (15,5 ± 4,79) e GC (8,1 ± 2,08) (p=0,049) em 4 semanas, e ML+Nano (21,8 ± 5,89) e ML+Micro (14,2 ± 2,44) (p=0,044) em 8 semanas. A incorporação de β -TCP nas escalas micro e nanométrica às membranas de látex proporcionou maiores níveis de neoformação óssea na periferia dos defeitos.
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