Impacto da restrição proteica gestacional e lactacional sobre a próstata de ratos: Relação entre a via de sinalização da Insulina/IGF, desenvolvimento e envelhecimento.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Santos, Sérgio Alexandre Alcantara dos [UNESP]
Orientador(a): Justulin, Luis Antonio [UNESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/153678
Resumo: Condições gestacionais adversas podem acarretar alterações morfofuncionais irreversíveis no feto, fenômeno conhecido como Programação Fetal (PF). A restrição proteica intrauterina/perinatal (modelo de PF amplamente conhecido) é responsável por baixo peso ao nascimento e desenvolvimento de desordens metabólicas na vida adulta. A PF também altera os níveis de hormônios esteroides e fatores de crescimento, tais como estrógeno, testosterona, insulina e os IGFs na prole, sendo estas alterações intensificadas quando a restrição proteica é prolongada na vida pós-natal. Estes hormônios participam diretamente do desenvolvimento e homeostasia prostáticos, sendo que o desequilíbrio entre eles está relacionado com o aumento de incidência de desordens prostáticas com o envelhecimento. Neste contexto, objetivou-se investigar os efeitos da exposição materna à dieta hipoproteica, durante os períodos gestacional e lactacional, sobre a prole ratos machos, com ênfase ao desenvolvimento/maturação glandular e incidência de patologias prostáticas com o envelhecimento. Para isso, foram utilizados ratos Sprague Dawley machos, nascidos de mães alimentadas com ração padrão (17% de proteína, grupo controle – CTR) ou com ração hipoproteica (6% de proteína) durante a gestação (grupo GLP, do inglês gestational low protein), ou durante a gestação e lactação (grupo GLLP, gestational and lactation low protein). A próstata ventral (PV) e o sangue foram coletados nos dias pós-natal (DPN) 21 e 540. Foram realizadas análises hormonais séricas, e a PV foi submetida às análises morfológicas/morfométricas, de imunohistoquímica, western blotting, qPCR nos dois períodos e de proteômica no DPN540. Nossos resultados demonstram baixo peso ao nascimento dos animais dos grupos GLP e GLLP. Houve atraso no desenvolvimento prostático no DPN21 e menor atividade secretora no DPN540. Análises hormonais evidenciaram um desequilíbrio dos hormônios testosterona, estrógeno e insulina/IGF-1 nos animais submetidos restrição proteica materna, o que resultou em alteração das vias moleculares de sinalização responsivas a estes hormônios nas duas idades analisadas. Destaca-se como resultado inédito a detecção de carcinoma in situ exclusivamente nos animais velhos submetidos à restrição proteica materna, fato que foi relacionado ao desequilíbrio do ambiente intrauterino/perinatal pela restrição proteica, agravado pela desregulação do balanço estrógeno/testosterona em animais velhos. Análises proteômicas da PV de animais no DPN540 revelaram o enriquecimento de vias moleculares reconhecidamente associadas a carcinogênese prostática, principalmente no grupo GLLP, que apresentou maior incidência e severidade de lesões. Estes resultados apontam a restrição proteica materna como um importante fator de risco para o desenvolvimento do câncer de próstata.
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spelling Santos, Sérgio Alexandre Alcantara dos [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Justulin, Luis Antonio [UNESP]2018-04-23T18:28:35Z2018-04-23T18:28:35Z2018-03-02http://hdl.handle.net/11449/15367800090044933004064080P3Condições gestacionais adversas podem acarretar alterações morfofuncionais irreversíveis no feto, fenômeno conhecido como Programação Fetal (PF). A restrição proteica intrauterina/perinatal (modelo de PF amplamente conhecido) é responsável por baixo peso ao nascimento e desenvolvimento de desordens metabólicas na vida adulta. A PF também altera os níveis de hormônios esteroides e fatores de crescimento, tais como estrógeno, testosterona, insulina e os IGFs na prole, sendo estas alterações intensificadas quando a restrição proteica é prolongada na vida pós-natal. Estes hormônios participam diretamente do desenvolvimento e homeostasia prostáticos, sendo que o desequilíbrio entre eles está relacionado com o aumento de incidência de desordens prostáticas com o envelhecimento. Neste contexto, objetivou-se investigar os efeitos da exposição materna à dieta hipoproteica, durante os períodos gestacional e lactacional, sobre a prole ratos machos, com ênfase ao desenvolvimento/maturação glandular e incidência de patologias prostáticas com o envelhecimento. Para isso, foram utilizados ratos Sprague Dawley machos, nascidos de mães alimentadas com ração padrão (17% de proteína, grupo controle – CTR) ou com ração hipoproteica (6% de proteína) durante a gestação (grupo GLP, do inglês gestational low protein), ou durante a gestação e lactação (grupo GLLP, gestational and lactation low protein). A próstata ventral (PV) e o sangue foram coletados nos dias pós-natal (DPN) 21 e 540. Foram realizadas análises hormonais séricas, e a PV foi submetida às análises morfológicas/morfométricas, de imunohistoquímica, western blotting, qPCR nos dois períodos e de proteômica no DPN540. Nossos resultados demonstram baixo peso ao nascimento dos animais dos grupos GLP e GLLP. Houve atraso no desenvolvimento prostático no DPN21 e menor atividade secretora no DPN540. Análises hormonais evidenciaram um desequilíbrio dos hormônios testosterona, estrógeno e insulina/IGF-1 nos animais submetidos restrição proteica materna, o que resultou em alteração das vias moleculares de sinalização responsivas a estes hormônios nas duas idades analisadas. Destaca-se como resultado inédito a detecção de carcinoma in situ exclusivamente nos animais velhos submetidos à restrição proteica materna, fato que foi relacionado ao desequilíbrio do ambiente intrauterino/perinatal pela restrição proteica, agravado pela desregulação do balanço estrógeno/testosterona em animais velhos. 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Estes resultados apontam a restrição proteica materna como um importante fator de risco para o desenvolvimento do câncer de próstata.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)2014/08531-8porUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Restrição proteica gestacional e lactacionalprogramação fetalpróstata ventralinsulinacâncer de próstataImpacto da restrição proteica gestacional e lactacional sobre a próstata de ratos: Relação entre a via de sinalização da Insulina/IGF, desenvolvimento e envelhecimento.Impact of gestational and lactational protein restriction on rat prostate: Relation between the Insulin / IGF signaling pathway, development and aging.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESPBiologia Geral e Aplicada - IBBBiologia celular estrutural e funcionalBiologia da ReproduçãoUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Instituto de Biociências, Botucatu24 meses após a data da defesaPublicationab63624f-c491-4ac7-bd2c-767f17ac838dvirtual::142768-1ab63624f-c491-4ac7-bd2c-767f17ac838dvirtual::142768-10757b1ca-76b9-45a3-a088-1a340e2d4713virtual::179594-10757b1ca-76b9-45a3-a088-1a340e2d4713virtual::179594-1ORIGINALsantos_saa_dr_bot_par_sub.pdfsantos_saa_dr_bot_par_sub.pdfapplication/pdf529722https://repositorio.unesp.br/bitstreams/db6cea3f-565e-4745-8269-ac0a7f54df97/downloadeac8c01f503297a2f12ba162113b8c9dMD59trueAnonymousREADsantos_saa_dr_bot_int_sub.pdfsantos_saa_dr_bot_int_sub.pdfapplication/pdf3777171https://repositorio.unesp.br/bitstreams/8fc80473-6996-45c8-bf2a-a500ac2498e9/downloadbb70797e347bf7f308a1b9b1211417ecMD510falseAnonymousREADLICENSElicense.txtWritten by org.dspace.content.LicenseUtilstext/plain; charset=utf-83153https://repositorio.unesp.br/bitstreams/f6eaedf8-9f58-45df-8d76-a1432604755a/download2d5712ed276a1aec62910eec89e5dc02MD52falseAnonymousREADTEXTsantos_saa_dr_bot_par_sub.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2023-12-25T06:24:45Z (GMT).Extracted texttext/plain28981https://repositorio.unesp.br/bitstreams/c0220dae-269e-461f-8b2b-fa7cca93c65c/download7033adac04b7905cd953f836f85741d5MD515falseAnonymousREADsantos_saa_dr_bot_int_sub.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2023-12-25T06:24:45Z (GMT).Extracted texttext/plain101577https://repositorio.unesp.br/bitstreams/c980fe36-4076-4821-87f0-9b20f0d36099/download7d6cf9b87288012e63f5859e9659a251MD516falseAnonymousREADTHUMBNAILsantos_saa_dr_bot_par_sub.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.ImageMagickPdfThumbnailFilter on 2018-04-28T06:01:46Z (GMT).IM Thumbnailimage/jpeg3702https://repositorio.unesp.br/bitstreams/f4b07c5e-c105-44c5-8f74-c9193585e5fd/download56733c9fdec515c04ab354de43c83813MD512falseAnonymousREADsantos_saa_dr_bot_int_sub.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.ImageMagickPdfThumbnailFilter on 2018-04-28T06:01:49Z (GMT).IM Thumbnailimage/jpeg5004https://repositorio.unesp.br/bitstreams/fc59a86c-5443-493f-a318-d5929bc91c2e/downloadaec44a73d83c2de07a1d71c7cc5be214MD514falseAnonymousREAD11449/1536782026-01-26T11:51:15.235194Zopen.accessoai:repositorio.unesp.br:11449/153678https://repositorio.unesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462026-01-26T11:51:15Repositório Institucional da UNESP - 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