Associação entre Azospirillum brasilense e milho na tolerância ao estresse salino: uma abordagem antioxidante

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Checchio, Mirela Vantini [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/190807
Resumo: Devido às intensas mudanças climáticas globais e atividades antropogênicas, a salinidade tornou-se uma das principais problemáticas limitantes à produção agrícola. Para lidar com essa problemática, o estudo de genótipos e cultivares que sejam tolerantes ao sal, bem como alternativas através de inoculantes torna-se cada vez mais necessário. O objetivo deste trabalho foi caracterizar a resposta antioxidante através da inoculação de Azospirillum brasilense em milho, e correlacionar a atividade destas enzimas ao aumento na capacidade da planta em tolerar o estresse ocasionado pela salinidade. Os tratamentos foram formados pela combinação de cloreto de sódio (0 e 100 mM de NaCl) via água de irrigação e ausência e presença do inóculo de A. brasilense, sendo o experimento conduzido inteiramente casualizado, com quatro repetições Os resultados demonstraram diferentes respostas de acordo com as análises de peroxidação lipídica (MDA), quantificação de nitrogênio (N) e sódio (Na+), massa seca (MS) e atividades enzimáticas, como superóxido dismutase (SOD, EC 1.15.1.1), glutationa redutase (GR, EC 1.6.4.2), guaiacol peroxidase (GPOX, EC 1.11.1.7) e glutationa peroxidase (GSH-PX, EC. 1.11.1.9). Os resultados mostraram que 100 mM de NaCl ocasionou peroxidação lipídica, com consequente aumento do teor de MDA. Entretanto, com a presença da bactéria nesta condição, o teor de MDA foi reduzido, houve aumento do acúmulo de N e as enzimas apresentaram diferenças significativas entre si, com aumentos significativos para GSH-PX e GPOX. Nossos dados sugerem que a presença de A. brasilense no milho sob estresse salino pode conferir tolerância a planta e que esta tolerância está relacionada ao sistema de defesa antioxidante, principalmente de GSH-PX e GPOX.
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