Avaliação dos registros de profilaxia anti-rábica humana pós-exposição no Município de Jaboticabal, são Paulo, no período de 2000 a 2006

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Frias, Danila Fernanda Rodrigues [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/94657
Resumo: Um elevado número de tratamentos anti-rábicos profiláticos são efetuados, anualmente, em pessoas envolvidas em agravos com animais. Assim, este trabalho objetivou avaliar os registros e a conduta de profilaxia anti-rábica humana no Município de Jaboticabal, de 2000 a 2006, analisando as informações das fichas de atendimento e a distribuição geográfica dos agravos. Os dados foram tabulados em Excel e analisados com softwares EpiInfo e MapInfo. Também foi calculado o custo direto com as vacinas anti-rábicas humanas. Em 3056 fichas analisadas, computou-se um agravo para cada 160 habitantes, com maior ocorrência em residências e nos bairros da região central da cidade, e incremento de casos nos meses de janeiro, julho, agosto e dezembro. A faixa etária mais atingida foi de 0 a 15 anos, destacando-se o sexo masculino. Com relação à espécie animal envolvida, a canina foi a responsável pela maioria dos agravos, sendo 67,5% dos cães e 22,2% dos gatos declarados vacinados; os cães estavam sadios em 77,8% dos casos. Das pessoas agredidas, 81,6% receberam profilaxia pós-exposição, num total de 7.108 doses de vacina e a um custo aproximado de R$179.105,14. A análise detalhada dos dados, aliada ao fato de Jaboticabal ser considerada região controlada para a raiva, permitem questionar que 1.720 pessoas podem ter recebido vacina sem necessidade. Uma maior atenção deve ser dispensada aos registros de atendimento a agravos por animais, e uma análise acurada e mais criteriosa destes deve ser feita para que os tratamentos sejam instituídos adequadamente. Como a maioria dos acidentes ocorre em residências, portanto com cães e gatos domiciliados e vacinados, recomendam-se programas educativos para promoverem a posse responsável e o conhecimento dos cuidados que as pessoas devem ter com seus animais de estimação.
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