Morcegos frugívoros como facilitadores da regeneração natural em áreas degradadas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Parolin, Lays Cherobim [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/150058
Resumo: Morcegos frugívoros são bons dispersores de sementes e por utilizarem o olfato como forma de identificação de frutos maduros, foi proposta uma ferramenta de restauração que atrai estes animais com o uso de óleos essenciais de frutos zoocóricos, como forma de aumentar a chuva de sementes em áreas degradadas. Esta nova ferramenta de restauração está em constante desenvolvimento e aqui (i) foi analisada e comparada a composição dos óleos essenciais dos frutos preferidos de Artibeus, Carollia e Sturnira, com outros frutos consumidos e não consumidos por estes morcegos; (ii) utilizamos a análise cromatográfica combinada com experimentos em cativeiro de dupla escolha para analisar o papel de diferentes compostos orgânicos voláteis (VOCs) na atração destes filostomídeos; (iii) foi feita uma revisão bibliográfica da dieta dos morcegos do Velho Mundo para analisar a congruência entre a dieta frugívora de Pteropodidae com uma nova proposta zoogeográfica, e por fim, (iv) foram analisados gêneros de Pteropodidae que poderiam ser utilizados, com base na diversidade de sua dieta e preferência por frutos, em programas de restauração como Phyllostomidae estão no Novo Mundo. Os nossos resultados mostram que os óleos essenciais de frutos consumidos pelos filostomídeos frugívoros compartilham compostos, mas os preferidos podem ser identificados por compostos-chave. Além disso, esses animais podem identificar dois tipos diferentes de VOCs - monoterpenos e sesquiterpenos - cada um com uma função diferente na comunicação morcego-fruto. A dieta de raposas-voadoras mostrou-se diversa e congruente com os reinos zoogeográficos, tendo Ficus como o gênero de fruto mais consumido. Os pteropodídeos Cynopterus, Pteropus e Rousettus foram identificados como modelos para a adoção da técnica de restauração nos continentes tropicais onde os filostomídeos não estão presentes. Dessa forma, a presente tese traz contribuições importantes à ecologia de morcegos, à ecologia química e à ecologia da restauração.
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