O Brasil fora do armário: mortes, vida e (re)existência LGBTQIAPN+ no espaço da heterocisão
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11449/314697 |
Resumo: | A presente dissertação tem como objetivo analisar a efetividade e os limites das políticas públicas de saúde voltadas à população LGBTQIAPN+ no Brasil, articulando a perspectiva da Geografia da Saúde com aportes das Geografias Feministas e da teoria interseccional. Com base em uma metodologia qualitativa, o estudo foi desenvolvido a partir de entrevistas com lideranças LGBTQIAPN+ atuantes na formulação de políticas públicas, bem como de observação participante em espaços institucionais de deliberação, como conselhos e conferências. A investigação está inserida no âmbito do Laboratório de Biogeografia e Geografia da Saúde (BIOGEOS), e tem como eixo central a análise da relação entre corpo, espaço e saúde na produção de desigualdades estruturais que afetam essa população. A pesquisa parte do entendimento de que a exclusão da população LGBTQIAPN+ do sistema de saúde não é apenas simbólica, mas também territorial e institucional, evidenciando o papel da LGBTIfobia como um mecanismo de produção de violências materiais e discursivas. A partir do conceito de espaço da heterocisão, formulado ao longo do trabalho, busca-se compreender como os territórios se configuram como espaços de cisão e silenciamento, mas também como lugares de resistência e reexistência. A análise dos dados permitiu evidenciar que, embora avanços institucionais tenham sido conquistados, persistem barreiras geográficas, sociais e políticas que limitam o acesso equitativo à saúde por parte da população LGBTQIAPN+. Este trabalho contribui para o campo da Geografia ao reafirmar o papel do território na produção de desigualdades e ao propor uma abordagem comprometida com a justiça espacial e com os direitos humanos. |
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O Brasil fora do armário: mortes, vida e (re)existência LGBTQIAPN+ no espaço da heterocisãoBrazil out of the closet: deaths, life, and (re)existence of LGBTQIAPN+ people in the space of heterocisionGeografia da saúdeLGBTQIAPN+Saúde LGBTQIAPN+Políticas públicasEspaço da heterocisãoHealth geographyLGBTQIAPN healthPublic policySpace of heterocisionA presente dissertação tem como objetivo analisar a efetividade e os limites das políticas públicas de saúde voltadas à população LGBTQIAPN+ no Brasil, articulando a perspectiva da Geografia da Saúde com aportes das Geografias Feministas e da teoria interseccional. Com base em uma metodologia qualitativa, o estudo foi desenvolvido a partir de entrevistas com lideranças LGBTQIAPN+ atuantes na formulação de políticas públicas, bem como de observação participante em espaços institucionais de deliberação, como conselhos e conferências. A investigação está inserida no âmbito do Laboratório de Biogeografia e Geografia da Saúde (BIOGEOS), e tem como eixo central a análise da relação entre corpo, espaço e saúde na produção de desigualdades estruturais que afetam essa população. A pesquisa parte do entendimento de que a exclusão da população LGBTQIAPN+ do sistema de saúde não é apenas simbólica, mas também territorial e institucional, evidenciando o papel da LGBTIfobia como um mecanismo de produção de violências materiais e discursivas. A partir do conceito de espaço da heterocisão, formulado ao longo do trabalho, busca-se compreender como os territórios se configuram como espaços de cisão e silenciamento, mas também como lugares de resistência e reexistência. A análise dos dados permitiu evidenciar que, embora avanços institucionais tenham sido conquistados, persistem barreiras geográficas, sociais e políticas que limitam o acesso equitativo à saúde por parte da população LGBTQIAPN+. Este trabalho contribui para o campo da Geografia ao reafirmar o papel do território na produção de desigualdades e ao propor uma abordagem comprometida com a justiça espacial e com os direitos humanos.This dissertation aims to analyze the effectiveness and li mitations of public health policies directed toward the LGBTQIAPN+ population in Brazil, articulating the perspective of Health Geography with contributions from Feminist Geographies and intersectional theory. Based on a qualitative methodology, the study was developed through interviews with LGBTQIAPN+ leaders involved in public policy formulation, as well as participant observation in institutional spaces of deliberation, such as councils and conferences.The research is part of the Laboratory of Biogeogra phy and Health Geography (BIOGEOS) and centers on analyzing the relationship between body, space, and health in the production of structural inequalities affecting this population. It assumes that the exclusion of LGBTQIAPN+ people from the healthcare syst em is not only symbolic but also territorial and institutional, revealing the role of LGBTphobia as a mechanism that produces both material and discursive forms of violence.Drawing on the concept of the “space of heterocision,” developed throughout the dis sertation, the study seeks to understand how territories are configured as spaces of division and silencing, but also as places of resistance and re existence. Data analysis demonstrates that, despite institutional advances, geographic, social, and politic al barriers persist, limiting equitable access to healthcare for the LGBTQIAPN+ population. This research contributes to the field of Geography by reaffirming the role of territory in the production of inequalities and by proposing an approach committed t o spatial justice and human rights.Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG UNESP)PROPG 23/2022 – Inclusão Social de Jovens Talentos na Pós-Graduação da UNESPUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Guimarães, Raul Borges [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Silva, Kayque Virgens Cordeiro da [UNESP]2025-10-29T23:56:52Z2025-09-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSILVA, Kayque Virgens Cordeiro da. O Brasil fora do armário: mortes, vida e (re)existência LGBTQIAPN+ no espaço da heterocisão. Orientador: Raul Borges Guimarães. 2025. 363 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2025.https://hdl.handle.net/11449/31469733004129042P384419318794233330000-0002-5513-0617porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-10-30T05:01:11Zoai:repositorio.unesp.br:11449/314697Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-10-30T05:01:11Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
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A presente dissertação tem como objetivo analisar a efetividade e os limites das políticas públicas de saúde voltadas à população LGBTQIAPN+ no Brasil, articulando a perspectiva da Geografia da Saúde com aportes das Geografias Feministas e da teoria interseccional. Com base em uma metodologia qualitativa, o estudo foi desenvolvido a partir de entrevistas com lideranças LGBTQIAPN+ atuantes na formulação de políticas públicas, bem como de observação participante em espaços institucionais de deliberação, como conselhos e conferências. A investigação está inserida no âmbito do Laboratório de Biogeografia e Geografia da Saúde (BIOGEOS), e tem como eixo central a análise da relação entre corpo, espaço e saúde na produção de desigualdades estruturais que afetam essa população. A pesquisa parte do entendimento de que a exclusão da população LGBTQIAPN+ do sistema de saúde não é apenas simbólica, mas também territorial e institucional, evidenciando o papel da LGBTIfobia como um mecanismo de produção de violências materiais e discursivas. A partir do conceito de espaço da heterocisão, formulado ao longo do trabalho, busca-se compreender como os territórios se configuram como espaços de cisão e silenciamento, mas também como lugares de resistência e reexistência. A análise dos dados permitiu evidenciar que, embora avanços institucionais tenham sido conquistados, persistem barreiras geográficas, sociais e políticas que limitam o acesso equitativo à saúde por parte da população LGBTQIAPN+. Este trabalho contribui para o campo da Geografia ao reafirmar o papel do território na produção de desigualdades e ao propor uma abordagem comprometida com a justiça espacial e com os direitos humanos. |
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