Depois dos navios negreiros: a criação do Consulado Brasileiro em Luanda e as relações do Império com a colônia portuguesa de Angola, 1822-1860

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Guizelin, Gilberto da Silva [UNESP]
Orientador(a): Soares, Samuel Alves [UNESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/139446
Resumo: O propósito deste trabalho é investigar as relações políticas dos dois grandes centros de exportação e de importação de escravos africanos na primeira metade do século XIX: a colônia portuguesa de Angola, na África, e o recém-independente Império do Brasil, na América. Para tanto, o objeto de análise aqui privilegiado é o Consulado Brasileiro em Luanda. Criado em 31 de outubro de 1826, através da nomeação de Ruy Germack Possolo, a representação consular brasileira em Angola foi fechada em meados de 1828 após a expulsão do cônsul pelas autoridades coloniais. Disso resultaram anos de negociações entre os Governos do Rio de Janeiro e de Lisboa para a sua reabertura, o que, apesar de ter sido consentido em 1854, só foi efetivamente concretizado em 1858, com a chegada de Saturnino de Souza e Oliveira à capital angolana. Pretende-se com este estudo compreender os sucessivos esforços da diplomacia imperial em (re)abrir aquela representação como parte integrante de uma política internacional maior desenvolvida em prol da defesa da soberania e da autonomia brasileira no concerto atlântico-africano, perante a ingerência de outros agentes internacionais, sobretudo a Grã-Bretanha e o próprio Portugal, na questão da supressão do tráfico negreiro, assunto que, até finais da década de 1840 e princípios da de 1850, estadistas e diplomatas brasileiros insistiam em tratar como competência legítima e exclusiva do foro político nacional e não do foro político internacional.
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Disso resultaram anos de negociações entre os Governos do Rio de Janeiro e de Lisboa para a sua reabertura, o que, apesar de ter sido consentido em 1854, só foi efetivamente concretizado em 1858, com a chegada de Saturnino de Souza e Oliveira à capital angolana. Pretende-se com este estudo compreender os sucessivos esforços da diplomacia imperial em (re)abrir aquela representação como parte integrante de uma política internacional maior desenvolvida em prol da defesa da soberania e da autonomia brasileira no concerto atlântico-africano, perante a ingerência de outros agentes internacionais, sobretudo a Grã-Bretanha e o próprio Portugal, na questão da supressão do tráfico negreiro, assunto que, até finais da década de 1840 e princípios da de 1850, estadistas e diplomatas brasileiros insistiam em tratar como competência legítima e exclusiva do foro político nacional e não do foro político internacional.The purpose of this study is investigate the political relations of the two Great centers of export and import of African slaves in the first half of Nineteenth Century: the Portuguese colony of Angola, on Africa, and the newly independent Empire of Brazil, in America. Indeed, here the privileged object of analysis is the Brazilian Consulate in Luanda. Created on October 31, 1826, by appointing Ruy Germack Possolo, the Brazilian consular representation in Angola it was closed in mid-1828 after the expulsion of the consul Germack Possolo by the colonial rulers. This fact resulted years of negotiations between the Governments of Rio de Janeiro and Lisbon for its reopening, which despite having been agreed in 1854, was only effectively implemented in 1858, with the arrival of Saturnino de Souza e Oliveira to capital Angolan. The aim of this study was to understand the successive efforts of the imperial diplomacy (re)open that representation as part of an international policy developed for the defense of sovereignty and the Brazilian autonomy in the Atlantic-African concert in front of the interference of others international agents, especially Great-Britain and Portugal, in the question of the abolition of the slave trade, a subject that until the late 1840s and early 1850s Brazilian statesmen and diplomats insisted on treating as legitimate and exclusive jurisdiction of the national political and not the international political forum.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)FAPESP: 2012/12755-3porUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Império do BrasilAngola ColonialRelações Brasil-AngolaRepresentação ConsularEmpire of BrazilBrazil-Angola relationsConsular RepresentationDepois dos navios negreiros: a criação do Consulado Brasileiro em Luanda e as relações do Império com a colônia portuguesa de Angola, 1822-1860After the slave ships: the creation of Brazilian Consulate in Luanda and the Empire’s relations with the Portuguese colony of Angola, 1822-1860info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESPHistória - 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