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O tempo e a linguagem

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Iagallo, Patricia Ormastroni [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/93934
Resumo: O tempo da linguagem é regido por coordenadas gerais. Um modelo descritivo geral do tempo localiza a noção de tempo de um enunciado coerentemente com as informações gramaticais. Partindo-se da hipótese lógica de que o passado deveria ser sempre passado, o futuro sempre futuro e o presente sempre presente, foram investigadas as localizações temporais que servem de momentos de referência ao tempo dos enunciados, sem perder de vista o momento da produção-recepção do ato de enunciar. Os níveis de compreensão do tempo na linguagem foram sistematizados em etapas: investigando o tempo do mundo, depois o tempo da linguagem e, por último, o tempo do discurso entendido como o “mundo possível” criado pela linguagem. Percebe-se que o tempo físico e psicológico interpretável de um modo geral pelo homem possui duas orientações, e que a linguagem também geraria duas formas de tempo, construídas por dois grandes sistemas temporais: o mundo comentado e o mundo narrado, inspirados em Weinrich. Eles podem descrever duas grandes intenções do interlocutor, e não apenas dois grandes grupos de formas modotemporais dos verbos. Descobrindo-se quais são os lugares temporais, e utilizando principalmente construtos inspirados em Reichenbach, foi investigado como se dá a relação entre os momentos dos eventos, os momentos da fala e o momento presente pressuposto da enunciação. Dentro de uma abordagem da semântica formal, da teoria cognitiva e da semiótica francesa, o sistema temporal da linguagem pode ser descrito mais adequadamente. A dissertação analisa vários enunciados orais e escritos
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