Atividade citotóxica de amostras de própolis brasileira e cubana contra células tumorais humanas
| Ano de defesa: | 2016 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11449/144975 |
Resumo: | A própolis é um produto elaborado por abelhas a partir da matéria vegetal coletada ao redor da colmeia. Recentes pesquisas têm identificado o potencial terapêutico da própolis, tais como: antimicrobiano, antiviral, anti-inflamatório, antitumoral, cicatrizante, imunoestimulante, hepatoprotetor, entre muitos outros. Atualmente, muitos estudos que envolvem amostras de própolis de diferentes regiões têm focalizado a descoberta de candidatos promissores para o tratamento do câncer. Nesse sentido, o efeito antiproliferativo e citotóxico de amostras de própolis verde do Brasil (PB) e vermelha de Cuba (PC) foi avaliado em linhagens de células tumorais humanas de origem epitelial (A549, Hep-2, MDA-MB-231) e em células não tumorais (Vero) pelo ensaio com brometo de 3- (4,5-dimetil-2-tiazolil)-2, 5-difenil-2H-tetrazólio (MTT) e lactato desidrogenase (LDH). O mecanismo molecular envolvido na morte celular das linhagens tumorais como apoptose/necrose foi determinado por coloração fluorescente com laranja de acridina/brometo de etídio (LA/BE), diamidinofenilindol (DAPI), permeabilização da mitocôndria mediante alteração do potencial de membrana mitocondrial, e pela expressão dos genes pro-apoptóticos (TP53, CASP3, BAX, NOXA, PUMA, P21 e anti-apoptóticos (BCL2, BCL-XL) mediante transcrição reversa e reação em cadeia da polimerase (RTPCR). As células tumorais A549 e HEp-2 apresentaram redução significativa da viabilidade celular pela ação citotóxica de PB (IC50: 69,17 ± 11,28 μg/ml, IC50: 64,1 ± 14,6 μg/ml respectivamente). Esta amostra induziu morte celular por apoptose nas duas linhagens tumorais, evidenciado pela condensação da cromatina, alteração do potencial de membrana mitocondrial, aumento da expressão dos genes pro/apoptóticos e redução da expressão dos genes anti-apoptóticos. Referente à viabilidade da linhagem MDA MB- 231, esta não foi afetada pelo tratamento com PB. Os efeitos citotóxicos induzidos pela amostra PC nas linhagens HEp-2 e MDA MB-231 foram diferentes (IC50: 56,2 ± 9,2 μg/ml, IC50: 67,27 ± 12,8 μg/ml respectivamente). A morte celular por apoptose foi evidenciada na linhagem HEp-2 pela condensação da cromatina, aumento da expressão dos genes proapoptóticos, redução dos genes anti-apoptóticos, geração de espécies reativas do oxigênio e alteração do potencial de membrana mitocondrial. Porém, na linhagem MDA MB-231, foi evidenciada a morte celular por necrose com liberação da enzima LDH, Resumo geração de espécies reativas do oxigênio, afetação do potencial de membrana mitocondrial, interferência na migração celular, e redução da expressão dos genes proapoptóticos sem alteração das vias de sinalização PI3K/Akt ERK1/2. Nossos dados permitiram concluir que o efeito citotóxico e tipo de morte celular induzido pela própolis dependem da composição química, origem geográfica da amostra e fontes vegetais. Ainda são necessários estudos correlacionando a composição química com a atividade biológica, definindo cada tipo de própolis com a sua aplicação terapêutica para o tratamento de câncer. |
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Atividade citotóxica de amostras de própolis brasileira e cubana contra células tumorais humanasActividad citotóxica de muestras de propóleos brasileños y cubanos contra células tumorales humanasPrópolisCitotoxicidadeApoptoseNecroseA própolis é um produto elaborado por abelhas a partir da matéria vegetal coletada ao redor da colmeia. Recentes pesquisas têm identificado o potencial terapêutico da própolis, tais como: antimicrobiano, antiviral, anti-inflamatório, antitumoral, cicatrizante, imunoestimulante, hepatoprotetor, entre muitos outros. Atualmente, muitos estudos que envolvem amostras de própolis de diferentes regiões têm focalizado a descoberta de candidatos promissores para o tratamento do câncer. Nesse sentido, o efeito antiproliferativo e citotóxico de amostras de própolis verde do Brasil (PB) e vermelha de Cuba (PC) foi avaliado em linhagens de células tumorais humanas de origem epitelial (A549, Hep-2, MDA-MB-231) e em células não tumorais (Vero) pelo ensaio com brometo de 3- (4,5-dimetil-2-tiazolil)-2, 5-difenil-2H-tetrazólio (MTT) e lactato desidrogenase (LDH). O mecanismo molecular envolvido na morte celular das linhagens tumorais como apoptose/necrose foi determinado por coloração fluorescente com laranja de acridina/brometo de etídio (LA/BE), diamidinofenilindol (DAPI), permeabilização da mitocôndria mediante alteração do potencial de membrana mitocondrial, e pela expressão dos genes pro-apoptóticos (TP53, CASP3, BAX, NOXA, PUMA, P21 e anti-apoptóticos (BCL2, BCL-XL) mediante transcrição reversa e reação em cadeia da polimerase (RTPCR). As células tumorais A549 e HEp-2 apresentaram redução significativa da viabilidade celular pela ação citotóxica de PB (IC50: 69,17 ± 11,28 μg/ml, IC50: 64,1 ± 14,6 μg/ml respectivamente). Esta amostra induziu morte celular por apoptose nas duas linhagens tumorais, evidenciado pela condensação da cromatina, alteração do potencial de membrana mitocondrial, aumento da expressão dos genes pro/apoptóticos e redução da expressão dos genes anti-apoptóticos. Referente à viabilidade da linhagem MDA MB- 231, esta não foi afetada pelo tratamento com PB. Os efeitos citotóxicos induzidos pela amostra PC nas linhagens HEp-2 e MDA MB-231 foram diferentes (IC50: 56,2 ± 9,2 μg/ml, IC50: 67,27 ± 12,8 μg/ml respectivamente). A morte celular por apoptose foi evidenciada na linhagem HEp-2 pela condensação da cromatina, aumento da expressão dos genes proapoptóticos, redução dos genes anti-apoptóticos, geração de espécies reativas do oxigênio e alteração do potencial de membrana mitocondrial. Porém, na linhagem MDA MB-231, foi evidenciada a morte celular por necrose com liberação da enzima LDH, Resumo geração de espécies reativas do oxigênio, afetação do potencial de membrana mitocondrial, interferência na migração celular, e redução da expressão dos genes proapoptóticos sem alteração das vias de sinalização PI3K/Akt ERK1/2. Nossos dados permitiram concluir que o efeito citotóxico e tipo de morte celular induzido pela própolis dependem da composição química, origem geográfica da amostra e fontes vegetais. Ainda são necessários estudos correlacionando a composição química com a atividade biológica, definindo cada tipo de própolis com a sua aplicação terapêutica para o tratamento de câncer.OutraUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Sforcin, José Maurício [UNESP]Diaz García, Alexis [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Frión Herrera, Yahima [UNESP]2016-12-02T11:55:44Z2016-12-02T11:55:44Z2016-11-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/144975000876541porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-10-16T05:58:16Zoai:repositorio.unesp.br:11449/144975Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-10-16T05:58:16Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
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A própolis é um produto elaborado por abelhas a partir da matéria vegetal coletada ao redor da colmeia. Recentes pesquisas têm identificado o potencial terapêutico da própolis, tais como: antimicrobiano, antiviral, anti-inflamatório, antitumoral, cicatrizante, imunoestimulante, hepatoprotetor, entre muitos outros. Atualmente, muitos estudos que envolvem amostras de própolis de diferentes regiões têm focalizado a descoberta de candidatos promissores para o tratamento do câncer. Nesse sentido, o efeito antiproliferativo e citotóxico de amostras de própolis verde do Brasil (PB) e vermelha de Cuba (PC) foi avaliado em linhagens de células tumorais humanas de origem epitelial (A549, Hep-2, MDA-MB-231) e em células não tumorais (Vero) pelo ensaio com brometo de 3- (4,5-dimetil-2-tiazolil)-2, 5-difenil-2H-tetrazólio (MTT) e lactato desidrogenase (LDH). O mecanismo molecular envolvido na morte celular das linhagens tumorais como apoptose/necrose foi determinado por coloração fluorescente com laranja de acridina/brometo de etídio (LA/BE), diamidinofenilindol (DAPI), permeabilização da mitocôndria mediante alteração do potencial de membrana mitocondrial, e pela expressão dos genes pro-apoptóticos (TP53, CASP3, BAX, NOXA, PUMA, P21 e anti-apoptóticos (BCL2, BCL-XL) mediante transcrição reversa e reação em cadeia da polimerase (RTPCR). As células tumorais A549 e HEp-2 apresentaram redução significativa da viabilidade celular pela ação citotóxica de PB (IC50: 69,17 ± 11,28 μg/ml, IC50: 64,1 ± 14,6 μg/ml respectivamente). Esta amostra induziu morte celular por apoptose nas duas linhagens tumorais, evidenciado pela condensação da cromatina, alteração do potencial de membrana mitocondrial, aumento da expressão dos genes pro/apoptóticos e redução da expressão dos genes anti-apoptóticos. Referente à viabilidade da linhagem MDA MB- 231, esta não foi afetada pelo tratamento com PB. Os efeitos citotóxicos induzidos pela amostra PC nas linhagens HEp-2 e MDA MB-231 foram diferentes (IC50: 56,2 ± 9,2 μg/ml, IC50: 67,27 ± 12,8 μg/ml respectivamente). A morte celular por apoptose foi evidenciada na linhagem HEp-2 pela condensação da cromatina, aumento da expressão dos genes proapoptóticos, redução dos genes anti-apoptóticos, geração de espécies reativas do oxigênio e alteração do potencial de membrana mitocondrial. Porém, na linhagem MDA MB-231, foi evidenciada a morte celular por necrose com liberação da enzima LDH, Resumo geração de espécies reativas do oxigênio, afetação do potencial de membrana mitocondrial, interferência na migração celular, e redução da expressão dos genes proapoptóticos sem alteração das vias de sinalização PI3K/Akt ERK1/2. Nossos dados permitiram concluir que o efeito citotóxico e tipo de morte celular induzido pela própolis dependem da composição química, origem geográfica da amostra e fontes vegetais. Ainda são necessários estudos correlacionando a composição química com a atividade biológica, definindo cada tipo de própolis com a sua aplicação terapêutica para o tratamento de câncer. |
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