Orientalismo e feminicídio em As mil e uma noites
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11449/310399 |
Resumo: | Este trabalho investiga o feminicídio cometido pelo rei Shariar, personagem de As mil e uma noites (século IX), como uma das muitas formas de se constatar o Orientalismo imposto pelos tradutores europeus desde Jean-Antoine Galland (1646-1715) por meio de suas versões e modificações dos contos de Shehrazade em sua recepção literária. A pesquisa também discute a posição da mulher na cultura oriental, especialmente na árabe, e como a personagem Shehrazade, narradora dos contos, coloca o gênero feminino em protagonismo, ainda que em uma obra escrita por culturas bastante paternalistas. A interdisciplinaridade entre direito e literatura contribui para uma percepção e análise do tema de forma mais ampla e munida de observações advindas de áreas distintas e que se complementam. O direito jamais deve se desvincular das motivações humanas, dos abusos e da violência que são registrados não somente nos anais da história, mas também pela literatura que sinergicamente exibe senão amostras daquilo que se pensa e se vive determinada cultura. O aporte metodológico adotado foi o bibliográfico, pautando-se na versão de Mamede Mustafa Jarouche, por ser a mais fidedigna em português brasileiro, como o parâmetro para as comparações de outras adaptações. Além disso, os estudos teóricos documentais de literatura, direito, filosofia, psicologia, psicanálise, religião dentre outras áreas correlatas foram realizados para analisar o texto. Os resultados obtidos apontam que a percepção do Oriente decorre muito em virtude de As mil e uma noites e, por isso, de vieses originariamente europeus de como era e deveria ser visto o universo oriental, qual seja, povos mais atrasados, violentos, cujas mulheres eram submissas, sexistas e ardilosas e cujo conteúdo de suas produções deveria ser filtrado pela moral ocidental (europeia) e orientalista. |
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Orientalismo e feminicídio em As mil e uma noitesOrientalism and feminicide in The Arabian NightsAs mil e uma noitesShehrazadeOrientalismoFeminicídioThe Arabian NightsOrientalismFeminicideEste trabalho investiga o feminicídio cometido pelo rei Shariar, personagem de As mil e uma noites (século IX), como uma das muitas formas de se constatar o Orientalismo imposto pelos tradutores europeus desde Jean-Antoine Galland (1646-1715) por meio de suas versões e modificações dos contos de Shehrazade em sua recepção literária. A pesquisa também discute a posição da mulher na cultura oriental, especialmente na árabe, e como a personagem Shehrazade, narradora dos contos, coloca o gênero feminino em protagonismo, ainda que em uma obra escrita por culturas bastante paternalistas. A interdisciplinaridade entre direito e literatura contribui para uma percepção e análise do tema de forma mais ampla e munida de observações advindas de áreas distintas e que se complementam. O direito jamais deve se desvincular das motivações humanas, dos abusos e da violência que são registrados não somente nos anais da história, mas também pela literatura que sinergicamente exibe senão amostras daquilo que se pensa e se vive determinada cultura. O aporte metodológico adotado foi o bibliográfico, pautando-se na versão de Mamede Mustafa Jarouche, por ser a mais fidedigna em português brasileiro, como o parâmetro para as comparações de outras adaptações. Além disso, os estudos teóricos documentais de literatura, direito, filosofia, psicologia, psicanálise, religião dentre outras áreas correlatas foram realizados para analisar o texto. Os resultados obtidos apontam que a percepção do Oriente decorre muito em virtude de As mil e uma noites e, por isso, de vieses originariamente europeus de como era e deveria ser visto o universo oriental, qual seja, povos mais atrasados, violentos, cujas mulheres eram submissas, sexistas e ardilosas e cujo conteúdo de suas produções deveria ser filtrado pela moral ocidental (europeia) e orientalista.This work investigates the femicide committed by King Shariar, a character in The Arabian Nights (9th century), as one of the many ways of verifying the orientalism imposed by European translators since Jean Antoine Galland (1646-1715) through their versions and modifications of Shehrazade’s tales in their literary reception. This research also discusses the position of women in Eastern culture, especially in arabic one, and how the character Shehrazade, narrator of the stories, puts the female gender in the spotlight, even in a text written by very paternalistic cultures. The interdisciplinarity between law and literature contributes to a broader perception and analysis of the topic, equipped with observations from different areas, which complement each other. The law must never be disconnected from human motivations, abuses and violence that are recorded not only in the annals of history, but also in literature that synergistically displays samples of what a certain culture thinks and lives. The methodological support adopted was the bibliographic one, based on Mamede Mustafa Jarouche's version, as it is the most reliable in Brazilian Portuguese, as the parameter for comparisons of other versions. Furthermore, theoretical documentary studies of literature, law, philosophy, psychology, psychoanalysis, religion among other related areas were carried out. The results obtained indicate that the perception of the East derives largely from The Arabian Nights, therefore, from originally European biases in the way the Eastern universe was and should be seen, that is, more backward, violent, whose women were submissive, sexist and cunning and whose content of their productions should be filtered by Western (European) and orientalist morality.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)CAPES: 88887.829926/2023-00Universidade Estadual Paulista (Unesp)Faria, Gentil Luiz de [UNESP]Universidade Estadual Paulista (UNESP)Pelicano, Henrique José Rosa [UNESP]2025-05-14T13:45:12Z2025-03-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfPELICANO, Henrique José Rosa. Orientalismo e feminicídio em As mil e uma noites. Dissertação (Mestrado em Letras). 2025 – Universidade Estadual Paulista (Unesp), Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas (Ibilce), São José do Rio Preto, 2025.https://hdl.handle.net/11449/31039933004153015P2porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-06-02T18:41:44Zoai:repositorio.unesp.br:11449/310399Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-06-02T18:41:44Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
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