Matriz fantasmática: vontade construtiva no registro imaginal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Oliveira, Bruno Marcelino de [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/314365
Resumo: Esta tese investiga a prática artística como forma de pensamento autônomo, capaz de produzir conhecimento por seus próprios meios. A partir de uma abordagem reflexiva, o trabalho propõe que a arte não apenas representa, mas pensa, constituindo uma epistemologia própria que desafia os limites da linguagem discursiva. O percurso teórico e prático parte da experiência do autor com pintura e construção, revelando uma matriz fantasmática que estrutura o fazer artístico como campo relacional de virtualidade e potência. Nesse contexto, emerge o conceito de registro imaginal, entendido como o espaço invisível, ao mesmo tempo inteiro e múltiplo, pressuposto tanto na percepção quanto pela linguagem, onde objetos emergem e onde se articulam significantes, podendo ser considerado a um só tempo a moldura dinâmica e a gramática tácita da realidade. A vontade construtiva é apresentada como uma sublimação do impulso de ver, cuja instanciação material na arte reconfigura ou rearranja o campo imaginal, sendo crucial para a alteração de modos de ver. Assim, a pesquisa propõe que a arte, ao operar sobre suas próprias molduras, pode transformar categorias cristalizadas e instaurar novas possibilidades de sentido, reafirmando sua função epistemológica e cultural no presente.
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