Análise proteômica da saliva de usuários de cigarro eletrônico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Faria, Natalia de Cavalho
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/255468
Resumo: O cigarro eletrônico, também conhecido como e-cig, tem sido amplamente utilizado nos últimos anos, principalmente pela população mais jovem. Substâncias citotóxicas e carcinogênicas podem estar presentes em sua composição, no entanto, pouco se sabe sobre os riscos do seu uso. O objetivo deste trabalho foi avaliar o perfil proteico da saliva de usuários de cigarro eletrônico por meio de estudo proteômico e as possíveis alterações salivares desses indivíduos. Para tanto, os participantes foram divididos em dois grupos: Grupo Cigarro Eletrônico (GCE), composto por 25 vaporizadores regulares e exclusivos de e-cig, e Grupo Controle (GCO), constituído por 25 indivíduos não fumantes e não vaporizadores de e-cig, pareados por sexo e idade ao GCE. Todos os participantes foram submetidos a exame clínico e coleta de saliva não estimulada para verificação da sialometria e avaliação do proteoma salivar. As amostras foram aliquotadas e submetidas às seguintes análises: viscosidade salivar, pH, capacidade tampão e mensuração da cotinina salivar realizada por meio do teste imunoenzimático (ELISA) utilizando Cotinine Enzyme Immunoassay Kit (Salimetrics). O perfil etílico dos pacientes foi avaliado por meio do teste AUDIT (Alcohol Use Disorders Identification Test) e por perguntas referentes ao consumo de álcool. Já o perfil de consumo do e-cig foi traçado por meio de perguntas referentes ao uso dos dispositivos e teste de concentração de monóxido de carbono no ar expirado. A análise proteômica foi realizada utilizando a metodologia shotgun e cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas (LC-MS). Os resultados obtidos, uma vez que não possuíam distribuição normal, foram submetidos ao teste de Mann Whitney. Foi observada maior concentração de CO exalado, maior concentração salivar de cotinina, maior pontuação no AUDIT, menor viscosidade salivar e resultado desfavorável na oximetria. Em relação ao proteoma salivar, 48 proteínas foram específicas do GCE, sendo que 3 das proteínas desse conjunto estão diferencialmente expressas nesse grupo. Conclui-se que os usuários de cigarro eletrônico apresentam maiores índices de consumo de bebida alcoólica e uma menor viscosidade salivar, alterações importantes na capacidade respiratória demonstrada pelo aumento da concentração de CO no ar expirado e diminuição da oximetria e altos níveis de cotinina presentes na saliva. Além disso, a maior abundância de proteínas, como Glutationa S-transferase P, Cadeia J de imunoglobulina e Acetína desidrogenase, sugerem uma resposta do organismo ao aumento do estresse oxidativo, presença de componentes inflamatórios e alterações microbiológicas salivares que podem favorecer o desenvolvimento de condições patológicas futuras.
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Para tanto, os participantes foram divididos em dois grupos: Grupo Cigarro Eletrônico (GCE), composto por 25 vaporizadores regulares e exclusivos de e-cig, e Grupo Controle (GCO), constituído por 25 indivíduos não fumantes e não vaporizadores de e-cig, pareados por sexo e idade ao GCE. Todos os participantes foram submetidos a exame clínico e coleta de saliva não estimulada para verificação da sialometria e avaliação do proteoma salivar. As amostras foram aliquotadas e submetidas às seguintes análises: viscosidade salivar, pH, capacidade tampão e mensuração da cotinina salivar realizada por meio do teste imunoenzimático (ELISA) utilizando Cotinine Enzyme Immunoassay Kit (Salimetrics). O perfil etílico dos pacientes foi avaliado por meio do teste AUDIT (Alcohol Use Disorders Identification Test) e por perguntas referentes ao consumo de álcool. Já o perfil de consumo do e-cig foi traçado por meio de perguntas referentes ao uso dos dispositivos e teste de concentração de monóxido de carbono no ar expirado. A análise proteômica foi realizada utilizando a metodologia shotgun e cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas (LC-MS). Os resultados obtidos, uma vez que não possuíam distribuição normal, foram submetidos ao teste de Mann Whitney. Foi observada maior concentração de CO exalado, maior concentração salivar de cotinina, maior pontuação no AUDIT, menor viscosidade salivar e resultado desfavorável na oximetria. Em relação ao proteoma salivar, 48 proteínas foram específicas do GCE, sendo que 3 das proteínas desse conjunto estão diferencialmente expressas nesse grupo. Conclui-se que os usuários de cigarro eletrônico apresentam maiores índices de consumo de bebida alcoólica e uma menor viscosidade salivar, alterações importantes na capacidade respiratória demonstrada pelo aumento da concentração de CO no ar expirado e diminuição da oximetria e altos níveis de cotinina presentes na saliva. Além disso, a maior abundância de proteínas, como Glutationa S-transferase P, Cadeia J de imunoglobulina e Acetína desidrogenase, sugerem uma resposta do organismo ao aumento do estresse oxidativo, presença de componentes inflamatórios e alterações microbiológicas salivares que podem favorecer o desenvolvimento de condições patológicas futuras.The electronic cigarette, also known as e-cig, has been widely used in recent years, especially by younger populations. Cytotoxic and carcinogenic substances may be present in its composition; however, little is known about the risks of its use. The aim of this study was to evaluate the protein profile of saliva from electronic cigarette users through proteomic analysis and the possible salivary alterations in these individuals. For this purpose, participants were divided into two groups: the Electronic Cigarette Group (ECG), composed of 25 regular and exclusive e-cig users, and the Control Group (CG), consisting of 25 non-smokers and non-e-cig users, matched by sex and age to the ECG. All participants underwent clinical examination and unstimulated saliva collection for salivary flow rate measurement and evaluation of salivary proteome. The samples were aliquoted and subjected to the following analyses: salivary viscosity, pH, buffer capacity, and measurement of salivary cotinine performed using the enzyme-linked immunosorbent assay (ELISA) Cotinine Enzyme Immunoassay Kit (Salimetrics). The participants' alcohol consumption profile was assessed using the Alcohol Use Disorders Identification Test (AUDIT) and questions related to alcohol consumption. The e-cig consumption profile was traced through questions related to device usage and testing for carbon monoxide concentration in expired air. Proteomic analysis was performed using shotgun methodology and liquid chromatography coupled with mass spectrometry (LC-MS). Since the obtained results did not follow a normal distribution, they were subjected to the Mann-Whitney test. A higher concentration of exhaled CO was observed, along with a higher salivary concentration of cotinine, higher scores on the AUDIT, lower salivary viscosity, and an unfavorable result on oximetry. Regarding the salivary proteome, 48 proteins were specific to GCE, with 3 of these proteins being differentially expressed in this group. It is concluded that electronic cigarette users have higher rates of alcohol consumption and lower salivary viscosity, important alterations in respiratory capacity demonstrated by increased CO concentration in expired air and decreased oximetry, and high levels of cotinine present in saliva. Furthermore, the higher abundance of proteins such as Glutathione S-transferase P, Immunoglobulin J chain, and Acetyl-CoA dehydrogenase, suggest an organism response to increased oxidative stress, presence of inflammatory components, and salivary microbiological alterations that may favor the development of future pathological conditions (AU)Não recebi financiamentoUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Almeida, Janete Dias [UNESP]Pereira, André Zelanis PalitotFaria, Natalia de Cavalho2024-05-03T15:05:37Z2024-05-03T15:05:37Z2024-03-04info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfapplication/pdfhttps://hdl.handle.net/11449/255468porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2024-05-04T06:03:48Zoai:repositorio.unesp.br:11449/255468Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462024-05-04T06:03:48Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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