Indução do estro em cadelas (canis familiaris): aspectos clínico, comportamental e hormonal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Paula, Moisés Calvo de [UNESP]
Orientador(a): Lopes, Maria Denise [UNESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/98174
Resumo: A cadela apresenta particularidades no ciclo estral e, o conhecimento de tais características é fundamental para a implantação de técnicas de reprodução assistida. A indução do estro é uma importante ferramenta tanto em pesquisas quanto no manejo reprodutivo de canis. Portanto, o presente trabalho utilizou um agonista da dopamina – cabergolina – 105 -120 dias após o final do estro na dose de 5μg/Kg por no máximo 15 dias ou até a fêmea apresentar sinais de estro, a fim de induzir e acompanhar os estros, espontâneo e induzido em cadelas, desde o início do proestro até o final do estro. As fêmeas foram divididas em 2 grupos: controle (espontâneo) e experimental (induzido). Amostras de sangue para a dosagem de progesterona e esfregaço vaginal foram coletadas a cada 2 dias, além de, observação dos sinais clínicos e comportamentais. Todas as 5 fêmeas do grupo experimental responderam ao tratamento com cabergolina em média após 42,6 dias, sendo que em 2 fêmeas essa resposta foi mais rápida e ambas apresentaram sinais de estro antes do final do tratamento. Ademais, o Intervalo Interestral (IIE) foi menor nas fêmeas do grupo experimental, 159 ± 15.01, em relação às do grupo controle, 169 ± 13.43 dias. O perfil da progesterona e o padrão citológico não apresentaram diferenças entre os grupos estudados bem como os sinais clínicos e comportamentais. Em suma, a cabergolina pode ser empregada como agente indutor do estro na cadela, a fim de diminuir o IIE e facilitar o manejo reprodutivo.
id UNSP_d6b72c356ffa3dc723c5d1637cf11df7
oai_identifier_str oai:repositorio.unesp.br:11449/98174
network_acronym_str UNSP
network_name_str Repositório Institucional da UNESP
repository_id_str
spelling Paula, Moisés Calvo de [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Oba, EuniceSouza, Fabiana Ferreira deLopes, Maria Denise [UNESP]2014-06-11T19:29:15Z2014-06-11T19:29:15Z2009-07-23PAULA, Moisés Calvo de. Indução do estro em cadelas (canis familiaris): aspectos clínico, comportamental e hormonal. 2009. 76 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, 2009.http://hdl.handle.net/11449/98174000603531paula_mc_me_botfmvz.pdf33004064022P36666129914663018A cadela apresenta particularidades no ciclo estral e, o conhecimento de tais características é fundamental para a implantação de técnicas de reprodução assistida. A indução do estro é uma importante ferramenta tanto em pesquisas quanto no manejo reprodutivo de canis. Portanto, o presente trabalho utilizou um agonista da dopamina – cabergolina – 105 -120 dias após o final do estro na dose de 5μg/Kg por no máximo 15 dias ou até a fêmea apresentar sinais de estro, a fim de induzir e acompanhar os estros, espontâneo e induzido em cadelas, desde o início do proestro até o final do estro. As fêmeas foram divididas em 2 grupos: controle (espontâneo) e experimental (induzido). Amostras de sangue para a dosagem de progesterona e esfregaço vaginal foram coletadas a cada 2 dias, além de, observação dos sinais clínicos e comportamentais. Todas as 5 fêmeas do grupo experimental responderam ao tratamento com cabergolina em média após 42,6 dias, sendo que em 2 fêmeas essa resposta foi mais rápida e ambas apresentaram sinais de estro antes do final do tratamento. Ademais, o Intervalo Interestral (IIE) foi menor nas fêmeas do grupo experimental, 159 ± 15.01, em relação às do grupo controle, 169 ± 13.43 dias. O perfil da progesterona e o padrão citológico não apresentaram diferenças entre os grupos estudados bem como os sinais clínicos e comportamentais. Em suma, a cabergolina pode ser empregada como agente indutor do estro na cadela, a fim de diminuir o IIE e facilitar o manejo reprodutivo.The bitch presents certain peculiarities in her estrus cycle that makes the knowing of such differences a sine qua non condition to the ones that want to implement assisted reproduction techniques. The estrus induction is an important tool not only for researches but also for kennels’ reproductive managements. Hence this present study has used the cabergoline, which is a dopamine agonist, from 105 to 120 days after the end of the estrus at 5μg/Kg until the bitch presented estrus signs (maximum of 15 days of injection). Both spontaneous and induced estruses were observed from the beginning of proestrus until the end of estrus. Bitches were divided into 2 groups: control (spontaneous) and experimental (induced). Blood samples to check progesterone levels and vaginal smears were taken every 2 days, and clinical signs and behavioral changes were also observed and taken into consideration. All 5 females from the experimental group responded to the cabergoline treatment (42,6 days), but 2 bitches responded earlier than that and both presented estrus signs before the end of the treatment. Not only that but also the interestral interval (IEI) was shorter for the bitches in the experimental group, 159 ± 15,01, if compared to the control group, 169 ± 13,43 days. The progesterone profile and the cytological standard did not present any difference among the studied groups, and so happened to the clinical and behavioral signs. To sum up, cabergoline can be used as a tool to induce estrus in bitches in order to reduce the IEI and facilitate the reproductive management.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)76 f.porUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Alephreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESPCão - ReproduçãoEstroObstetrícia veterrináriaEstrus inductionCabergolineBitchIndução do estro em cadelas (canis familiaris): aspectos clínico, comportamental e hormonalinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessMedicina Veterinária - FMVZReprodução animalReprodução animalUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Botucatu6666129914663018Publication9ca5a87b-0c83-43fa-b290-6f8a4202bf99virtual::130508-19ca5a87b-0c83-43fa-b290-6f8a4202bf99virtual::130508-1a888a609-adf7-44dc-974c-a59cdd95339cvirtual::191496-1a888a609-adf7-44dc-974c-a59cdd95339cvirtual::191496-1ORIGINALpaula_mc_me_botfmvz.pdfapplication/pdf465421https://repositorio.unesp.br/bitstreams/0e8e1f11-95d5-4f82-87ce-49726dbbd7ba/downloadd4f7523bab03de870773e810dfc43208MD51trueAnonymousREADTEXTpaula_mc_me_botfmvz.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2023-12-04T06:14:26Z (GMT).Extracted texttext/plain109221https://repositorio.unesp.br/bitstreams/183546c7-b1f0-422b-9496-254ae5f8dde6/download0d62dfb09dc5607620188f229488f964MD54falseAnonymousREADTHUMBNAILpaula_mc_me_botfmvz.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.ImageMagickPdfThumbnailFilter on 2016-11-11T17:03:53Z (GMT).IM Thumbnailimage/jpeg4223https://repositorio.unesp.br/bitstreams/a6374ccf-13c4-4306-9609-8b0668618219/downloade880133974b8119e649de62fad78408dMD53falseAnonymousREAD11449/981742026-03-11T11:48:24.413107Zopen.accessoai:repositorio.unesp.br:11449/98174https://repositorio.unesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462026-03-11T11:48:24Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
dc.title.pt.fl_str_mv Indução do estro em cadelas (canis familiaris): aspectos clínico, comportamental e hormonal
title Indução do estro em cadelas (canis familiaris): aspectos clínico, comportamental e hormonal
spellingShingle Indução do estro em cadelas (canis familiaris): aspectos clínico, comportamental e hormonal
Paula, Moisés Calvo de [UNESP]
Cão - Reprodução
Estro
Obstetrícia veterrinária
Estrus induction
Cabergoline
Bitch
title_short Indução do estro em cadelas (canis familiaris): aspectos clínico, comportamental e hormonal
title_full Indução do estro em cadelas (canis familiaris): aspectos clínico, comportamental e hormonal
title_fullStr Indução do estro em cadelas (canis familiaris): aspectos clínico, comportamental e hormonal
title_full_unstemmed Indução do estro em cadelas (canis familiaris): aspectos clínico, comportamental e hormonal
title_sort Indução do estro em cadelas (canis familiaris): aspectos clínico, comportamental e hormonal
author Paula, Moisés Calvo de [UNESP]
author_facet Paula, Moisés Calvo de [UNESP]
author_role author
dc.contributor.institution.none.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.contributor.committeeMember.none.fl_str_mv Oba, Eunice
Souza, Fabiana Ferreira de
dc.contributor.author.fl_str_mv Paula, Moisés Calvo de [UNESP]
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Lopes, Maria Denise [UNESP]
contributor_str_mv Lopes, Maria Denise [UNESP]
dc.subject.por.fl_str_mv Cão - Reprodução
Estro
Obstetrícia veterrinária
topic Cão - Reprodução
Estro
Obstetrícia veterrinária
Estrus induction
Cabergoline
Bitch
dc.subject.eng.fl_str_mv Estrus induction
Cabergoline
Bitch
description A cadela apresenta particularidades no ciclo estral e, o conhecimento de tais características é fundamental para a implantação de técnicas de reprodução assistida. A indução do estro é uma importante ferramenta tanto em pesquisas quanto no manejo reprodutivo de canis. Portanto, o presente trabalho utilizou um agonista da dopamina – cabergolina – 105 -120 dias após o final do estro na dose de 5μg/Kg por no máximo 15 dias ou até a fêmea apresentar sinais de estro, a fim de induzir e acompanhar os estros, espontâneo e induzido em cadelas, desde o início do proestro até o final do estro. As fêmeas foram divididas em 2 grupos: controle (espontâneo) e experimental (induzido). Amostras de sangue para a dosagem de progesterona e esfregaço vaginal foram coletadas a cada 2 dias, além de, observação dos sinais clínicos e comportamentais. Todas as 5 fêmeas do grupo experimental responderam ao tratamento com cabergolina em média após 42,6 dias, sendo que em 2 fêmeas essa resposta foi mais rápida e ambas apresentaram sinais de estro antes do final do tratamento. Ademais, o Intervalo Interestral (IIE) foi menor nas fêmeas do grupo experimental, 159 ± 15.01, em relação às do grupo controle, 169 ± 13.43 dias. O perfil da progesterona e o padrão citológico não apresentaram diferenças entre os grupos estudados bem como os sinais clínicos e comportamentais. Em suma, a cabergolina pode ser empregada como agente indutor do estro na cadela, a fim de diminuir o IIE e facilitar o manejo reprodutivo.
publishDate 2009
dc.date.issued.fl_str_mv 2009-07-23
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2014-06-11T19:29:15Z
dc.date.available.fl_str_mv 2014-06-11T19:29:15Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv PAULA, Moisés Calvo de. Indução do estro em cadelas (canis familiaris): aspectos clínico, comportamental e hormonal. 2009. 76 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, 2009.
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://hdl.handle.net/11449/98174
dc.identifier.aleph.none.fl_str_mv 000603531
dc.identifier.file.none.fl_str_mv paula_mc_me_botfmvz.pdf
dc.identifier.capes.none.fl_str_mv 33004064022P3
dc.identifier.lattes.none.fl_str_mv 6666129914663018
identifier_str_mv PAULA, Moisés Calvo de. Indução do estro em cadelas (canis familiaris): aspectos clínico, comportamental e hormonal. 2009. 76 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, 2009.
000603531
paula_mc_me_botfmvz.pdf
33004064022P3
6666129914663018
url http://hdl.handle.net/11449/98174
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv 76 f.
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (Unesp)
publisher.none.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.source.none.fl_str_mv Aleph
reponame:Repositório Institucional da UNESP
instname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
instacron:UNESP
instname_str Universidade Estadual Paulista (UNESP)
instacron_str UNESP
institution UNESP
reponame_str Repositório Institucional da UNESP
collection Repositório Institucional da UNESP
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.unesp.br/bitstreams/0e8e1f11-95d5-4f82-87ce-49726dbbd7ba/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/183546c7-b1f0-422b-9496-254ae5f8dde6/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/a6374ccf-13c4-4306-9609-8b0668618219/download
bitstream.checksum.fl_str_mv d4f7523bab03de870773e810dfc43208
0d62dfb09dc5607620188f229488f964
e880133974b8119e649de62fad78408d
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)
repository.mail.fl_str_mv repositoriounesp@unesp.br
_version_ 1878343816939831296