Verificação do papel de Mycobacterium leprae na ativação de MAPKs em nervos periféricos humanos e murinos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Casalenovo, Mariane Bertolucci [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/296166
Resumo: As neuropatias periféricas podem ter várias causas, incluindo a hanseníase, e afetam significativamente a qualidade de vida dos indivíduos. Este estudo verificou o papel das principais MAPKs (ERK1/2, p38α MAPK, JNK) e do fator de transcrição c-Jun na infecção experimental por Mycobacterium leprae (M. leprae) e nas neuropatias periféricas em indivíduos com e sem hanseníase. Foram coletados fragmentos de nervos de indivíduos com neuropatia periférica, realizada uma avaliação epidemiológica e comparados dois modelos de lesão neural em camundongos. As funções motoras e nociceptivas foram avaliadas, e a expressão proteica das MAPKs e c-Jun foi analisada por ensaios celulares, buscando compreender os mecanismos subjacentes à neuropatia hansênica. A caracterização sociodemográfica e clínica revelou que o grupo de indivíduos com neuropatia hansênica (LepN) apresentava maior prevalência de indivíduos mais jovens (73,59% com menos de 60 anos) e do sexo masculino (73,59%). A maioria dos casos era de indivíduos brancos (86,79%) com educação primária incompleta (22,64%). No grupo de outras formas de neuropatia periférica (oPN), observaram-se características semelhantes, mas com uma proporção ligeiramente maior de indivíduos com 60 anos ou mais (46,67 %). A caracterização clínica revelou que os indivíduos com LepN apresentavam incapacidades mais graves, maior espessamento neural e uma maior prevalência de mononeuropatia múltipla em comparação com o grupo oPN. Os fatores de risco associados à LepN incluíam diabetes, HIV com tratamento quimioterápico e exposição prolongada a pesticidas. O modelo murino de lesão do nervo isquiático demonstrou impactos significativos na função motora e nociceptiva, com diferenças na resposta à estimulação mecânica ao longo do tempo. Na análise da expressão proteica das MAPKs e c-Jun, observaram-se níveis elevados de ERK1/2 em camundongos infectados com M. leprae, indicando seu papel nas fases iniciais da infecção. Em amostras humanas, os nervos oPN apresentaram níveis mais altos de ERK1/2 em comparação com os nervos LepN. Houve ativação da via de sinalização p38α MAPK no grupo de lesão por esmagamento, e a expressão de c-Jun foi significativamente maior no grupo infectado por M. leprae. Esses resultados sugerem uma regulação temporal da expressão de ERK1/2 durante a infecção por M. leprae e a importância de p38α MAPK e c-Jun na neuropatia hansênica. Em conclusão, este estudo fornece informações relevantes sobre o perfil sociodemográfico e clínico da neuropatia associada à hanseníase, e indica uma regulação diferencial das vias de sinalização intracelular, ERK1/2, p38α MAPK, JNK, e do fator de transcrição c-Jun, em modelo murino de trauma por esmagamento e infecção por M. leprae. Compreender esses mecanismos pode contribuir para o desenvolvimento de terapias direcionadas para o tratamento da neuropatia hansênica, melhorando a qualidade de vida dos indivíduos afetados.
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