Teologia da Libertação e Cultura Política Maia Chiapaneca: o Congresso Indígena de 1974 e as raízes do Exército Zapatista de Libertação Nacional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Andreo, Igor Luis [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/93316
Resumo: Nosso objetivo central é o de investigar as raízes do processo de revalorização étnica e conscientização política ocorrido com comunidades indígenas do estado mexicano de Chiapas, desta forma visando focar a parte menos pesquisada da equação que possibilitou o processo de insurgência neozapatista, tal qual verificado a partir de 1994, uma vez que as referências que levantamos concentram as explicações para o surgimento do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) em análises referentes ao grupo de militantes de origem urbana que se estabeleceu em Chiapas no início da década de 1980. Partimos da hipótese de que o Congresso Indígena ocorrido em 1974 representou um ponto de ruptura, um marco inicial no que se refere aos posicionamentos étnicos e políticos das comunidades participantes, que pertenciam a quatro etnias de ascendência maia: Tzeltal, Tojolabal, Tzotzil e Chol. Buscamos demonstrar que esse Congresso foi preparado e organizado sob forte influência da diocese localizada na cidade de San Cristóbal de las Casas, que desde 1960 era regida por Dom Samuel Ruiz García, cujas orientações sócio-teológicas adotadas a partir do ano de 1968 – segundo nossas análises e conclusões – foram em grande parte responsáveis pelo desencadeamento desse processo de politização e valorização étnica, que culminou no Congresso de 1974 e possibilitou que as futuras relações entre as comunidades indígenas e o grupo de origem urbana se tornassem frutíferas e norteassem os rumos posteriormente tomados. Além disso, defendemos que, partindo do Congresso Indígena, é possível perceber indícios de um incipiente processo de estruturação de uma cultura política partilhada pelas etnias participantes. Sendo assim, o objetivo principal de nossa pesquisa consistiu em apresentar o Congresso Indígena de 1974 e a Teologia da Libertação...
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Partimos da hipótese de que o Congresso Indígena ocorrido em 1974 representou um ponto de ruptura, um marco inicial no que se refere aos posicionamentos étnicos e políticos das comunidades participantes, que pertenciam a quatro etnias de ascendência maia: Tzeltal, Tojolabal, Tzotzil e Chol. Buscamos demonstrar que esse Congresso foi preparado e organizado sob forte influência da diocese localizada na cidade de San Cristóbal de las Casas, que desde 1960 era regida por Dom Samuel Ruiz García, cujas orientações sócio-teológicas adotadas a partir do ano de 1968 – segundo nossas análises e conclusões – foram em grande parte responsáveis pelo desencadeamento desse processo de politização e valorização étnica, que culminou no Congresso de 1974 e possibilitou que as futuras relações entre as comunidades indígenas e o grupo de origem urbana se tornassem frutíferas e norteassem os rumos posteriormente tomados. Além disso, defendemos que, partindo do Congresso Indígena, é possível perceber indícios de um incipiente processo de estruturação de uma cultura política partilhada pelas etnias participantes. Sendo assim, o objetivo principal de nossa pesquisa consistiu em apresentar o Congresso Indígena de 1974 e a Teologia da Libertação...Nuestro objetivo central es lo de investigar las raíces del proceso de revaloración étnica y concienciación política ocurrido con comunidades indígenas del departamento mexicano de Chiapas, de este modo buscando centrarnos en la parte menos investigada de la ecuación que posibilitó el proceso de insurgencia neozapatista, tal cual verificado a partir de 1994, una vez que las referencias que levantamos concentran las explicaciones para el surgimiento del Ejército Zapatista de Liberación Nacional (EZLN) en análisis referentes al grupo de militantes de origen urbana que se estableció en Chiapas en el inicio de la década de 1980. Arrancamos de la hipótesis de que el Congreso Indígena ocurrido en 1974 representó un momento de ruptura, un punto inicial en lo que se refiere a las disposiciones étnicas y políticas de las comunidades participantes, que pertenecían a cuatro etnias de ascendencia maya: Tzeltal, Tojolabal, Tzotzil e Chol. Buscamos demonstrar que ese Congreso fue preparado y organizado bajo fuerte influencia de la diócesis localizada en la ciudad de San Cristóbal de las Casas, que desde 1960 era regida por Don Samuel Ruiz García, cujas orientaciones socioteológicas adoptadas a partir del año de 1968 – según nuestras análisis e conclusiones – fueron en gran parte responsables por el desencadenamiento de ese proceso de politización y valoración étnica, que culminó en el Congreso de 1974 y posibilitó que las futuras relaciones entre las comunidades indígenas y el grupo de origen urbana se tornasen fructíferas y orientasen los caminos posteriormente seguidos. Además, defendemos que, a partir del Congreso Indígena, es posible percibir los indicios de un incipiente proceso de estructuración de una cultura política compartida por las etnias participantes. Siendo así, el objetivo principal de nuestra pesquisa consistió en presentar... (Resumen completo clicar acceso eletrônico abajo)Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Universidade Estadual Paulista (Unesp)Barbosa, Carlos Alberto Sampaio [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Andreo, Igor Luis [UNESP]2014-06-11T19:26:34Z2014-06-11T19:26:34Z2011-02-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis192 f. : il.application/pdfANDREO, Igor Luis. Teologia da Libertação e Cultura Política Maia Chiapaneca: o Congresso Indígena de 1974 e as raízes do Exército Zapatista de Libertação Nacional. 2011. 192 f. 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