Viabilidade do nascimento de bezerros da raça nelore com mutação no gene da miostatina obtidos por congenia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Paulussi, Karoline Silva [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/154785
Resumo: Os animais congênicos possuem apenas uma região específica do cromossomo transferida de uma linhagem para outra através de cruzamentos monitorados por análises genéticas. Essa metodologia foi utilizada para produzir linhagem congênica de bovinos da raça Nelore carreando o polimorfismo no gene da miostatina proveniente do Belgian Blue. O objetivo desse trabalho foi comparar o peso ao nascimento, incidência de partos distócicos e taxa de mortalidade neonatal em animais de 3 variações genéticas para o gene da miostatina (homozigotos sem o polimorfismo, heterozigotos e homozigotos mutados). Animais homozigotos sem a mutação nasceram com 31,19 kg ± 0,32 kg, os heterozigotos com 35,82 kg ± 0,32 kg (diferença de 4,63 kg) e os homozigotos mutados nasceram com 40,46 ± 0,32 kg, com acréscimo médio de 9,26 kg acima dos bezerros homozigotos não mutados (p=2 x 10-16). Além disso bezerros machos apresentaram um acréscimo de 1,55 Kg em relação as fêmeas. A taxa de distocia dos bezerros homozigotos sem o polimorfismo e dos heterozigotos foram de 5,4% e 5,7%. A taxa de mortalidade dos bezerros homozigotos sem o polimorfismo e dos heterozigotos foram de 5,4% e 5,2%, dentro das normalidades esperadas. Entretanto, animais homozigotos mutados apresentaram altas taxas de distocia 47,5% e de mortalidade de bezerros 37,3%. Os dados indicam que a mutação no gene da miostatina quando em heterozigose gera um aumento de peso ao nascimento sem causar aumento de distocia ou de mortalidade neonatal. Concluímos que heterozigotos podem ser produzidos em larga escala, podendo ser uma estratégia vantajosa para aumentar a produtividade da pecuária de corte.
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