Perfil antropométrico das mulheres indígenas do parque das tribos da cidade de Manaus-AM como fator de risco para o desenvolvimento de enfermidades: características gerais das mulheres indígenas não aldeadas do parque das tribos em Manaus- AM

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Rodrigues, Kleber Prado Liberal [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/234614
Resumo: O rastreio de comorbidades e enfermidades de mulheres indígenas não aldeadas da Amazonia ocidental, Brasil, Parque das tribos, serve para a elaboração de um plano de prevenção e tratamento nesta população. Objetivo: Avaliar a associação dos índices antropométricos e Hipertensão Arterial nas mulheres indígenas do Parque das Tribos, bairro indígena de Manaus. Método: Estudo transversal, na qual foi aplicado questionário e formulário dos dados clínicos, sociodemográficos e comportamentais. Foi realizada antropometria e mensuração da pressão arterial. Resultados: Amostra de 95 indígenas, das etnias, Tukanos com (18,9%), Baré (13,7%), Kokama e Mundukuru, ambas com 10 (10,5%). A faixa etária foi de 36 anos. (44,2%) eram do lar, o IMC mediano foi de 29,2 Kg/m2, e prevalência de HAS de (38,9%), excesso de peso (68,4%). Sedentarismo foi de (88,4%), escolaridade (52,6%) com média de 11 anos de estudo. Em relação as questões sobre saúde da mulher; (13,7%) das indígenas relataram ter tido diagnóstico médico de alguma doença nos últimos 12 meses, alimentação, apenas (22,1%) mantém a frequência alimentar tradicional das aldeias. Entretanto, (51,6%) das indígenas relatam ter boa apercepção de sua saúde. Houve associação entre a HAS e os índices preditores: Índice de massa corporal (IMC), Razão cintura quadril (RCQ) e relação cintura quadril (RCE) o p-valor < 0,05. A RCE, apresentou mediana de 0,65 para hipertensas e 0,51para não hipertensas, ao passo, que o RCQ, apresentou mediana 0,92 para as hipertensas, contra 0,84 das não hipertensas, p-valor < 0,05. A Faixa etária de 40 anos para as hipertensas, contra 32 das não-hipertensas. RCE demostrou excelente capacidade, com AUC de 0,92 apontando acurácia de 86%, com sensibilidade de 76%, especificidade de 93% e um escore de ≥ 0,63 para mulheres do Parque das Tribos. Conclusão: A população apresenta mediana baixa de estatura, 157cm, mantém algumas tradições e estão acima do peso ideal. Os índices antropométricos demonstraram associação positiva com a elevação da pressão arterial, tendo destaco o (RCE) como excelente preditor de HAS.
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Método: Estudo transversal, na qual foi aplicado questionário e formulário dos dados clínicos, sociodemográficos e comportamentais. Foi realizada antropometria e mensuração da pressão arterial. Resultados: Amostra de 95 indígenas, das etnias, Tukanos com (18,9%), Baré (13,7%), Kokama e Mundukuru, ambas com 10 (10,5%). A faixa etária foi de 36 anos. (44,2%) eram do lar, o IMC mediano foi de 29,2 Kg/m2, e prevalência de HAS de (38,9%), excesso de peso (68,4%). Sedentarismo foi de (88,4%), escolaridade (52,6%) com média de 11 anos de estudo. Em relação as questões sobre saúde da mulher; (13,7%) das indígenas relataram ter tido diagnóstico médico de alguma doença nos últimos 12 meses, alimentação, apenas (22,1%) mantém a frequência alimentar tradicional das aldeias. Entretanto, (51,6%) das indígenas relatam ter boa apercepção de sua saúde. Houve associação entre a HAS e os índices preditores: Índice de massa corporal (IMC), Razão cintura quadril (RCQ) e relação cintura quadril (RCE) o p-valor < 0,05. A RCE, apresentou mediana de 0,65 para hipertensas e 0,51para não hipertensas, ao passo, que o RCQ, apresentou mediana 0,92 para as hipertensas, contra 0,84 das não hipertensas, p-valor < 0,05. A Faixa etária de 40 anos para as hipertensas, contra 32 das não-hipertensas. RCE demostrou excelente capacidade, com AUC de 0,92 apontando acurácia de 86%, com sensibilidade de 76%, especificidade de 93% e um escore de ≥ 0,63 para mulheres do Parque das Tribos. Conclusão: A população apresenta mediana baixa de estatura, 157cm, mantém algumas tradições e estão acima do peso ideal. Os índices antropométricos demonstraram associação positiva com a elevação da pressão arterial, tendo destaco o (RCE) como excelente preditor de HAS.The screening of comorbidities and diseases in non-villager indigenous women in the western Amazonia, Brazil, Parque das Tribos, serves to develop a prevention and treatment plan for this population. Objective: To evaluate the relation of anthropometric data and arterial hypertension in indigenous women from Parque das Tribos, an indigenous neighborhood in Manaus. Method: Cross-sectional study, in which a questionnaire and form of clinical, sociodemographic and behavioral data were applied. Anthropometry and blood pressure measurement were taken. Results: Sample of 95 indigenous women from the ethnic groups, Tukanos (18.9%), Baré (13.7%), Kokama and Munduruku both with 10 (10.5%). The average age was 36 years. (44.2%) were housewives, the median BMI was 29.2 Kg/m2, and the prevalence of systemic arterial hypertension (SAH) was (38.9%), overweight (68.4%). Sedentarism was (88.4%), schooling (52.6%) with an average of 11 years of study. In relation to women’s health issues; (13.7%) of the indigenous women reported having had a medical diagnosis of some disease in the last 12 months, food, only (22.1%) maintains the traditional food frequency of the villages. However, (51.6%) of the indigenous women report having a good perception of their health. There was an association between SAH and the predictive indexes: Body mass index (BMI), waist-to-hip ratio (WHR) and waist-to-height ratio (WHtR) the p-value < 0,05. The WHtR had a median of 0.65 for hypertensive women and 0.51 for non-hypertensive, while the WHR had a median of 0.92 for hypertensive against 0.84 for non-hypertensive, p-value < 0,05. The age group of 40 years for hypertensive women against the age group of 32 years for non-hypertensive. The WHtR showed excellent capacity with an AUC of 0.92 indicating an accuracy of 86% with sensitivity of 76%, specificity of 93% and a score of de ≥ 0,63 for women from Parque das Tribos. Conclusion: The population has a low median height, 157 cm, maintains some traditions and is overweight. Anthropometric data showed a positive association with the elevation of blood pressure, highlighting the (WHtR) as an excellent predictor of SAH.Universidade Estadual Paulista (Unesp)Valadares, Ana Lucia RibeiroSilva Filho, Agnaldo Lopes daUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Rodrigues, Kleber Prado Liberal [UNESP]2022-05-09T12:30:15Z2022-05-09T12:30:15Z2022-04-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/23461433004064077P2porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-10-16T12:58:31Zoai:repositorio.unesp.br:11449/234614Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-10-16T12:58:31Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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