Análise epidemiológica da endocardite infecciosa: uma perspectiva de uma década no ambiente hospitalar de alta complexidade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Ibañez, Thais Barros Corrêa [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/315649
http://lattes.cnpq.br/8904518274436751
https://orcid.org/0000-0003-4892-6091
Resumo: Introdução: A endocardite infecciosa é uma patologia de início insidioso, diagnóstico difícil e alta taxa de morbimortalidade que requer tratamento prolongado com antibioticoterapia parenteral e, por vezes, cirurgia. Objetivo: Avaliar o perfil epidemiológico de dez anos da endocardite infecciosa em um hospital privado de Volta Redonda, bem como o tratamento utilizado em cada caso e os desfechos. Método: Foi realizado um estudo retrospectivo com abordagem quantitativa e qualitativa e objetivo exploratório que buscou avaliar todos os prontuários médicos de pacientes internados entre 2011 e 2021 no Hospital Unimed Volta Redonda. Foi realizada uma análise descritiva e de correlação dos dados entre o tipo de tratamento, microrganismos e desfechos. Resultados: Este estudo analisou os prontuários de 24 pacientes, sendo 16 (66,6%) do sexo masculino e 8 (33,3%) do sexo feminino. A faixa etária mais frequentemente afetada foi de 50 a 69 anos, com média de 59 anos e desvio padrão de 2,6. A pesquisa revelou um total de 7 (29,16%) óbitos e 9 (37,5%) pacientes apresentando complicações, como acidente vascular cerebral, embolização e insuficiência cardíaca. Neste estudo, 11 (45,83%) pacientes foram identificados como necessitando de intervenção cirúrgica para substituição valvar. Conclusão: Neste estudo, a EI apresentou um perfil epidemiológico com alta mortalidade e um desfecho com alta incidência de cirurgias. As valvas mitral e aórtica foram as mais afetadas e as bactérias mais prevalentes foram as do grupo dos estafilococos, mostrando assim que a EI ainda é uma doença com alta morbimortalidade.
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