Ambientes de pedrais como áreas estratégicas para a conservação da biodiversidade fluvial: um estudo da ictiofauna do rio Sapucaí-Mirim (SP) e suas interações tróficas
| Ano de defesa: | 2016 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11449/138014 |
Resumo: | O Rio Sapucaí-Mirim se destaca como sendo um dos principais tributários do rio Grande. Apesar de possuir cinco PCHs instaladas (três no curso principal e duas de desvio de canal), ainda apresenta trechos consideravelmente extensos que ainda são livres de barramento. Este rio possui como característica marcante a presença de vários pedrais (“knickzones”), macrohabitats pouco conhecidos ecologicamente e altamente ameaçados pela construção de usinas hidrelétricas. A fim de avaliar a importância ecológica destes macrohabitats para a conservação da biodiversidade regional, o estudo caracterizou a ictiofauna de um pedral do rio Sapucaí-Mirim, sua associação com os distintos tipos de habitats (“isolated pools” and “connected pools”) e as relações tróficas. As amostragens foram realizadas no período seco (Junho/2014) e chuvoso (dezembro/2014) através de pesca elétrica, peneira e arrasto. Simultaneamente foi realizada uma caracterização física e limnológica do pedral (“pools”, “runs” e “rapids”), através de medidas e observações in situ, bem como coleta de amostras e análises em laboratório. A ictiofauna deste pedral foi composta por 23 espécies, sendo cinco primeiros registros para a sub-bacia. A riqueza específica representa 23% do total da ictiofauna conhecida no rio Sapucaí-Mirim, mas pode ser considerada elevada dada a pequena dimensão deste macrohabitat (0,03 km). Houve diferença sazonal significativa dos atributos ecológicos da fauna (composição, riqueza, abundância, diversidade e equitabilidade), bem como variações específicas conforme o tipo de habitat. Destaca-se ainda o fato de terem sido encontradas formas larvais e juvenis. Através de análises de conteúdo estomacal dos peixes verificou-se que a categoria de alimento mais frequente e dominante na dieta foi matéria orgânica e hexapoda aquático. Diferenças sazonais na dieta dos peixes foram determinadas por maior consumo de algas na condição seca e matéria vegetal e matéria orgânica na condição chuvosa. Maior sobreposição de nicho ocorreu nas poças isoladas. A alta variabilidade nos parâmetros limnológicos, heterogeneidade física e a influência das variações climáticas sazonais e episódicas podem ser as principais razões para explicar a diversidade de peixes no pedral. A importância deste tipo de macrohabitat para a manutenção da diversidade regional de peixes é ressaltada, enfatizando-se a importância de incluir de forma estratégica este tipo de ambiente nos planos de conservação da biodiversidade, visando a sua proteção contra interferências antrópicas, principalmente instalação de pequenas centrais hidrelétricas. |
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Ambientes de pedrais como áreas estratégicas para a conservação da biodiversidade fluvial: um estudo da ictiofauna do rio Sapucaí-Mirim (SP) e suas interações tróficasKnickzones environments as strategic areas for river biodiversity conservation: a case study of Sapucai Mirim (SP) river ichthyofauna and this trophic interactionsPedralBarramentoConservaçãoCorredeiraPoçaO Rio Sapucaí-Mirim se destaca como sendo um dos principais tributários do rio Grande. Apesar de possuir cinco PCHs instaladas (três no curso principal e duas de desvio de canal), ainda apresenta trechos consideravelmente extensos que ainda são livres de barramento. Este rio possui como característica marcante a presença de vários pedrais (“knickzones”), macrohabitats pouco conhecidos ecologicamente e altamente ameaçados pela construção de usinas hidrelétricas. A fim de avaliar a importância ecológica destes macrohabitats para a conservação da biodiversidade regional, o estudo caracterizou a ictiofauna de um pedral do rio Sapucaí-Mirim, sua associação com os distintos tipos de habitats (“isolated pools” and “connected pools”) e as relações tróficas. As amostragens foram realizadas no período seco (Junho/2014) e chuvoso (dezembro/2014) através de pesca elétrica, peneira e arrasto. Simultaneamente foi realizada uma caracterização física e limnológica do pedral (“pools”, “runs” e “rapids”), através de medidas e observações in situ, bem como coleta de amostras e análises em laboratório. A ictiofauna deste pedral foi composta por 23 espécies, sendo cinco primeiros registros para a sub-bacia. A riqueza específica representa 23% do total da ictiofauna conhecida no rio Sapucaí-Mirim, mas pode ser considerada elevada dada a pequena dimensão deste macrohabitat (0,03 km). Houve diferença sazonal significativa dos atributos ecológicos da fauna (composição, riqueza, abundância, diversidade e equitabilidade), bem como variações específicas conforme o tipo de habitat. Destaca-se ainda o fato de terem sido encontradas formas larvais e juvenis. Através de análises de conteúdo estomacal dos peixes verificou-se que a categoria de alimento mais frequente e dominante na dieta foi matéria orgânica e hexapoda aquático. Diferenças sazonais na dieta dos peixes foram determinadas por maior consumo de algas na condição seca e matéria vegetal e matéria orgânica na condição chuvosa. Maior sobreposição de nicho ocorreu nas poças isoladas. A alta variabilidade nos parâmetros limnológicos, heterogeneidade física e a influência das variações climáticas sazonais e episódicas podem ser as principais razões para explicar a diversidade de peixes no pedral. A importância deste tipo de macrohabitat para a manutenção da diversidade regional de peixes é ressaltada, enfatizando-se a importância de incluir de forma estratégica este tipo de ambiente nos planos de conservação da biodiversidade, visando a sua proteção contra interferências antrópicas, principalmente instalação de pequenas centrais hidrelétricas.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)CNPq: 133314/2014-6Universidade Estadual Paulista (Unesp)Nogueira, Marcos Gomes [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Brambilla, Eduardo Meneguzzi [UNESP]2016-04-19T16:31:32Z2016-04-19T16:31:32Z2016-02-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/13801400087037133004064012P88695790056366967porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-10-24T00:05:54Zoai:repositorio.unesp.br:11449/138014Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-10-24T00:05:54Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
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O Rio Sapucaí-Mirim se destaca como sendo um dos principais tributários do rio Grande. Apesar de possuir cinco PCHs instaladas (três no curso principal e duas de desvio de canal), ainda apresenta trechos consideravelmente extensos que ainda são livres de barramento. Este rio possui como característica marcante a presença de vários pedrais (“knickzones”), macrohabitats pouco conhecidos ecologicamente e altamente ameaçados pela construção de usinas hidrelétricas. A fim de avaliar a importância ecológica destes macrohabitats para a conservação da biodiversidade regional, o estudo caracterizou a ictiofauna de um pedral do rio Sapucaí-Mirim, sua associação com os distintos tipos de habitats (“isolated pools” and “connected pools”) e as relações tróficas. As amostragens foram realizadas no período seco (Junho/2014) e chuvoso (dezembro/2014) através de pesca elétrica, peneira e arrasto. Simultaneamente foi realizada uma caracterização física e limnológica do pedral (“pools”, “runs” e “rapids”), através de medidas e observações in situ, bem como coleta de amostras e análises em laboratório. A ictiofauna deste pedral foi composta por 23 espécies, sendo cinco primeiros registros para a sub-bacia. A riqueza específica representa 23% do total da ictiofauna conhecida no rio Sapucaí-Mirim, mas pode ser considerada elevada dada a pequena dimensão deste macrohabitat (0,03 km). Houve diferença sazonal significativa dos atributos ecológicos da fauna (composição, riqueza, abundância, diversidade e equitabilidade), bem como variações específicas conforme o tipo de habitat. Destaca-se ainda o fato de terem sido encontradas formas larvais e juvenis. Através de análises de conteúdo estomacal dos peixes verificou-se que a categoria de alimento mais frequente e dominante na dieta foi matéria orgânica e hexapoda aquático. Diferenças sazonais na dieta dos peixes foram determinadas por maior consumo de algas na condição seca e matéria vegetal e matéria orgânica na condição chuvosa. Maior sobreposição de nicho ocorreu nas poças isoladas. A alta variabilidade nos parâmetros limnológicos, heterogeneidade física e a influência das variações climáticas sazonais e episódicas podem ser as principais razões para explicar a diversidade de peixes no pedral. A importância deste tipo de macrohabitat para a manutenção da diversidade regional de peixes é ressaltada, enfatizando-se a importância de incluir de forma estratégica este tipo de ambiente nos planos de conservação da biodiversidade, visando a sua proteção contra interferências antrópicas, principalmente instalação de pequenas centrais hidrelétricas. |
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