Partição de recursos e do nicho isotópico como mecanismos que possibilitam a coexistência de ermitões no litoral norte do estado de São Paulo, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Rodrigues, Gabriel Fellipe Barros [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/250896
https://lattes.cnpq.br/9221036469099563
https://orcid.org/ 0000-0002-1679-9270
Resumo: Esta tese tem gira em torno da premissa que as espécies que competem entre si não demandam exatamente dos mesmos requisitos ecológicos, de maneira que desenvolvem mecanismos para evitar o processo de exclusão competitiva. Portanto, mesmo levando em conta as espécies que dependem dos mesmos recursos, estas devem diferir na utilização e preferência destes. Ao longo dos três capítulos que compõem esta tese, estudei como as diferentes espécies de ermitões lidam com o “enigma” da coexistência, dado que os mesmos disputam as conchas vazias de gastrópodes, as quais são consideradas recursos vitais para sua sobrevivência. No Capítulo 1, mostro que a diversidade de gastrópodes prediz a diversidade de ermitões, de forma que o aumento da variabilidade morfológica nas conchas é refletido na diversidade dos ermitões. No Capítulo 2, estudei os nichos isotópicos de espécies competidoras, revelando uma possível partição das fontes alimentares utilizadas pelos ermitões, ocupando assim diferentes níveis tróficos. Finalmente, no Capítulo 3, avanço na compreensão de quais processos influenciam a interação e até mesmo adequação das conchas ocupadas pelos ermitões, ao mostrar o padrão recorrente encontrado nas redes de interação entre ermitões e conchas de gastrópodes em que se observa uma modularidade, ou seja, diferentes subconjuntos de espécies de ermitões interagindo mais frequentemente com diferentes subconjuntos de espécies de conchas. Em conclusão, esta tese contribui para a elucidação dos mecanismos que permitem a coexistência estável de espécies com hábito de vida bastante similar, evitando assim a exclusão competitiva entre as espécies. De modo que tanto a partição das conchas disponíveis e das fontes alimentares podem propiciar a coexistência estável de várias espécies de ermitões.
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