Periódicos predatórios e assimetria informacional: uma análise com base em princípios de transparência e melhores práticas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Mira, Bianca Savegnago de [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/295764
Resumo: Objetivo: Busca avaliar a associação entre assimetria informacional e periódicos potencialmente predatórios associada à falta de informações ou de clareza nas informações fornecidas em sites de periódicos científicos. Especificamente estabelece um conjunto de critérios que retratam a transparência e melhores práticas editoriais para a mensuração das informações disponíveis nos sites dos periódicos; identifica periódicos para a aplicação do protocolo de modo que haja grupos experimentais identificados como potencialmente predatórios um grupo controle que já recebeu algum crivo de confiabilidade; e analisa a associação estabelecida entre assimetria informacional e periódicos potencialmente predatórios. Método: Recupera dados de periódicos indexados e desindexados da base Web of Science e de periódicos potencialmente predatórios presentes na lista The Predatory Journals List do site Predatory Journals e os organiza em listas. Cruza as listas e constrói três grupos experimentais (Grupo 1 – periódicos desindexados da base e mencionados na lista de periódicos potencialmente predatórios; Grupo 3 – periódicos indexados na base e mencionados na lista de periódicos potencialmente predatórios; Grupo 4 – periódicos mencionados apenas na lista de periódicos potencialmente predatórios) e um grupo controle (Grupo 2) com periódicos indexados sem menção na lista de potencialmente predatórios. Elabora um protocolo de transparência e boas práticas composto por 44 critérios divididos em 6 dimensões (site, direitos autorais, licenciamento, ética de publicação e políticas editoriais relacionadas, revisão por pares e taxas) no qual os critérios são avaliados em presente ou ausente de acordo com as informações disponíveis no site de cada periódico. Aplica o protocolo a 12 periódicos de cada grupo. Realiza o cálculo do Coeficiente de Assimetria Informacional formado pela divisão entre a soma dos critérios presentes e o total de critérios do protocolo. Resultados: os grupos apresentaram diferenças significativas. O Grupo 2 obteve o maior nível de transparência, enquanto o Grupo 4, grupo experimental não indexado, apresentou os piores resultados em todas as dimensões. No entanto, ao observar os valores dos Coeficientes de Assimetria Informacional calculados individualmente para cada periódico nota-se que não há como fazer uma conexão direta entre o valor do coeficiente e o consequente nível de transparência e o grupo ao qual o periódico pertence. Considerações finais: conclui que mecanismos que mensuram as informações dadas por periódicos como forma de avaliar suas práticas são importantes, mas que devem ser usados com clareza em relação às suas limitações. Considera que a presença de informações nos sites dos periódicos é fundamental para que os autores possam avaliá-las e validá-las. Recomenda que periódicos científicos adotem a sinalização como forma de diferenciar-se de periódicos predatórios. Admite limitações manuais e relativas ao uso da lista de periódicos potencialmente predatórios. Contribui com uma nova perspectiva sobre a relação entre autor e periódico sob a luz da teoria da assimetria informacional em um contexto de dificuldade de diferenciação de qualidade e presença de periódicos predatórios; e com um protocolo que pode ser adaptado e atualizado com uma forma simples de mensuração
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Especificamente estabelece um conjunto de critérios que retratam a transparência e melhores práticas editoriais para a mensuração das informações disponíveis nos sites dos periódicos; identifica periódicos para a aplicação do protocolo de modo que haja grupos experimentais identificados como potencialmente predatórios um grupo controle que já recebeu algum crivo de confiabilidade; e analisa a associação estabelecida entre assimetria informacional e periódicos potencialmente predatórios. Método: Recupera dados de periódicos indexados e desindexados da base Web of Science e de periódicos potencialmente predatórios presentes na lista The Predatory Journals List do site Predatory Journals e os organiza em listas. 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Realiza o cálculo do Coeficiente de Assimetria Informacional formado pela divisão entre a soma dos critérios presentes e o total de critérios do protocolo. Resultados: os grupos apresentaram diferenças significativas. O Grupo 2 obteve o maior nível de transparência, enquanto o Grupo 4, grupo experimental não indexado, apresentou os piores resultados em todas as dimensões. No entanto, ao observar os valores dos Coeficientes de Assimetria Informacional calculados individualmente para cada periódico nota-se que não há como fazer uma conexão direta entre o valor do coeficiente e o consequente nível de transparência e o grupo ao qual o periódico pertence. Considerações finais: conclui que mecanismos que mensuram as informações dadas por periódicos como forma de avaliar suas práticas são importantes, mas que devem ser usados com clareza em relação às suas limitações. Considera que a presença de informações nos sites dos periódicos é fundamental para que os autores possam avaliá-las e validá-las. Recomenda que periódicos científicos adotem a sinalização como forma de diferenciar-se de periódicos predatórios. Admite limitações manuais e relativas ao uso da lista de periódicos potencialmente predatórios. Contribui com uma nova perspectiva sobre a relação entre autor e periódico sob a luz da teoria da assimetria informacional em um contexto de dificuldade de diferenciação de qualidade e presença de periódicos predatórios; e com um protocolo que pode ser adaptado e atualizado com uma forma simples de mensuraçãoObjective: This study aims to evaluate the association between informational asymmetry and potentially predatory journals, focusing on the lack of information or the lack of clarity in the information provided on the websites of scientific journals. Specifically, the study establishes a set of criteria reflecting transparency and best editorial practices for measuring the information available on journal websites; identifies journals for applying the protocol, ensuring the creation of experimental groups identified as potentially predatory and a control group that has already undergone reliability screening; and analyzes the established association between informational asymmetry and potentially predatory journals. Method: Data was retrieved from both indexed and de-indexed journals in the Web of Science database, as well as from potentially predatory journals listed on The Predatory Journals List on the Predatory Journals website, and organized into lists. These lists were crossreferenced to construct three experimental groups (Group 1 – journals de-indexed from the database and listed in the potentially predatory journals list; Group 3 – journals indexed in the database and listed in the potentially predatory journals list; Group 4 – journals listed only in the potentially predatory journals list) and a control group (Group 2) consisting of indexed journals not listed in the potentially predatory journals list. A transparency and best practices protocol was developed, consisting of 44 criteria divided into 6 dimensions (website, copyright, licensing, publication ethics and related editorial policies, peer review, and fees). The criteria were evaluated as present or absent according to the information available on each journal's website. The protocol was applied to 12 journals from each group. The Informational Asymmetry Coefficient (IAC) was calculated by dividing the sum of the present criteria by the total number of criteria in the protocol. Results: The groups showed significant differences. Group 2 achieved the highest level of transparency, while Group 4, the non-indexed experimental group, showed the poorest results across all dimensions. However, when examining the Informational Asymmetry Coefficients calculated individually for each journal, it became apparent that there is no direct correlation between the coefficient value and the corresponding level of transparency or the group to which the journal belongs. Final Considerations: The study concludes that mechanisms for measuring the information provided by journals, as a way to evaluate their practices, are important but must be used with clear understanding of their limitations. It emphasizes that the presence of information on journal websites is essential for authors to evaluate and validate them. The study recommends that scientific journals adopt signaling strategies to differentiate themselves from predatory journals. It acknowledges the limitations of the manual evaluation process and the use of the list of potentially predatory journals. This study contributes a new perspective on the relationship between authors and journals in light of the theory of informational asymmetry, in a context where it is difficult to differentiate quality and identify predatory journals. The study also provides a protocol that can be adapted and updated, with a simple measurement method.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)CAPES: 88887.609620/2021-00CAPES: 88887.678260/2022-00CAPES: 88887.831119/2023-00Universidade Estadual Paulista (Unesp)Martínez-Ávila, Daniel [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Perianes-Rodríguez, AntonioGrácio, Maria Cláudia Cabrini [UNESP]Mira, Bianca Savegnago de [UNESP]2025-03-24T17:37:04Z2025-03-24T17:37:04Z2025-01-31info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfMIRA, Bianca Savegnago de. Periódicos predatórios e assimetria informacional: uma análise com base em princípios de transparência e melhores práticas. 2025. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Marília, 2025.https://hdl.handle.net/11449/29576433004110043P476383965353956400000-0001-7913-4084porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-06-02T18:36:51Zoai:repositorio.unesp.br:11449/295764Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-06-02T18:36:51Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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