Efeitos da neurotensina na maturação in vitro sobre a produção embrionária em bovinos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Gama, Isabela Lima [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/191839
Resumo: A maturação in vitro (MIV) de oócitos em bovinos é ineficiente e há grande interesse no desenvolvimento de abordagens para melhorar as taxas de maturação e fertilização. Fatores intrafoliculares estão sendo explorados como potenciais aditivos para o sistema in vitro. Um desses fatores é a neurotensina (NTS), neuropeptídeo que estimula a maturação e aprimora a competência para o desenvolvimento oocitário. Em suínos, a NTS potencializa a ativação da via de quinases reguladas por sinais extracelulares do tipo 1 e 2 (ERK1/2) como resultado da expressão do receptor do fator de crescimento epidermal (EGFR) nas células do cumulus (CC), dessa forma favorecendo a maturação do oócito e o desenvolvimento embrionário. O objetivo deste trabalho foi investigar os efeitos da NTS sobre a expansão das CC e progresso da meiose em dois cenários atuais da MIV, induzida com hormônio folículo estimulante (FSH), método convencional ou utilizando componentes que mimetizam a condição fisiológica, denominado de sistema folicular (SF). Em adição, foram investigados os efeitos da NTS sobre a produção e cinética embrionária na espécie bovina. Na MIV induzida com FSH, a NTS aumentou a porcentagem de complexos cumulus-oócito (COCs) totalmente expandidos após 24 horas de cultivo. A mesma tendência foi observada na taxa de metáfase II (MII) após 18, 20 e 22 horas de cultivo. Distintamente, a adição da NTS em COCs cultivados no SF, não afetou a porcentagem de oócitos expandidos, nem a taxa de MII às 20 e 22 horas da MIV, embora tenha aumentado a mesma após 18 horas de cultivo. Contudo, a adição de NTS ao sistema de cultivo in vitro induzido com FSH ou SF não alterou a taxa de blastocisto nem a cinética embrionária avaliada pelo número total de células. No entanto, o presente estudo fornece novas evidências, pela primeira vez em bovinos, de que a NTS melhora a expansão do cumulus e regula a dinâmica da retomada meiótica durante a MIV, que podem favorecer a aquisição de competência no desenvolvimento e contribuir para a compreensão do papel da NTS na regulação da maturação do COC.
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