Nanotecnologia aplicada à elaboração de carrapaticidas sintéticos associados a compostos vegetais para o controle de Rhipicephalus (Boophilus) microplus

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Figueiredo, Amanda [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/202828
Resumo: Rhipicephalus microplus causa quedas na produção e consequentes prejuízos econômicos à pecuária. A resistência aos acaricidas e o risco da presença de resíduos nos alimentos de origem animal têm impulsionado a busca por novas alternativas de controle. Vários compostos vegetais possuem potencial acaricida/repelente, porém, possuem limitações em sua aplicação. Nanocarreadores podem proteger esses compostos, aumentar sua solubilidade aquosa e biodisponibilidade, além de reduzir possíveis efeitos tóxicos. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi desenvolver formulações carrapaticidas a partir de Nanopartículas Lipídicas Sólidas (NLS), Carreadores Lipídicos Nanoestruturados (CLN) e Nanopartículas de Zeína (NZ), associados à cipermetrina, clorpirifós e um composto vegetal (citral, mentol ou limoneno), caracterizar esses sistemas nanocarreadores e verificar sua atuação contra larvas e fêmeas ingurgitadas de R. microplus. Nove formulações foram desenvolvidas e caracterizadas por Dynamic Light Scattering (DLS) e Nanoparticle Tracking Analysis (NTA). As formulações 1 (NLS+cip+clo+citral), 2 (NLS+cip+clo+mentol), 3 (NLS+cip+clo+limoneno), 4 (CLN+cip+clo+citral), 5 (CLN+cip+clo+mentol) e 6 (CLN+cip+clo+limoneno) obtiveram médias de diâmetro de 286 a 304 nm; polidispersão de 0,16 a 0,18; potencial zeta de -15,8 a -20 mV, concentração de 3,37 ± 0,24 x 1013 a 5,44 ± 0,18 x 1013 partículas/mL; e Eficiência de Encapsulação (EE) > 98,01% para todos os princípios ativos, enquanto, para os mesmos parâmetros, as formulações de zeína NZ-1 (NZ+cip+clo+citral), NZ-2 (NZ+cip+clo+mentol) e NZ-3 (NZ+cip+clo+limoneno) obtiveram, respectivamente, valores médios de: 282,18 a 290,64 nm; 0,24 a 0,25; -3,35 a -6,10 mV; e concentração de 2,73 ± 2,67 x 1013 a 3,20 ± 3,03 x 1013 partículas/mL e EE > 96%. Todas as formulações foram avaliadas quanto ao seu potencial acaricida e comparadas com controles positivo (Colosso®) e negativos (água destilada; e nanopartículas sem princípio ativo). Na avaliação das formulações de nanocarreadores lipídicos, pelo Teste de Pacote de Larvas (TPL), os controles negativos não ocasionaram mortalidade das larvas, enquanto o controle positivo, avaliado na concentração de 0,512 mg.mL-1, causou 100% de mortalidade. As formulações de NLS 1, 2, 3 e de CLN 4, 5 e 6 foram avaliadas de 0,004 a 0,466 mg.mL-1. Na concentração de 0,007 mg.mL-1 atingiram 90,4, 75,9, 93,8, 100, 95,1, 72,7 % de mortalidade. Com excessão da 4, para a qual não foi possível determinar concentrações letais (CL), as formulações 1, 2, 3, 5 e 6 resultaram em CL50 e CL90 de: 0,0033 e 0,0072; 0,0054 e 0,0092; 0,0040 e 0,0081; 0,0023 e 0,0054; 0,0055 e 0,0094 mg.mL-1, respectivamente. Em relação às nanoformulações de zeína avaliadas pelo TPL, os controles negativos também não ocasionaram mortalidade das larvas, entretanto, o controle positivo (avaliado de 0,004 a 0,512 mg.mL-1), resultou em mortalidade de larvas > 71,9% na concentração de 0,064 mg.mL-1, enquanto as formulações de zeína (avaliadas de 0,004 a 0,466 mg.mL-1) ocasionaram mortalidade > 80 % na concentração de 0,029 mg.mL-1. Essas formulações NZ-1 (NZ+cip+clo+citral), NZ-2 (NZ+cip+clo+mentol) e NZ-3 (NZ+cip+clo+limoneno) ainda resultaram em altas taxas de mortalidade de larvas em menores concentrações, com CL50 e CL90 de: 0,0136 e 0,0352; 0,0115 e 0,0386; 0,0117 e 0,0301 mg.mL-1, respectivamente, e 0,0319 e 0,1028 mg.mL-1, respectivamente, para o controle positivo). As formulações de zeína foram também avaliadas pelo Teste de Imersão de Adultos (TIA) e as formulações NZ-1, NZ-2 e NZ-3 obtiveram, respectivamente: 50,2, 40,5 e 60,1% de eficácia sobre fêmeas ingurgitadas na concentração de 0,466 mg.mL-1, enquanto o controle positivo resultou em 39,4% de eficácia a 0,512 mg.mL-1. As formulações de zeína ainda apresentaram uma alta atividade residual, embora menor do que a do controle positivo. Esse estudo demonstrou que foi possível encapsular os princípios ativos priorizados e caracterizar os sistemas carreadores. Todas as nanoformulações foram capazes de proteger os princípios ativos contra a degradação em solução, o que é uma característica de estabilidade visada para produtos carrapaticidas comerciais. Dessa forma, nanoformulações podem ser uma alternativa para o desenvolvimento de novos biocarrapaticidas com menor quantidade de princípios ativos, visando-se promover um controle parasitário mais seguro, com menor risco de presença de resíduos nos alimentos de origem animal e no ambiente.
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spelling Nanotecnologia aplicada à elaboração de carrapaticidas sintéticos associados a compostos vegetais para o controle de Rhipicephalus (Boophilus) microplusNanotechnology applied to development of synthetic acaricides associated with plants compounds for the Rhipicephalus (Boophilus) microplus controlcarrapato bovinoresistênciacipermetrinaclorpirifósfitoterapiasistemas nanocarreadoressegurança alimentarcarrapatoresistência à drogasCompostos bioativosNanopartículasbovine tickresistancecypermethrinchlorpyrifosphytotherapynanocarrier systemsfood securityRhipicephalus microplus causa quedas na produção e consequentes prejuízos econômicos à pecuária. A resistência aos acaricidas e o risco da presença de resíduos nos alimentos de origem animal têm impulsionado a busca por novas alternativas de controle. Vários compostos vegetais possuem potencial acaricida/repelente, porém, possuem limitações em sua aplicação. Nanocarreadores podem proteger esses compostos, aumentar sua solubilidade aquosa e biodisponibilidade, além de reduzir possíveis efeitos tóxicos. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi desenvolver formulações carrapaticidas a partir de Nanopartículas Lipídicas Sólidas (NLS), Carreadores Lipídicos Nanoestruturados (CLN) e Nanopartículas de Zeína (NZ), associados à cipermetrina, clorpirifós e um composto vegetal (citral, mentol ou limoneno), caracterizar esses sistemas nanocarreadores e verificar sua atuação contra larvas e fêmeas ingurgitadas de R. microplus. Nove formulações foram desenvolvidas e caracterizadas por Dynamic Light Scattering (DLS) e Nanoparticle Tracking Analysis (NTA). As formulações 1 (NLS+cip+clo+citral), 2 (NLS+cip+clo+mentol), 3 (NLS+cip+clo+limoneno), 4 (CLN+cip+clo+citral), 5 (CLN+cip+clo+mentol) e 6 (CLN+cip+clo+limoneno) obtiveram médias de diâmetro de 286 a 304 nm; polidispersão de 0,16 a 0,18; potencial zeta de -15,8 a -20 mV, concentração de 3,37 ± 0,24 x 1013 a 5,44 ± 0,18 x 1013 partículas/mL; e Eficiência de Encapsulação (EE) > 98,01% para todos os princípios ativos, enquanto, para os mesmos parâmetros, as formulações de zeína NZ-1 (NZ+cip+clo+citral), NZ-2 (NZ+cip+clo+mentol) e NZ-3 (NZ+cip+clo+limoneno) obtiveram, respectivamente, valores médios de: 282,18 a 290,64 nm; 0,24 a 0,25; -3,35 a -6,10 mV; e concentração de 2,73 ± 2,67 x 1013 a 3,20 ± 3,03 x 1013 partículas/mL e EE > 96%. Todas as formulações foram avaliadas quanto ao seu potencial acaricida e comparadas com controles positivo (Colosso®) e negativos (água destilada; e nanopartículas sem princípio ativo). Na avaliação das formulações de nanocarreadores lipídicos, pelo Teste de Pacote de Larvas (TPL), os controles negativos não ocasionaram mortalidade das larvas, enquanto o controle positivo, avaliado na concentração de 0,512 mg.mL-1, causou 100% de mortalidade. As formulações de NLS 1, 2, 3 e de CLN 4, 5 e 6 foram avaliadas de 0,004 a 0,466 mg.mL-1. Na concentração de 0,007 mg.mL-1 atingiram 90,4, 75,9, 93,8, 100, 95,1, 72,7 % de mortalidade. Com excessão da 4, para a qual não foi possível determinar concentrações letais (CL), as formulações 1, 2, 3, 5 e 6 resultaram em CL50 e CL90 de: 0,0033 e 0,0072; 0,0054 e 0,0092; 0,0040 e 0,0081; 0,0023 e 0,0054; 0,0055 e 0,0094 mg.mL-1, respectivamente. Em relação às nanoformulações de zeína avaliadas pelo TPL, os controles negativos também não ocasionaram mortalidade das larvas, entretanto, o controle positivo (avaliado de 0,004 a 0,512 mg.mL-1), resultou em mortalidade de larvas > 71,9% na concentração de 0,064 mg.mL-1, enquanto as formulações de zeína (avaliadas de 0,004 a 0,466 mg.mL-1) ocasionaram mortalidade > 80 % na concentração de 0,029 mg.mL-1. Essas formulações NZ-1 (NZ+cip+clo+citral), NZ-2 (NZ+cip+clo+mentol) e NZ-3 (NZ+cip+clo+limoneno) ainda resultaram em altas taxas de mortalidade de larvas em menores concentrações, com CL50 e CL90 de: 0,0136 e 0,0352; 0,0115 e 0,0386; 0,0117 e 0,0301 mg.mL-1, respectivamente, e 0,0319 e 0,1028 mg.mL-1, respectivamente, para o controle positivo). As formulações de zeína foram também avaliadas pelo Teste de Imersão de Adultos (TIA) e as formulações NZ-1, NZ-2 e NZ-3 obtiveram, respectivamente: 50,2, 40,5 e 60,1% de eficácia sobre fêmeas ingurgitadas na concentração de 0,466 mg.mL-1, enquanto o controle positivo resultou em 39,4% de eficácia a 0,512 mg.mL-1. As formulações de zeína ainda apresentaram uma alta atividade residual, embora menor do que a do controle positivo. Esse estudo demonstrou que foi possível encapsular os princípios ativos priorizados e caracterizar os sistemas carreadores. Todas as nanoformulações foram capazes de proteger os princípios ativos contra a degradação em solução, o que é uma característica de estabilidade visada para produtos carrapaticidas comerciais. Dessa forma, nanoformulações podem ser uma alternativa para o desenvolvimento de novos biocarrapaticidas com menor quantidade de princípios ativos, visando-se promover um controle parasitário mais seguro, com menor risco de presença de resíduos nos alimentos de origem animal e no ambiente.Rhipicephalus microplus causes declines in cattle production and consequent damage to livestock. The resistance of ticks and the risk of the presence of residues in food of animal origin have driven the search for new control alternatives. Several plant compounds have an acaricidal/repellent potential, however, they have limitations in their application. Nanocarriers can protect these compounds, increase their aqueous solubility and bioavailability, and reduce possible toxic effects. Thus, the objective of this study was to develop acaricide formulations from Solid Lipid Nanoparticles (NLS), Nanostructured Lipid Carriers (CLN) and Zein Nanoparticles (NZ), associated with cypermethrin (cip), chlorpyrifos (clo) and a plant compound (citral, menthol or limonene), characterize these nanocarrier systems and verify their performance against larvae and engorged females of R. microplus. Nine formulations were developed and characterized by Dynamic Light Scattering (DLS) and Nanoparticle Tracking Analysis (NTA). The formulations 1 (NLS+cip+clo+citral), 2 (NLS+cip+clo+menthol), 3 (NLS+cip+clo+limonene), 4 (CLN+cip+clo+citral), 5 (CLN+cip+clo+menthol) and 6 (CLN+cip+clo+limonene) obtained mean diameters from 286 to 304 nm; polydispersion from 0.16 to 0.18; zeta potential from -15.8 to -20 mV, concentration from 3.37 ± 0.24 x 1013 to 5.44 ± 0.18 x 1013 particles/mL; and Encapsulation Efficiency (EE) > 98.01% for all active ingredients, while, for the same parameters, zein formulations NZ-1 (NZ+cip+clo+citral), NZ-2 (NZ+cip+clo+menthol) and NZ-3 (NZ+cip+clo+limonene) obtained, respectively, mean values of: 282.18 to 290.64 nm; 0.24 to 0.25; -3.35 to -6.10 mV; concentration of 2.73 ± 2.67 x 1013 to 3.20 ± 3.03 x 1013 particles/mL and EE> 96%. All formulations were evaluated for their acaricidal potential and compared with positive (Colosso®) and negative (distilled water; and nanoparticles without active ingredient) controls. In the evaluation of lipid nanocarrier formulations, by the Larval Pack Test (TPL), the negative controls did not cause mortality of the larvae, while the positive control, evaluated at the concentration of 0.512 mg.mL-1 , caused 100% mortality. The formulations of NLS 1, 2, 3 and CLN 4, 5 and 6 were evaluated from 0.004 to 0.466 mg.mL-1 . At the concentration of 0.007 mg.mL-1 they reached 90.4, 75.9, 93.8, 100, 95.1, 72.7% of mortality. With the exception of 4, for which it was not possible to determine lethal concentrations (CL), formulations 1, 2, 3, 5 and 6 resulted in CL50 and CL90 of: 0.0033 and 0.0072; 0.0054 and 0.0092; 0.0040 and 0.0081; 0.0023 and 0.0054; 0.0055 and 0.0094 mg.mL -1 , respectively. Regarding the zein nanoformulations evaluated by the TPL, the negative controls also did not cause mortality of the larvae, however, the positive control (evaluated from 0.004 to 0.512 mg.mL-1 ), resulted in larval mortality > 71.9% in the concentration 0.064 mg.mL-1 , while zein formulations (evaluated from 0.004 to 0.466 mg.mL-1) caused mortality> 80% in the concentration of 0.029 mg.mL-1 . These formulations NZ-1 (NZ + cip + clo + citral), NZ-2 (NZ + cip + clo + menthol) and NZ-3 (NZ + cip + clo + limonene) still resulted in high larval mortality rates in lower concentrations, with LC50 and LC90 of: 0.0136 and 0.0352; 0.0115 and 0.0386; 0.0117 and 0.0301 mg.mL-1 , respectively, and 0.0319 and 0.1028 mg.mL-1 , respectively, for the positive control). The zein formulations were also evaluated by the Adult Immersion Test (TIA) and the formulations NZ-1, NZ-2 and NZ-3 obtained, respectively: 50.2, 40.5 and 60.1% efficacy on engorged females at a concentration of 0.466 mg.mL-1 , while the positive control resulted in 39.4% efficacy at 0.512 mg. mL-1 . The zein formulations still showed a high residual activity, although less than that of the positive control. This study demonstrated that it was possible to encapsulate the prioritized active ingredients and characterize the carrier systems. All nanoformulations were able to protect the active ingredients against degradation in solution, which is a characteristic of stability aimed at commercial tick products. Thus, nanoformulations can be an alternative for the development of new biocarpathicides with less active ingredients, aiming to promote safer parasitic control, with less risk of the presence of residues in food of animal origin and in the environment.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)CNPq: 169777/2017-0FAPESP: 17/13249-8Universidade Estadual Paulista (Unesp)Chagas, Ana Carolina de Souza [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Figueiredo, Amanda [UNESP]2021-03-03T00:56:32Z2021-03-03T00:56:32Z2020-12-04info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/20282833004102072P9porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-10-22T08:47:19Zoai:repositorio.unesp.br:11449/202828Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-10-22T08:47:19Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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description Rhipicephalus microplus causa quedas na produção e consequentes prejuízos econômicos à pecuária. A resistência aos acaricidas e o risco da presença de resíduos nos alimentos de origem animal têm impulsionado a busca por novas alternativas de controle. Vários compostos vegetais possuem potencial acaricida/repelente, porém, possuem limitações em sua aplicação. Nanocarreadores podem proteger esses compostos, aumentar sua solubilidade aquosa e biodisponibilidade, além de reduzir possíveis efeitos tóxicos. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi desenvolver formulações carrapaticidas a partir de Nanopartículas Lipídicas Sólidas (NLS), Carreadores Lipídicos Nanoestruturados (CLN) e Nanopartículas de Zeína (NZ), associados à cipermetrina, clorpirifós e um composto vegetal (citral, mentol ou limoneno), caracterizar esses sistemas nanocarreadores e verificar sua atuação contra larvas e fêmeas ingurgitadas de R. microplus. Nove formulações foram desenvolvidas e caracterizadas por Dynamic Light Scattering (DLS) e Nanoparticle Tracking Analysis (NTA). As formulações 1 (NLS+cip+clo+citral), 2 (NLS+cip+clo+mentol), 3 (NLS+cip+clo+limoneno), 4 (CLN+cip+clo+citral), 5 (CLN+cip+clo+mentol) e 6 (CLN+cip+clo+limoneno) obtiveram médias de diâmetro de 286 a 304 nm; polidispersão de 0,16 a 0,18; potencial zeta de -15,8 a -20 mV, concentração de 3,37 ± 0,24 x 1013 a 5,44 ± 0,18 x 1013 partículas/mL; e Eficiência de Encapsulação (EE) > 98,01% para todos os princípios ativos, enquanto, para os mesmos parâmetros, as formulações de zeína NZ-1 (NZ+cip+clo+citral), NZ-2 (NZ+cip+clo+mentol) e NZ-3 (NZ+cip+clo+limoneno) obtiveram, respectivamente, valores médios de: 282,18 a 290,64 nm; 0,24 a 0,25; -3,35 a -6,10 mV; e concentração de 2,73 ± 2,67 x 1013 a 3,20 ± 3,03 x 1013 partículas/mL e EE > 96%. Todas as formulações foram avaliadas quanto ao seu potencial acaricida e comparadas com controles positivo (Colosso®) e negativos (água destilada; e nanopartículas sem princípio ativo). Na avaliação das formulações de nanocarreadores lipídicos, pelo Teste de Pacote de Larvas (TPL), os controles negativos não ocasionaram mortalidade das larvas, enquanto o controle positivo, avaliado na concentração de 0,512 mg.mL-1, causou 100% de mortalidade. As formulações de NLS 1, 2, 3 e de CLN 4, 5 e 6 foram avaliadas de 0,004 a 0,466 mg.mL-1. Na concentração de 0,007 mg.mL-1 atingiram 90,4, 75,9, 93,8, 100, 95,1, 72,7 % de mortalidade. Com excessão da 4, para a qual não foi possível determinar concentrações letais (CL), as formulações 1, 2, 3, 5 e 6 resultaram em CL50 e CL90 de: 0,0033 e 0,0072; 0,0054 e 0,0092; 0,0040 e 0,0081; 0,0023 e 0,0054; 0,0055 e 0,0094 mg.mL-1, respectivamente. Em relação às nanoformulações de zeína avaliadas pelo TPL, os controles negativos também não ocasionaram mortalidade das larvas, entretanto, o controle positivo (avaliado de 0,004 a 0,512 mg.mL-1), resultou em mortalidade de larvas > 71,9% na concentração de 0,064 mg.mL-1, enquanto as formulações de zeína (avaliadas de 0,004 a 0,466 mg.mL-1) ocasionaram mortalidade > 80 % na concentração de 0,029 mg.mL-1. Essas formulações NZ-1 (NZ+cip+clo+citral), NZ-2 (NZ+cip+clo+mentol) e NZ-3 (NZ+cip+clo+limoneno) ainda resultaram em altas taxas de mortalidade de larvas em menores concentrações, com CL50 e CL90 de: 0,0136 e 0,0352; 0,0115 e 0,0386; 0,0117 e 0,0301 mg.mL-1, respectivamente, e 0,0319 e 0,1028 mg.mL-1, respectivamente, para o controle positivo). As formulações de zeína foram também avaliadas pelo Teste de Imersão de Adultos (TIA) e as formulações NZ-1, NZ-2 e NZ-3 obtiveram, respectivamente: 50,2, 40,5 e 60,1% de eficácia sobre fêmeas ingurgitadas na concentração de 0,466 mg.mL-1, enquanto o controle positivo resultou em 39,4% de eficácia a 0,512 mg.mL-1. As formulações de zeína ainda apresentaram uma alta atividade residual, embora menor do que a do controle positivo. Esse estudo demonstrou que foi possível encapsular os princípios ativos priorizados e caracterizar os sistemas carreadores. Todas as nanoformulações foram capazes de proteger os princípios ativos contra a degradação em solução, o que é uma característica de estabilidade visada para produtos carrapaticidas comerciais. Dessa forma, nanoformulações podem ser uma alternativa para o desenvolvimento de novos biocarrapaticidas com menor quantidade de princípios ativos, visando-se promover um controle parasitário mais seguro, com menor risco de presença de resíduos nos alimentos de origem animal e no ambiente.
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