Governança pública e o controle dos incentivos fiscais pelos Tribunais de Contas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Gatto, Rafael Augusto Oliva
Orientador(a): Francisco, José Carlos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/31224
Resumo: As teorias acerca do controle da sociedade sobre as ações dos governantes não são novas. Recentemente se multiplicam os estudos dos mecanismos que podem ser aplicados para melhorar esse objetivo na esfera pública. A partir das teorias já elaboradas na esfera privada, da governança corporativa, desenvolveu-se a governança pública. O presente trabalho tem por objeto, sob as perspectivas da governança pública, da accountability no setor público e do controle da sociedade sobre os atos dos governantes, analisar como funciona a fiscalização de incentivos fiscais concedidos, no Brasil. Segundo Acemoglu e Robinson, em Why Nations Fail, o fator mais relevante para a riqueza das nações é a prevalência de instituições Inclusivas, que garantem o interesse público, em detrimento de instituições Exclusivas, que tendem a concentrar de forma predatória o poder político e econômico. Buscamos saber, portanto, se no controle dos incentivos fiscais do Brasil temos instituições Inclusivas ou Exclusivas. Ao longo do trabalho fica demonstrado que as instituições responsáveis por essa função são os Tribunais de Contas, seja por conta de expressa atribuição constitucional, seja pela natureza de sua atuação técnica nas áreas específicas, necessárias para a fiscalização dos incentivos fiscais. Mostraremos, os resultados de uma pesquisa empírica realizada junto aos Tribunais de Contas acerca da qualidade dos trabalhos de controle na área. A conclusão da pesquisa é de que a fiscalização dos incentivos fiscais não é satisfatoriamente desenvolvida no Brasil, seja porque os dados dos incentivos fiscais não são facilmente acessados pelos órgãos de fiscalização, seja porque, de fato, não há uma cultura de atenção para esse ponto nos Tribunais de Contas, formados para focar na execução das despesas e não na renúncia de receitas. A partir do diagnóstico, de que não há o devido controle dos incentivos fiscais, propomos medidas para melhorar essa situação, tais como a mudança nos critérios de eleição dos membros dos Tribunais de Contas e a simplificação da legislação em uma Reforma Tributária.
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Segundo Acemoglu e Robinson, em Why Nations Fail, o fator mais relevante para a riqueza das nações é a prevalência de instituições Inclusivas, que garantem o interesse público, em detrimento de instituições Exclusivas, que tendem a concentrar de forma predatória o poder político e econômico. Buscamos saber, portanto, se no controle dos incentivos fiscais do Brasil temos instituições Inclusivas ou Exclusivas. Ao longo do trabalho fica demonstrado que as instituições responsáveis por essa função são os Tribunais de Contas, seja por conta de expressa atribuição constitucional, seja pela natureza de sua atuação técnica nas áreas específicas, necessárias para a fiscalização dos incentivos fiscais. Mostraremos, os resultados de uma pesquisa empírica realizada junto aos Tribunais de Contas acerca da qualidade dos trabalhos de controle na área. 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Using as a guideline the theories already well developed in the private sphere of corporate governance, the development of the public governance concepts are observed. The object of the present work, from this perspective of public governance, accountability at the public sector, and society's control over the acts of government, is to analyze the control of the democratic institutions on the granting of tax incentives in Brazil. According to Acemoglu and Robinson, in Why Nations Fail, the prevalence of Inclusive institutions, which guarantee the public interest, at the expense of Exclusive institutions, which tend to concentrate political and economic power in a predatory manner, is the most relevant factor for the wealth of nations. We seek to know, therefore, whether there are Inclusive or Exclusive institutions in the control of tax incentives in Brazil. It is demonstrated throughout the work that the institutions responsible for this function are the Brazilian Courts of Auditors (“Tribunais de Contas”), either due to an express constitutional attribution, or because of the nature of their technical performance in the specific areas that are necessary for the inspection of tax incentives. We will show the results of an empirical research conducted before the Tribunais de Contas regarding the quality of control in the matter. The conclusion of the research is that the inspection of tax incentives is not satisfactorily developed in Brazil, either because the tax incentive data are not easily accessed by the inspection bodies, or because, indeed, there is no culture of attention to this point at the Courts of Auditors, which are historically formed to focus on the execution of expenses and not on the waiver of revenues. Based on this diagnosis that the control of tax incentives is not duly performed, we propose measures to improve this situation, such as changing the criteria for electing members of the Audit Courts or simplifying the tax legislation through a broad reform of the Brazilian tax system.public budgetdemocratic institutionseconomic developmentState intervention in the economyfiscal policyBrasilFaculdade de Direito (FDIR)UPMDireito Político e EconômicoCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITOORIGINALRAFAEL AUGUSTO OLIVA GATTO_protegido 1.pdfRAFAEL AUGUSTO OLIVA GATTO_protegido 1.pdfRAFAEL AUGUSTO OLIVA GATTOapplication/pdf1886358https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/d90c584a-5eba-449d-8a73-985de5e1ac78/download9a240ea62c3d23d9611d0a1ecce0d750MD51trueAnonymousREADCC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/2abc43d4-1058-4f44-abef-fc76cf881911/downloade39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52falseAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81997https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/826a804c-4bb7-4138-82bd-beff8f2556cc/downloadfb735e1a8fa1feda568f1b61905f8d57MD53falseAnonymousREADTEXTRAFAEL AUGUSTO OLIVA GATTO_protegido 1.pdf.txtRAFAEL AUGUSTO OLIVA GATTO_protegido 1.pdf.txtExtracted texttext/plain280964https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/1036e0da-7791-4a09-8b01-0a5117715559/download2e1c7c1398a43740825b6f69e84c92d5MD54falseAnonymousREADTHUMBNAILRAFAEL AUGUSTO OLIVA GATTO_protegido 1.pdf.jpgRAFAEL AUGUSTO OLIVA GATTO_protegido 1.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1224https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/3d25feff-bddb-4d43-a524-0d50a561a659/download55c046555795ae05ce2afec05cd8c5bdMD55falseAnonymousREAD10899/312242023-02-04T06:02:40.810Zhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilopen.accessoai:dspace.mackenzie.br:10899/31224https://dspace.mackenzie.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.mackenzie.br/jspui/PRIhttps://adelpha-api.mackenzie.br/server/oai/repositorio@mackenzie.br||paola.damato@mackenzie.bropendoar:102772023-02-04T06:02:40Repositório Digital do Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBzZXUgdHJhYmFsaG8gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIGUgZWxldHLDtG5pY28gZSBlbSBxdWFscXVlciBtZWlvLCBpbmNsdWluZG8gb3MgZm9ybWF0b3Mgw6F1ZGlvIG91IHbDrWRlby4KClZvY8OqIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBwb2RlLCBzZW0gYWx0ZXJhciBvIGNvbnRlw7pkbywgdHJhbnNwb3IgbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBwb2RlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIHNldSB0cmFiYWxobyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gVm9jw6ogdGFtYsOpbSBkZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgbmluZ3XDqW0uCgpDYXNvIGEgc2V1IHRyYWJhbGhvIGNvbnRlbmhhIG1hdGVyaWFsIHF1ZSB2b2PDqiBuw6NvIHBvc3N1aSBhIHRpdHVsYXJpZGFkZSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMsIHZvY8OqIGRlY2xhcmFyIHF1ZSBvYnRldmUgYSBwZXJtaXNzw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIG9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRvLgoKQ0FTTyBPIFRSQUJBTEhPIE9SQSBERVBPU0lUQURPIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTyBRVUUgTsODTyBTRUpBIEEgVU5JVkVSU0lEQURFIFBSRVNCSVRFUklBTkEgTUFDS0VOWklFLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETy4KCkEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRvIHNldSB0cmFiYWxobywgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBhbMOpbSBkYXF1ZWxhcyBjb25jZWRpZGFzIHBvciBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLgo=
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