O bitcoin como uma estratégia de evasão fiscal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Torres, Carlos Alexandre Dias
Orientador(a): Florêncio Filho, Marco Aurélio Pinto
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
eng
Instituição de defesa: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/40298
Resumo: A evasão fiscal sempre foi um grande desafio ao equilíbrio das contas públicas. Ao longo da História, muito por força da dependência dos recursos particulares para financiar as despesas estatais, a relação entre Estado e contribuintes nem sempre foi pacífica, marcada por momentos de tensão em face da carga tributária considerada injusta ou excessiva. De um lado, o Estado justifica a exação na necessidade de recursos para o custeio de serviços públicos destinados a beneficiar os próprios contribuintes; de outro, os contribuintes nem sempre concordam facilmente em destinar parcela de sua riqueza aos cofres públicos. Nesse contexto, surge a evasão fiscal, comportamento adotado por sujeitos de má-fé com o objetivo de suprimir ou reduzir, ilicitamente, o seu ônus tributário. Os planejamentos abusivos, caracterizados pelo uso indevido de estruturas jurídicas e econômicas, manifestam-se sob diversas formas e estratégias. São condutas que podem envolver a dissimulação de fatos geradores, a ocultação da identidade do verdadeiro devedor ou, ainda, a blindagem de seus bens. Devedores contumazes, indivíduos que deixam de cumprir suas obrigações tributárias de maneira ardilosa e reiterada, recorrem a estruturas artificiais para manter a sua capacidade contributiva em segredo, de modo a impedir que o Fisco tenha acesso às informações sobre seus bens e direitos. Tal fato provoca uma grave distorção no sistema tributário, uma vez que, além de prejudicar a sustentabilidade financeira dos Estados, transfere grande parte da carga tributária aos contribuintes que agem segundo os ditames da lei. O avanço da tecnologia, por sua vez, oportuniza o desenvolvimento de novas tipologias de evasão fiscal mais complexas e sofisticadas, o que não apenas dificulta a atuação das autoridades tributárias, como também exige um aperfeiçoamento dos mecanismos de fiscalização e controle. Nesse cenário, o Bitcoin pode se apresentar como uma nova alternativa de evasão fiscal. Os principais atributos dessa nova tecnologia ampliam o grau de anonimato sobre as transações com a criptomoeda, e isso pode representar mais um difícil obstáculo à Administração tributária no seu mister de buscar a satisfação do crédito público. O presente trabalho, portanto, analisa os riscos associados à utilização do Bitcoin em planejamentos tributários ilícitos, com foco particular no elevado nível de irrastreabilidade das operações realizadas com a moeda virtual.
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spelling Torres, Carlos Alexandre DiasFlorêncio Filho, Marco Aurélio Pinto2025-03-26T18:49:06Z2025-03-26T18:49:06Z2025-02-18A evasão fiscal sempre foi um grande desafio ao equilíbrio das contas públicas. Ao longo da História, muito por força da dependência dos recursos particulares para financiar as despesas estatais, a relação entre Estado e contribuintes nem sempre foi pacífica, marcada por momentos de tensão em face da carga tributária considerada injusta ou excessiva. De um lado, o Estado justifica a exação na necessidade de recursos para o custeio de serviços públicos destinados a beneficiar os próprios contribuintes; de outro, os contribuintes nem sempre concordam facilmente em destinar parcela de sua riqueza aos cofres públicos. Nesse contexto, surge a evasão fiscal, comportamento adotado por sujeitos de má-fé com o objetivo de suprimir ou reduzir, ilicitamente, o seu ônus tributário. Os planejamentos abusivos, caracterizados pelo uso indevido de estruturas jurídicas e econômicas, manifestam-se sob diversas formas e estratégias. São condutas que podem envolver a dissimulação de fatos geradores, a ocultação da identidade do verdadeiro devedor ou, ainda, a blindagem de seus bens. Devedores contumazes, indivíduos que deixam de cumprir suas obrigações tributárias de maneira ardilosa e reiterada, recorrem a estruturas artificiais para manter a sua capacidade contributiva em segredo, de modo a impedir que o Fisco tenha acesso às informações sobre seus bens e direitos. Tal fato provoca uma grave distorção no sistema tributário, uma vez que, além de prejudicar a sustentabilidade financeira dos Estados, transfere grande parte da carga tributária aos contribuintes que agem segundo os ditames da lei. O avanço da tecnologia, por sua vez, oportuniza o desenvolvimento de novas tipologias de evasão fiscal mais complexas e sofisticadas, o que não apenas dificulta a atuação das autoridades tributárias, como também exige um aperfeiçoamento dos mecanismos de fiscalização e controle. Nesse cenário, o Bitcoin pode se apresentar como uma nova alternativa de evasão fiscal. Os principais atributos dessa nova tecnologia ampliam o grau de anonimato sobre as transações com a criptomoeda, e isso pode representar mais um difícil obstáculo à Administração tributária no seu mister de buscar a satisfação do crédito público. O presente trabalho, portanto, analisa os riscos associados à utilização do Bitcoin em planejamentos tributários ilícitos, com foco particular no elevado nível de irrastreabilidade das operações realizadas com a moeda virtual.https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/40298itporengUniversidade Presbiteriana Mackenzieevasão fiscalopacidade financeiracriptomoedasbitcoinregulamentaçãonovo paraíso fiscalO bitcoin como uma estratégia de evasão fiscalinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Digital do Mackenzieinstname:Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)instacron:MACKENZIEinfo:eu-repo/semantics/openAccesshttp://lattes.cnpq.br/0602263616755302https://orcid.org/0000-0002-3979-6523http://lattes.cnpq.br/3066347255173392Bechara, Fábio Ramazzinihttp://lattes.cnpq.br/6852406985950434https://orcid.org/0000-0001-9680-537XVeloso, Roberto Carvalhohttp://lattes.cnpq.br/9413351941396091https://orcid.org/0000-0003-3936-2132Matsushita, Thiago Lopeshttp://lattes.cnpq.br/3110580490336898Zanon, Patricie Barricellihttp://lattes.cnpq.br/8343535563065961Tax evasion has always been a major challenge to balancing public finances. Throughout history, the relationship between the State and taxpayers has not always been peaceful, marked by moments of tension in the face of tax burdens considered unfair or excessive. On the one hand, the State justifies the tax on the need for resources to fund public services intended to benefit taxpayers themselves; on the other, taxpayers do not always easily agree to allocate part of their wealth to public coffers. In this context, tax evasion arises, a behavior adopted by individuals acting with the aim of eliminating or unduly reducing their tax burden. Abusive planning, characterized by the improper use of legal and economic structures, manifests itself in various forms and strategies. These behaviors may involve the concealment of taxable events, the concealment of the identity of the true debtor, or even the shielding of their assets. Persistent debtors, individuals who repeatedly fail to comply with their tax obligations, resort to sophisticated and artificial structures to keep their taxable income secret, in order to prevent the tax authorities from having access to information about their assets and rights. This fact causes a serious distortion in the tax system, since, in addition to harming the financial sustainability of States, it transfers a large part of the tax burden to taxpayers who act in accordance with the the law. Advances in technology, in turn, provide opportunities for the development of new, more complex and sophisticated types of tax evasion, which not only hinders the actions of tax authorities, but also requires improvements in monitoring and control mechanisms. In this scenario, Bitcoin presents itself as a new alternative for tax evasion. The main attributes of this new technology increase the degree of anonymity in transactions with the cryptocurrency, which may represent yet another difficult obstacle for the tax authorities in their task of seeking to satisfy public debt. This paper therefore analyzes the risks of using Bitcoin in illicit tax planning, increasing the degree of untraceability of transactions with the virtual currency. L’evasione fiscale rappresenta da sempre una sfida importante per il riequilibrio dei conti pubblici. Nel corso della storia, il rapporto tra Stato e contribuenti non è sempre stato pacifico, segnato da momenti di tensione a fronte di oneri fiscali ritenuti ingiusti o eccessivi. Da un lato, lo Stato giustifica l'esigenza con la necessità di risorse per finanziare servizi pubblici destinati a beneficio dei contribuenti stessi; d’altro canto, non sempre i contribuenti accettano facilmente di destinare parte della loro ricchezza alle casse pubbliche. In questo contesto si configura l’evasione fiscale, comportamento adottato da soggetti in malafede con l’obiettivo di sopprimere o ridurre indebitamente la propria pressione fiscale. La pianificazione abusiva, caratterizzata dall’abuso delle strutture giuridiche ed economiche, si manifesta in diverse forme e strategie. Si tratta di comportamenti che possono comportare l'occultamento dei fatti determinanti, l'occultamento dell'identità del vero debitore o, addirittura, la protezione del suo patrimonio. I debitori odiosi, soggetti che ripetutamente non adempiono ai propri obblighi fiscali, ricorrono a strutture sofisticate e artificiose per mantenere segreta la propria capacità contributiva, al fine di impedire all'Amministrazione Finanziaria di accedere alle informazioni sui propri beni e diritti. Questo fatto provoca una grave distorsione del sistema fiscale, poiché, oltre a nuocere alla sostenibilità finanziaria degli Stati, trasferisce gran parte del carico fiscale sui contribuenti che agiscono secondo i dettami della legge. Il progresso della tecnologia, a sua volta, offre l’opportunità per lo sviluppo di forme di evasione fiscale nuove, più complesse e sofisticate, che non solo complicano le azioni delle autorità fiscali, ma richiedono anche un miglioramento dei meccanismi di ispezione e controllo. In questo scenario, Bitcoin si presenta come una nuova alternativa all’evasione fiscale. Le caratteristiche principali di questa nuova tecnologia aumentano il grado di anonimato riguardo alle transazioni con criptovaluta, che potrebbe rappresentare un ulteriore difficile ostacolo per l’Amministrazione finanziaria nel suo compito di soddisfare il credito pubblico. Questo lavoro, quindi, analizza i rischi derivanti dall’utilizzo di Bitcoin nella pianificazione fiscale illecita, aumentando il grado di non tracciabilità delle transazioni con valuta virtuale.tax evasionfinancial opacitycryptocurrenciesbitcoinregulationnew tax havenevasione fiscaleopacità finanziariacriptovalutebitcoinregolamentonuovo paradiso fiscale.BrasilFaculdade de Direito (FDIR)UPMDireito Político e EconômicoCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO::DIREITO PUBLICO::DIREITO TRIBUTARIOCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO::DIREITO PUBLICO::DIREITO CONSTITUCIONALCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO::DIREITO PUBLICO::DIREITO PROCESSUAL CIVILORIGINALCARLOS ALEXANDRE DIAS TORRES....pdfCARLOS ALEXANDRE DIAS TORRES....pdfapplication/pdf2429811https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/2c92885a-55ba-433d-b9ab-72fbd2bad343/download42dbc618167129ecc13af7160fd24c91MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82269https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/82e66fe0-fd23-4cda-a519-a8aab78d89e9/downloadf0d4931322d30f6d2ee9ebafdf037c16MD52TEXTCARLOS ALEXANDRE DIAS TORRES....pdf.txtCARLOS ALEXANDRE DIAS TORRES....pdf.txtExtracted texttext/plain651839https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/d0af95e0-5d7a-4d49-be05-690f77af8148/download5222b0ffd9a120cd576da2b0e748d373MD53THUMBNAILCARLOS ALEXANDRE DIAS TORRES....pdf.jpgCARLOS ALEXANDRE DIAS TORRES....pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2758https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/56249d85-9ca0-4357-9cd0-93f7dbcb4309/downloadfadf24666c068c28c2965d602b046100MD5410899/402982025-03-27 03:01:54.526oai:dspace.mackenzie.br:10899/40298https://dspace.mackenzie.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.mackenzie.br/jspui/PRIhttps://adelpha-api.mackenzie.br/server/oai/repositorio@mackenzie.br||paola.damato@mackenzie.bropendoar:102772025-03-27T03:01:54Repositório Digital do Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKPGJyPjxicj4KQ29tIG8gYWNlaXRlIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCB0cmFkdXppciAoY29uZm9ybWUgZGVmaW5pZG8gYWJhaXhvKSwgZS9vdSBkaXN0cmlidWlyIHNldSB0cmFiYWxobyAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vKSBwb3IgdG9kbyBvIG11bmRvIG5vIGZvcm1hdG8gaW1wcmVzc28gZSBlbGV0csO0bmljbyBlIGVtIHF1YWxxdWVyIG1laW8sIGluY2x1aW5kbyBvcyBmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgo8YnI+PGJyPgpBY2VpdGFuZG8gZXNzYSBsaWNlbsOnYSB2b2PDqiBjb25jb3JkYSBxdWUgYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgUHJlc2JpdGVyaWFuYSBNYWNrZW56aWUgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIHBhcmEgcXVhbHF1ZXIgbWVpbyBvdSBmb3JtYXRvIGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gcGFyYSBmaW5zIGRlIHNlZ3VyYW7Dp2EsIGJhY2stdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLgo8YnI+PGJyPgpDb25jb3JkYXLDoSBxdWUgc2V1IHRyYWJhbGhvIHRhbWLDqW0gc2Vyw6EgcmVnaWRvIHBlbGEgQ3JlYXRpdmUgQ29tbW9ucyBxdWUgTsODTyBwZXJtaXRlIG8gdXNvIGNvbWVyY2lhbCBvdSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBvYnJhIHBvciB0ZXJjZWlyb3MgY29uZm9ybWUgZGVzY3JpdG8gZW0gPGEgaHJlZj0iaHR0cHM6Ly9jcmVhdGl2ZWNvbW1vbnMub3JnL2xpY2Vuc2VzL2J5LW5jLW5kLzQuMC8iIHRhcmdldD0iX2JsYW5rIj5odHRwczovL2NyZWF0aXZlY29tbW9ucy5vcmcvbGljZW5zZXMvYnktbmMtbmQvNC4wLzwvYT4uCjxicj48YnI+ClZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIHNldSB0cmFiYWxobyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgbmluZ3XDqW0uCjxicj48YnI+CkNhc28gbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIMOgIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgZGUgcHJvcHJpZWRhZGUgZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3Ugbm8gY29udGXDumRvIGRvIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmEgZGVwb3NpdGFkby4KPGJyPjxicj4KQ0FTTyBPIFRSQUJBTEhPIE9SQSBERVBPU0lUQURPIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTyBRVUUgTsODTyBTRUpBIEEgVU5JVkVSU0lEQURFIFBSRVNCSVRFUklBTkEgTUFDS0VOWklFLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETy4KPGJyPjxicj4KQSBVbml2ZXJzaWRhZGUgUHJlc2JpdGVyaWFuYSBNYWNrZW56aWUgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgbyBzZXUgbm9tZSAocykgb3UgbyhzKSBub21lKHMpIGRvKHMpIGRldGVudG9yKGVzKSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvLCBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==
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