A arquitetura e a necessidade de proteção: COVID-19 e percepções sobre o espaço doméstico do Copan

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Gaudencio, Mahayana Nava de Paiva
Orientador(a): Perrone, Rafael Antonio Cunha
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/40309
Resumo: Estudar os espaços domésticos significa explorá-los sob múltiplas perspectivas, desde os aspectos arquitetônicos até os emocionais ligados ao “habitar”. Este trabalho aborda estes espaços em suas diversas dimensões – casa, moradia, habitação – por exemplo, considerando esses termos, por vezes, de forma sinônima. A investigação compreende tanto a materialidade dos espaços, ou seja, suas formas e funções arquitetônicas, quanto os aspectos culturais associados ao morar, entendendo-o como uma expressão da relação entre as pessoas e seus ambientes. Essa análise inclui a forma como os indivíduos percebem seus espaços pessoais – o que chamam de casa, apartamento, ou habitação –, considerando especialmente contextos atípicos, como a pandemia da COVID-19. Os espaços domésticos, enquanto objeto de estudo, revelam-se inter e transdisciplinares, particularmente em contextos de crise, como o da pandemia, que modificou profundamente as relações cotidianas com o ambiente doméstico. Durante a pandemia, o confinamento social imposto por razões sanitárias transformou os usos e funções dos espaços, antes definidos como exclusivamente íntimos e privados. Esses locais passaram a incorporar funções públicas, como o trabalho, os estudos e o lazer. Assim, o que era reservado e pessoal tornou-se exposto, principalmente através de interações virtuais em que detalhes do espaço doméstico, como ruídos, desordem e aparências, ganharam visibilidade e passaram a compor o cenário das relações sociais e profissionais. Diante disso, a pesquisa buscou compreender como essas mudanças afetaram as percepções dos espaços domésticos, tomando como estudo de caso os moradores do Edifício Copan, em São Paulo. O objetivo foi investigar, de forma interdisciplinar, se e como a percepção desses moradores foi alterada em função das transformações impostas pela pandemia. Fundamentada na Psicologia do espaço, que defende que o comportamento humano resulta da interação entre pessoas e ambiente, a pesquisa analisou o impacto da convivência com a materialidade arquitetônica e as dinâmicas emocionais em um cenário de confinamento social. Realizada como uma pesquisa quali-quantitativa, o estudo utilizou questionários que foram aplicados a moradores do Edifício Copan que vivenciaram o período da pandemia em suas unidades habitacionais. Os procedimentos incluíram também uma ampla revisão bibliográfica, apoiada em autores como Delumeau (1989), Juhani Pallasmaa (2017, 2018, 2021), Carlos Lemos (2012, 2014), Nestor Goulart Reis Filho (1972), Gaston Bachelard (1978) e Steven Holl (2018). Esses referenciais teóricos sustentaram a análise das percepções dos moradores sobre as alterações nos usos, funções e significados dos espaços domésticos durante a pandemia. Os resultados confirmaram a hipótese inicial: ocorreram mudanças tanto na materialidade arquitetônica quanto na percepção dos moradores sobre o espaço doméstico. Essas alterações englobaram novas formas de ocupação, usos multifuncionais e ressignificação dos ambientes internos, evidenciando o impacto da pandemia na relação dos indivíduos com seus lares. Apesar de se tratar de um recorte populacional e habitacional específico, o estudo oferece subsídios importantes para compreender as dinâmicas entre arquitetura, cultura e percepção em contextos de crise.
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Apesar de se tratar de um recorte populacional e habitacional específico, o estudo oferece subsídios importantes para compreender as dinâmicas entre arquitetura, cultura e percepção em contextos de crise.CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de NívelUniversidade Presbiteriana Mackenzieespaços domésticosarquiteturaCOVID-19percepçãoSão PauloCopanA arquitetura e a necessidade de proteção: COVID-19 e percepções sobre o espaço doméstico do Copaninfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório Digital do Mackenzieinstname:Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)instacron:MACKENZIEinfo:eu-repo/semantics/openAccesshttp://lattes.cnpq.br/3627961063335220https://orcid.org/0000-0003-0651-913Xhttp://lattes.cnpq.br/2092532646835159https://orcid.org/0000-0001-7059-6282Lima, Ana Gabriela Godinhohttp://lattes.cnpq.br/2010070403291740https://orcid.org/0000-0003-2529-0596Regino, Aline Nassarallahttp://lattes.cnpq.br/4452429989433086https://orcid.org/0000-0003-1242-8832Luz, Vera SantanaQueiroz, Rodrigo Cristianohttp://lattes.cnpq.br/2708934593900531http://lattes.cnpq.br/4775884217993776https://orcid.org/0000-0001-6931-0574https://orcid.org/0000-0002-2938-3266Studying domestic spaces means exploring them through multiple perspectives, ranging from architectural aspects to emotional ones related to “inhabiting”. This study considers housing in its multiple dimensions – as home, house, or inhabitation – considering these terms as synonyms, at times. This investigation comprises both the physicality of spaces, that is, their architectural forms and functions; as well as cultural aspects related to inhabiting them, understanding that as an expression of the relationship between people and their environments. This analysis includes the way individuals perceive their personal spaces – what they call house, apartment or inhabitation – especially considering atypical contexts such as the COVID-19 pandemic. Domestic spaces reveal themselves as inter and transdisciplinary objects of study, particularly in contexts of crisis such as the pandemic, which deeply modified daily relationships with domestic environments. Throughout the pandemic, social isolation due to sanitary reasons transformed the uses and functions of spaces previously defined as exclusively intimate and private. These places started, then, incorporating public functions such as work, study and leisure. Thus, that which was reserved and personal became exposed, especially through virtual interactions in which details of domestic space such as noises, disorder and appearances gained visibility and became parts of social and professional relationships. As such, this research aims to understand how these changes affected perceptions of domestic spaces, focusing on dwellers of the Edifício Copan, in São Paulo, as a case study. Its goal was to investigate, in a transdisciplinary manner, if and how the perceptions of these dwellers were altered by the transformations imposed by the pandemic. Based on Spatial Psychology, which understands human behavior as a result of the interaction between people and environments, this research analyzed the impact of coexisting with architectural materiality and emotional dynamics in a scenario of social isolation. As a quali-quantitative research, this study applied questionnaires amongst residents of the Edíficio Copan who lived through the pandemic in their habitational units. Procedures also included a broad bibliographic review based on authors such as Delumeau (1989), Juhani Pallasmaa (2017, 2018, 2021), Carlos Lemos (2012, 2014), Nestor Goulart Reis Filho (1972), Gaston Bachelard (1978) and Steven Holl (2018). This theoretical framework supported the analysis of the inhabitants’ perceptions regarding the changes in uses, functions and meanings of domestic spaces during the pandemic. Results confirmed our initial hypothesis: significant changes occurred both in architectural materiality as well as in the dwellers’ perceptions of domestic space. These changes include new forms of occupying, multifunctionally using and re-signifying indoor environments, demonstrating the impact of the pandemic in the relationship between individuals and their homes. Despite its specific populational and habitational framing, this study offers insights into the dynamics between architecture, culture and perception in contexts of crisis.domestic spacesarchitectureCOVID-19perceptionSão PauloCopanBrasilFaculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)UPMArquitetura e UrbanismoCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ARQUITETURA E URBANISMOLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82269https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/28e07882-42ec-4ab8-9510-b00e468d8470/downloadf0d4931322d30f6d2ee9ebafdf037c16MD51falseAnonymousREADORIGINALMahayana Gaudencio..pdfMahayana Gaudencio..pdfapplication/pdf17632866https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/22dbc29d-4479-4686-a2d8-6844937cbd33/downloada82846a17920f068e45a2b6f2df132c0MD52trueAnonymousREADTHUMBNAILMahayana Gaudencio..pdf.jpgMahayana Gaudencio..pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2380https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/824ce219-7607-4e87-9d0e-b43a00c65a5f/download4bdb2cf7a2db68e7c78d4706215fd830MD53falseAnonymousREADTEXTMahayana Gaudencio..pdf.txtMahayana Gaudencio..pdf.txtExtracted texttext/plain103042https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/b3b0b1e7-8a60-4588-8952-af7b5d341763/downloadd3d48712bfab9e65187c48508f6882ecMD54falseAnonymousREAD10899/403092025-08-16T06:01:11.069333Zopen.accessoai:dspace.mackenzie.br:10899/40309https://dspace.mackenzie.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.mackenzie.br/jspui/PRIhttps://adelpha-api.mackenzie.br/server/oai/repositorio@mackenzie.br||paola.damato@mackenzie.bropendoar:102772025-08-16T06:01:11Repositório Digital do Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKPGJyPjxicj4KQ29tIG8gYWNlaXRlIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCB0cmFkdXppciAoY29uZm9ybWUgZGVmaW5pZG8gYWJhaXhvKSwgZS9vdSBkaXN0cmlidWlyIHNldSB0cmFiYWxobyAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vKSBwb3IgdG9kbyBvIG11bmRvIG5vIGZvcm1hdG8gaW1wcmVzc28gZSBlbGV0csO0bmljbyBlIGVtIHF1YWxxdWVyIG1laW8sIGluY2x1aW5kbyBvcyBmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgo8YnI+PGJyPgpBY2VpdGFuZG8gZXNzYSBsaWNlbsOnYSB2b2PDqiBjb25jb3JkYSBxdWUgYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgUHJlc2JpdGVyaWFuYSBNYWNrZW56aWUgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIHBhcmEgcXVhbHF1ZXIgbWVpbyBvdSBmb3JtYXRvIGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gcGFyYSBmaW5zIGRlIHNlZ3VyYW7Dp2EsIGJhY2stdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLgo8YnI+PGJyPgpDb25jb3JkYXLDoSBxdWUgc2V1IHRyYWJhbGhvIHRhbWLDqW0gc2Vyw6EgcmVnaWRvIHBlbGEgQ3JlYXRpdmUgQ29tbW9ucyBxdWUgTsODTyBwZXJtaXRlIG8gdXNvIGNvbWVyY2lhbCBvdSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBvYnJhIHBvciB0ZXJjZWlyb3MgY29uZm9ybWUgZGVzY3JpdG8gZW0gPGEgaHJlZj0iaHR0cHM6Ly9jcmVhdGl2ZWNvbW1vbnMub3JnL2xpY2Vuc2VzL2J5LW5jLW5kLzQuMC8iIHRhcmdldD0iX2JsYW5rIj5odHRwczovL2NyZWF0aXZlY29tbW9ucy5vcmcvbGljZW5zZXMvYnktbmMtbmQvNC4wLzwvYT4uCjxicj48YnI+ClZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIHNldSB0cmFiYWxobyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgbmluZ3XDqW0uCjxicj48YnI+CkNhc28gbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIMOgIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgZGUgcHJvcHJpZWRhZGUgZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3Ugbm8gY29udGXDumRvIGRvIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmEgZGVwb3NpdGFkby4KPGJyPjxicj4KQ0FTTyBPIFRSQUJBTEhPIE9SQSBERVBPU0lUQURPIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTyBRVUUgTsODTyBTRUpBIEEgVU5JVkVSU0lEQURFIFBSRVNCSVRFUklBTkEgTUFDS0VOWklFLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETy4KPGJyPjxicj4KQSBVbml2ZXJzaWRhZGUgUHJlc2JpdGVyaWFuYSBNYWNrZW56aWUgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgbyBzZXUgbm9tZSAocykgb3UgbyhzKSBub21lKHMpIGRvKHMpIGRldGVudG9yKGVzKSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvLCBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==
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