Papel preditivo da sensibilidade materna na resposta neural infantil ao toque materno
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/41587 |
Resumo: | O toque é uma das principais formas de comunicação utilizada na relação mãe-bebê. Além disso, a qualidade dessa relação – inclusive das experiências de estimulação tátil vivenciadas - têm impactos no desenvolvimento infantil durante o primeiro ano de vida. Dentre os diferentes indicadores da qualidade da relação mãe-bebê, a sensibilidade materna - caracterizada pela resposta adequada e contingente às necessidades/sinalizações do bebê - emerge como uma variável amplamente estudada, cuja importância vem sendo validada em múltiplas pesquisas. Estudo anterior realizado por uma equipe colaboradora encontrou uma associação entre sensibilidade materna aos 7 meses e a resposta neural de bebês de 12 meses à estimulação tátil aplicada com pincel – mais concretamente, que menor sensibilidade estava associada a maior ativação cortical nas regiões somatossensoriais e temporais em idade posterior (Mateus et al. 2021). Porém, permanece por explorar a associação entre este indicador da qualidade da relação mãe-bebê e a resposta neural do bebê ao toque materno, realizado com a mão. O presente estudo busca assim avaliar a associação entre a sensibilidade materna (6 meses) e a resposta neural dos bebês (10 meses) ao toque materno. A amostra foi composta por 35 bebês e suas mães, avaliados longitudinalmente: aos 6 meses de idade, na qual a sensibilidade materna foi analisada pela Escala de Sensibilidade Materna de Ainsworth, aplicada a episódios de interação mãe-bebê de 9 minutos; e aos 10 meses, onde as respostas neurais dos bebês ao toque (aparentemente) materno foram coletadas com a Espectroscopia Funcional de Infravermelho Próximo (fNIRS). Foram realizadas análises descritivas, correlação de Spearman e de Regressão Linear utilizando o programa Jamovi (2.3.28) com p < .05 como nível de significância. Foi encontrado que quanto maior a classificação na escala de sensibilidade materna a mãe tinha, maiores eram as ativações neurais infantis ao toque percebido como materno na região temporal. O modelo de regressão proposto sobre a sensibilidade materna explica 10.1% da variância na ativação neural infantil, sendo a sensibilidade materna um preditor marginalmente significativo. Os resultados do trabalho contribuem para o avanço da compreensão sobre as conexões entre o processamento neural de estímulos sócio-emocionais e as interações mãe-bebê ao reforçar a ideia de que a qualidade da relação mãe-bebê não se restringe ao fator comportamental, mas também tem o potencial de impactar processos neurais que sustentam o desenvolvimento socioemocional nos primeiros anos de vida. Com este trabalho, espera-se expandir a compreensão da relação entre o comportamento materno e o processamento do toque social na primeiríssima infância. |
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Francischelli, Isabella GerminhasiOsório, Ana Alexandra Caldas2025-12-15T19:20:48Z2025-11-18https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/41587O toque é uma das principais formas de comunicação utilizada na relação mãe-bebê. Além disso, a qualidade dessa relação – inclusive das experiências de estimulação tátil vivenciadas - têm impactos no desenvolvimento infantil durante o primeiro ano de vida. Dentre os diferentes indicadores da qualidade da relação mãe-bebê, a sensibilidade materna - caracterizada pela resposta adequada e contingente às necessidades/sinalizações do bebê - emerge como uma variável amplamente estudada, cuja importância vem sendo validada em múltiplas pesquisas. Estudo anterior realizado por uma equipe colaboradora encontrou uma associação entre sensibilidade materna aos 7 meses e a resposta neural de bebês de 12 meses à estimulação tátil aplicada com pincel – mais concretamente, que menor sensibilidade estava associada a maior ativação cortical nas regiões somatossensoriais e temporais em idade posterior (Mateus et al. 2021). Porém, permanece por explorar a associação entre este indicador da qualidade da relação mãe-bebê e a resposta neural do bebê ao toque materno, realizado com a mão. O presente estudo busca assim avaliar a associação entre a sensibilidade materna (6 meses) e a resposta neural dos bebês (10 meses) ao toque materno. A amostra foi composta por 35 bebês e suas mães, avaliados longitudinalmente: aos 6 meses de idade, na qual a sensibilidade materna foi analisada pela Escala de Sensibilidade Materna de Ainsworth, aplicada a episódios de interação mãe-bebê de 9 minutos; e aos 10 meses, onde as respostas neurais dos bebês ao toque (aparentemente) materno foram coletadas com a Espectroscopia Funcional de Infravermelho Próximo (fNIRS). Foram realizadas análises descritivas, correlação de Spearman e de Regressão Linear utilizando o programa Jamovi (2.3.28) com p < .05 como nível de significância. Foi encontrado que quanto maior a classificação na escala de sensibilidade materna a mãe tinha, maiores eram as ativações neurais infantis ao toque percebido como materno na região temporal. O modelo de regressão proposto sobre a sensibilidade materna explica 10.1% da variância na ativação neural infantil, sendo a sensibilidade materna um preditor marginalmente significativo. Os resultados do trabalho contribuem para o avanço da compreensão sobre as conexões entre o processamento neural de estímulos sócio-emocionais e as interações mãe-bebê ao reforçar a ideia de que a qualidade da relação mãe-bebê não se restringe ao fator comportamental, mas também tem o potencial de impactar processos neurais que sustentam o desenvolvimento socioemocional nos primeiros anos de vida. Com este trabalho, espera-se expandir a compreensão da relação entre o comportamento materno e o processamento do toque social na primeiríssima infância.FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Pauloporengtoque maternosensibilidade maternafNIRSPapel preditivo da sensibilidade materna na resposta neural infantil ao toque maternoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Digital do Mackenzieinstname:Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)instacron:MACKENZIEinfo:eu-repo/semantics/openAccesshttp://lattes.cnpq.br/9011606474221997https://orcid.org/0000-0002-1692-4609http://lattes.cnpq.br/6054838465831593https://orcid.org/0000-0002-1594-4552Mateus , Vera Lúcia Esteveshttp://lattes.cnpq.br/8252029493314057https://orcid.org/0000-0001-8762-3056Maruyama , Jéssica Mayumihttp://lattes.cnpq.br/3290800852728020https://orcid.org/0000-0002-7756-5806Touch is one of the main forms of communication used in the mother–infant relationship. Moreover, the quality of this relationship — including the tactile stimulation experiences involved — has an impact on infant development during the first year of life. Among the different indicators of the quality of the mother–infant relationship, maternal sensitivity—characterized by an adequate and contingent response to the infant’s needs and signals—emerges as a widely studied variable whose importance has been validated in multiple studies. A previous study conducted by a collaborating research team found an association between maternal sensitivity at 7 months and infants’ neural responses at 12 months to tactile stimulation applied with a brush — more specifically, lower maternal sensitivity was associated with greater cortical activation in somatosensory and temporal regions at a later age (Mateus et al. 2021). However, the association between this indicator of mother–infant relationship quality and infants’ neural responses to maternal touch, performed with a human hand, remains unexplored. The present study therefore aims to evaluate the association between maternal sensitivity (6 months) and infants’ neural responses (10 months) to maternal touch. The sample consisted of 35 infants and their mothers, assessed longitudinally: at 6 months of age, maternal sensitivity was analyzed using Ainsworth’s Maternal Sensitivity Scale, applied to 9-minute mother–infant interaction episodes; and at 10 months, infants’ neural responses to (apparently) maternal touch were collected using Functional Near-Infrared Spectroscopy (fNIRS). Descriptive analyses, Spearman correlations, and Linear Regression were performed using Jamovi software (version 2.3.28), with p < .05 as the significance level. Results showed that higher scores on the maternal sensitivity scale were associated with greater infant neural activation in the temporal region in response to touch perceived as maternal. The proposed regression model explained 10.1% of the variance in infants’ neural activation, with maternal sensitivity being a marginally significant predictor. These findings contribute to advancing the understanding of the links between neural processing of socio-emotional stimuli and mother–infant interactions, reinforcing the idea that the quality of the mother–infant relationship is not limited to behavioral aspects but also has the potential to influence neural processes that support socioemotional development in the first year of life. This study thus aims to expand the understanding of the relationship between maternal behavior and the processing of social touch in early infancy.maternal touchmaternal sensitivityfNIRSCentro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS)Ciências do Desenvolvimento HumanoCIENCIAS BIOLOGICASORIGINALIsabella Germinhasi.pdfIsabella Germinhasi.pdfapplication/pdf5338721https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/829b8ce6-f6f3-4a14-af67-88150e0f33a6/downloadd15894a681fa9a0f43d9bd731e4f7854MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82207https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/c2de8733-2cab-4403-a2d4-d4191d0cdc31/downloada092685f5fe02015fe6064807ee8feefMD52falseAnonymousREADTEXTIsabella Germinhasi.pdf.txtIsabella Germinhasi.pdf.txtExtracted texttext/plain88020https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/438a09ce-87c4-46fc-9b9b-8568d2096ccb/download44db48bb019d1978f64b8d50e285d683MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILIsabella Germinhasi.pdf.jpgIsabella Germinhasi.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2853https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/868b1aab-d92b-4367-ad25-8f3d2af7be66/download0e50298dc5207527c73356fa7baad9e3MD54falseAnonymousREAD10899/415872025-12-16T06:03:00.431541Zopen.accessoai:dspace.mackenzie.br:10899/41587https://dspace.mackenzie.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.mackenzie.br/jspui/PRIhttps://adelpha-api.mackenzie.br/server/oai/repositorio@mackenzie.br||paola.damato@mackenzie.bropendoar:102772025-12-16T06:03Repositório Digital do Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBvIGFjZWl0ZSBkZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgdm9jw6ogKG8gYXV0b3IgKGVzKSBvdSBvIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yKSBjb25jZWRlIMOgIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBvIGRpcmVpdG8gbsOjby1leGNsdXNpdm8gZGUgcmVwcm9kdXppciwgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBzZXUgdHJhYmFsaG8gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIGUgZWxldHLDtG5pY28gZSBlbSBxdWFscXVlciBtZWlvLCBpbmNsdWluZG8gb3MgZm9ybWF0b3Mgw6F1ZGlvIG91IHbDrWRlby4KQWNlaXRhbmRvIGVzc2EgbGljZW7Dp2Egdm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBvIHNldSB0cmFiYWxobyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byBlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KQ29uY29yZGFyw6EgcXVlIHNldSB0cmFiYWxobyB0YW1iw6ltIHNlcsOhIHJlZ2lkbyBwZWxhIENyZWF0aXZlIENvbW1vbnMgcXVlIE7Dg08gcGVybWl0ZSBvIHVzbyBjb21lcmNpYWwgb3UgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28gZGEgb2JyYSBwb3IgdGVyY2Vpcm9zIGNvbmZvcm1lIGRlc2NyaXRvIGVtIDxhIGhyZWY9Imh0dHBzOi8vY3JlYXRpdmVjb21tb25zLm9yZy9saWNlbnNlcy9ieS1uYy1uZC80LjAvIiB0YXJnZXQ9Il9ibGFuayI+aHR0cHM6Ly9jcmVhdGl2ZWNvbW1vbnMub3JnL2xpY2Vuc2VzL2J5LW5jLW5kLzQuMC88L2E+LgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBzZXUgdHJhYmFsaG8gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIERlY2xhcmEgdGFtYsOpbSBxdWUgbyBkZXDDs3NpdG8gZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgpDYXNvIG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIGNvbnRlbmhhIG1hdGVyaWFsIHF1ZSB2b2PDqiBuw6NvIHBvc3N1aSBhIHRpdHVsYXJpZGFkZSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMsIHZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIG9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgUHJlc2JpdGVyaWFuYSBNYWNrZW56aWUgb3MgZGlyZWl0b3MgYXByZXNlbnRhZG9zIG5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIG91IG5vIGNvbnRlw7pkbyBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JhIGRlcG9zaXRhZG8uCkNBU08gTyBUUkFCQUxITyBPUkEgREVQT1NJVEFETyBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyBPUkdBTklTTU8gUVVFIE7Dg08gU0VKQSBBIFVOSVZFUlNJREFERSBQUkVTQklURVJJQU5BIE1BQ0tFTlpJRSwgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPIENPTU8gVEFNQsOJTSBBUyBERU1BSVMgT0JSSUdBw4fDlUVTIEVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCkEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRvIHNldSB0cmFiYWxobywgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBhbMOpbSBkYXF1ZWxhcyBjb25jZWRpZGFzIHBvciBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLgo= |
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