Preditores de crenças em teorias conspiratórias relacionadas à Covid-19 em amostra brasileira quilombola e não quilombola
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | A pandemia da COVID-19, como evento de grande impacto socioeconômico, propiciou um ambiente fértil para surgirem teorias conspiratórias (TCs). Essas teorias, em grande parte, atribuíram a pandemia à ação de grupos secretos e poderosos com objetivos egoístas ou maléficos, geralmente em detrimento de grupos com que os adeptos das TCs se identificam. As crenças em TCs representaram um risco à prevenção da doença, uma vez que foram associadas à menor aderência às medidas preventivas, como uso de máscaras, distanciamento social e vacinação. Uma solução para evitar a propagação de TCs é entender os seus preditores psicológicos e sociais, o que pode ajudar a implementar intervenções mais eficazes. Além disso, a maioria dos estudos nessa área foi realizada com amostras WEIRD (acrônimo anglicista para “Ocidentais, Escolarizadas, Industriais, Ricas e Democráticas”), sendo essencial investigar se há diferença nos preditores dessas teorias entre amostras WEIRD e não-WEIRD. A partir disso, este estudo buscou explorar preditores de crenças em TCs relacionadas à COVID-19, a partir de duas amostras brasileiras, uma quilombola (GQ) e outra não quilombola (GNQ). Nos dois grupos, foram analisadas características psicológicas e sociais (por exemplo, ideologia política, identidade nacional, narcisismo individual e coletivo, abertura de mente, engajamento em pensamento analítico), bem como características demográficas (idade e sexo) que poderiam predizer a crença em TCs. Foram coletados dados de brasileiros quilombolas (n = 163) e não quilombolas (n = 1.719), de ambos os sexos. Usando um modelo de regressão linear forward stepwise, com o GQ como intercepto, os resultados mostraram efeito estatisticamente significativo positivo para idade, narcisismo (individual e coletivo) e ideologia política de direita. Isso sugere que, quanto maior a idade e os escores de narcisismo individual e coletivo, e quanto mais à direita a ideologia, maior a probabilidade de crença em TCs relacionadas à COVID-19. Por outro lado, encontrou-se um efeito significativo negativo para pensamento analítico e abertura de mente, indicando que maiores escores nesses aspectos reduzem a probabilidade da crença em TCs. Adicionalmente, uma análise exploratória identificou potencial interação entre abertura da mente e ideologia política, sugerindo potencial moderação da abertura da mente sobre a ideologia política e as crenças em TCs. Com base nos resultados, concluiu-se que ser quilombola aumentou significativamente a crença em TCs durante a pandemia. Esses resultados alinham-se à literatura, que prevê maior predisposição à crença em TCs em grupos historicamente marginalizados, economicamente desprivilegiados e menos escolarizados. Este estudo contribui também para destacar a heterogeneidade populacional brasileira, reforçando a necessidade de maior atenção às populações frequentemente não acessadas por pesquisas científicas. Além disso, contribui para o emergente campo de estudos sobre a influência de fatores identitários e histórico-culturais na modulação da suscetibilidade à crença em TCs, em diferentes populações. |
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Barbosa, Ana Luísa de FreitasBoggio, Paulo Sérgio2024-03-26T12:55:07Z2024-03-26T12:55:07Z2024-02-24https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/38259A pandemia da COVID-19, como evento de grande impacto socioeconômico, propiciou um ambiente fértil para surgirem teorias conspiratórias (TCs). Essas teorias, em grande parte, atribuíram a pandemia à ação de grupos secretos e poderosos com objetivos egoístas ou maléficos, geralmente em detrimento de grupos com que os adeptos das TCs se identificam. As crenças em TCs representaram um risco à prevenção da doença, uma vez que foram associadas à menor aderência às medidas preventivas, como uso de máscaras, distanciamento social e vacinação. Uma solução para evitar a propagação de TCs é entender os seus preditores psicológicos e sociais, o que pode ajudar a implementar intervenções mais eficazes. Além disso, a maioria dos estudos nessa área foi realizada com amostras WEIRD (acrônimo anglicista para “Ocidentais, Escolarizadas, Industriais, Ricas e Democráticas”), sendo essencial investigar se há diferença nos preditores dessas teorias entre amostras WEIRD e não-WEIRD. A partir disso, este estudo buscou explorar preditores de crenças em TCs relacionadas à COVID-19, a partir de duas amostras brasileiras, uma quilombola (GQ) e outra não quilombola (GNQ). Nos dois grupos, foram analisadas características psicológicas e sociais (por exemplo, ideologia política, identidade nacional, narcisismo individual e coletivo, abertura de mente, engajamento em pensamento analítico), bem como características demográficas (idade e sexo) que poderiam predizer a crença em TCs. Foram coletados dados de brasileiros quilombolas (n = 163) e não quilombolas (n = 1.719), de ambos os sexos. Usando um modelo de regressão linear forward stepwise, com o GQ como intercepto, os resultados mostraram efeito estatisticamente significativo positivo para idade, narcisismo (individual e coletivo) e ideologia política de direita. Isso sugere que, quanto maior a idade e os escores de narcisismo individual e coletivo, e quanto mais à direita a ideologia, maior a probabilidade de crença em TCs relacionadas à COVID-19. Por outro lado, encontrou-se um efeito significativo negativo para pensamento analítico e abertura de mente, indicando que maiores escores nesses aspectos reduzem a probabilidade da crença em TCs. Adicionalmente, uma análise exploratória identificou potencial interação entre abertura da mente e ideologia política, sugerindo potencial moderação da abertura da mente sobre a ideologia política e as crenças em TCs. Com base nos resultados, concluiu-se que ser quilombola aumentou significativamente a crença em TCs durante a pandemia. Esses resultados alinham-se à literatura, que prevê maior predisposição à crença em TCs em grupos historicamente marginalizados, economicamente desprivilegiados e menos escolarizados. Este estudo contribui também para destacar a heterogeneidade populacional brasileira, reforçando a necessidade de maior atenção às populações frequentemente não acessadas por pesquisas científicas. Além disso, contribui para o emergente campo de estudos sobre a influência de fatores identitários e histórico-culturais na modulação da suscetibilidade à crença em TCs, em diferentes populações.CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de NívelCNPQ - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológicoteorias da conspiraçãoCOVID-19quilombolaspensamento analíticonarcisismo coletivoPreditores de crenças em teorias conspiratórias relacionadas à Covid-19 em amostra brasileira quilombola e não quilombolainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório Digital do Mackenzieinstname:Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)instacron:MACKENZIEinfo:eu-repo/semantics/openAccesshttp://lattes.cnpq.br/0659408656635728http://lattes.cnpq.br/7243119254409520https://orcid.org/0000-0002-9383-2679Macedo, Elizeu Coutinho dehttp://lattes.cnpq.br/0683719309513445http://lattes.cnpq.br/0683719309513445Rodrigues, Ronaldo Pilatihttp://lattes.cnpq.br/3025261458644097http://lattes.cnpq.br/3025261458644097Coelho, Marilia Lira da SilveiraRêgo, Gabriel Gaudenciodohttp://lattes.cnpq.br/4256854832262700http://lattes.cnpq.br/6963794372410513https://orcid.org/0000-0001-9309-5587https://orcid.org/0000-0003-3304-4723The COVID-19 pandemic, as a major socioeconomic event, has created a fertile environment for the emergence of conspiracy theories (CTs). These theories, for the most part, attributed the pandemic to the actions of secretive and powerful groups with selfish or malevolent objectives, usually to the detriment of groups with which CT followers identify. Beliefs in CTs represented a risk for disease prevention, as they were associated with lower adherence to preventive measures such as mask wearing, social distancing, and vaccination. One solution to prevent the spread of CTs is to understand their psychological and social predictors, which can help implement more effective interventions in the future. In addition, most studies in this area have been conducted with WEIRD samples (Western, Educated, Industrialized, Rich, and Democratic), so it is essential to investigate whether there is a difference in the predictors of these theories between WEIRD and non-WEIRD samples. From this perspective, this study sought to explore predictors of beliefs in COVID-19 related CTs, comparing a sample of urban Brazilian participants with participants from the quilombola ethnic-racial group. In both groups, psychological and social characteristics (for example, political ideology, national identity, individual and collective narcissism traits, open-mindedness, engagement in analytical thinking), as well as demographic characteristics (age and gender) that could be predictors of CTs were analyzed. Data was collected from quilombola (n = 163) and non-quilombola Brazilians (n = 1,719), of both genders. Using a forward stepwise linear regression model, with ‘group’ (quilombola) as the intercept, the results showed a statistically significant positive effect for age, individual narcissism, collective narcissism, and political ideology. This suggests that the higher the age and the scores of individual and collective narcissisms, and the more right-wing the ideology, the greater the likelihood of belief in COVID-19 related CTs. On the other hand, a significant negative effect was found for analytical thinking and open-mindedness, indicating that higher scores in these aspects reduce the likelihood of belief in CTs. Additionally, an exploratory analysis identified a potential interaction between open-mindedness and political ideology, suggesting a possible moderation of ideology in the relationship between open-mindedness and beliefs in CTs. Based on the results, it was concluded that being quilombola significantly increased the belief in CTs during the pandemic. These results are aligned with the literature, which predicts a higher predisposition to belief in CTs in historically marginalized, poor, and less educated groups. This study also contributes to highlighting the Brazilian population's heterogeneity, underscoring the need for greater attention to populations often not reached by scientific research. Moreover, it contributes to the emerging field of studies on the influence of identity and historical-cultural factors in modulating susceptibility to CTs, in different demographic groups.conspiracy theoriesCOVID-19quilombolasanalytical thinkingcollective narcissismCentro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS)Ciências do Desenvolvimento HumanoCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA COGNITIVAORIGINALANA LUISA DE FREITAS BARBOSA.pdfANA LUISA DE FREITAS BARBOSA.pdfapplication/pdf3617543https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/ccfb870f-bd2b-4d8e-baaf-8c1922dd150b/download7df72c89e8f3f3e6ef47be8fb1cfee1bMD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82269https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/2f604c08-48c0-47a5-b924-f22f5bd3337e/downloadf0d4931322d30f6d2ee9ebafdf037c16MD52falseAnonymousREADTEXTANA LUISA DE FREITAS BARBOSA.pdf.txtANA LUISA DE FREITAS BARBOSA.pdf.txtExtracted texttext/plain323559https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/34781c27-bc3d-4097-8a12-f91862608f91/download59c7c473cefa8744d12b2d19f84648c8MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILANA LUISA DE FREITAS BARBOSA.pdf.jpgANA LUISA DE FREITAS BARBOSA.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2488https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/af059526-1a93-496c-bcf1-93d605913f68/downloadc3a25149f1fc20367eddc79d9dce747dMD54falseAnonymousREAD10899/382592024-03-27T06:00:40.768Zopen.accessoai:dspace.mackenzie.br:10899/38259https://dspace.mackenzie.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.mackenzie.br/jspui/PRIhttps://adelpha-api.mackenzie.br/server/oai/repositorio@mackenzie.br||paola.damato@mackenzie.bropendoar:102772024-03-27T06:00:40Repositório Digital do Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKPGJyPjxicj4KQ29tIG8gYWNlaXRlIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCB0cmFkdXppciAoY29uZm9ybWUgZGVmaW5pZG8gYWJhaXhvKSwgZS9vdSBkaXN0cmlidWlyIHNldSB0cmFiYWxobyAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vKSBwb3IgdG9kbyBvIG11bmRvIG5vIGZvcm1hdG8gaW1wcmVzc28gZSBlbGV0csO0bmljbyBlIGVtIHF1YWxxdWVyIG1laW8sIGluY2x1aW5kbyBvcyBmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgo8YnI+PGJyPgpBY2VpdGFuZG8gZXNzYSBsaWNlbsOnYSB2b2PDqiBjb25jb3JkYSBxdWUgYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgUHJlc2JpdGVyaWFuYSBNYWNrZW56aWUgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIHBhcmEgcXVhbHF1ZXIgbWVpbyBvdSBmb3JtYXRvIGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gcGFyYSBmaW5zIGRlIHNlZ3VyYW7Dp2EsIGJhY2stdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLgo8YnI+PGJyPgpDb25jb3JkYXLDoSBxdWUgc2V1IHRyYWJhbGhvIHRhbWLDqW0gc2Vyw6EgcmVnaWRvIHBlbGEgQ3JlYXRpdmUgQ29tbW9ucyBxdWUgTsODTyBwZXJtaXRlIG8gdXNvIGNvbWVyY2lhbCBvdSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBvYnJhIHBvciB0ZXJjZWlyb3MgY29uZm9ybWUgZGVzY3JpdG8gZW0gPGEgaHJlZj0iaHR0cHM6Ly9jcmVhdGl2ZWNvbW1vbnMub3JnL2xpY2Vuc2VzL2J5LW5jLW5kLzQuMC8iIHRhcmdldD0iX2JsYW5rIj5odHRwczovL2NyZWF0aXZlY29tbW9ucy5vcmcvbGljZW5zZXMvYnktbmMtbmQvNC4wLzwvYT4uCjxicj48YnI+ClZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIHNldSB0cmFiYWxobyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgbmluZ3XDqW0uCjxicj48YnI+CkNhc28gbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIMOgIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgZGUgcHJvcHJpZWRhZGUgZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3Ugbm8gY29udGXDumRvIGRvIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmEgZGVwb3NpdGFkby4KPGJyPjxicj4KQ0FTTyBPIFRSQUJBTEhPIE9SQSBERVBPU0lUQURPIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTyBRVUUgTsODTyBTRUpBIEEgVU5JVkVSU0lEQURFIFBSRVNCSVRFUklBTkEgTUFDS0VOWklFLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETy4KPGJyPjxicj4KQSBVbml2ZXJzaWRhZGUgUHJlc2JpdGVyaWFuYSBNYWNrZW56aWUgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgbyBzZXUgbm9tZSAocykgb3UgbyhzKSBub21lKHMpIGRvKHMpIGRldGVudG9yKGVzKSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvLCBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg== |
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A pandemia da COVID-19, como evento de grande impacto socioeconômico, propiciou um ambiente fértil para surgirem teorias conspiratórias (TCs). Essas teorias, em grande parte, atribuíram a pandemia à ação de grupos secretos e poderosos com objetivos egoístas ou maléficos, geralmente em detrimento de grupos com que os adeptos das TCs se identificam. As crenças em TCs representaram um risco à prevenção da doença, uma vez que foram associadas à menor aderência às medidas preventivas, como uso de máscaras, distanciamento social e vacinação. Uma solução para evitar a propagação de TCs é entender os seus preditores psicológicos e sociais, o que pode ajudar a implementar intervenções mais eficazes. Além disso, a maioria dos estudos nessa área foi realizada com amostras WEIRD (acrônimo anglicista para “Ocidentais, Escolarizadas, Industriais, Ricas e Democráticas”), sendo essencial investigar se há diferença nos preditores dessas teorias entre amostras WEIRD e não-WEIRD. A partir disso, este estudo buscou explorar preditores de crenças em TCs relacionadas à COVID-19, a partir de duas amostras brasileiras, uma quilombola (GQ) e outra não quilombola (GNQ). Nos dois grupos, foram analisadas características psicológicas e sociais (por exemplo, ideologia política, identidade nacional, narcisismo individual e coletivo, abertura de mente, engajamento em pensamento analítico), bem como características demográficas (idade e sexo) que poderiam predizer a crença em TCs. Foram coletados dados de brasileiros quilombolas (n = 163) e não quilombolas (n = 1.719), de ambos os sexos. Usando um modelo de regressão linear forward stepwise, com o GQ como intercepto, os resultados mostraram efeito estatisticamente significativo positivo para idade, narcisismo (individual e coletivo) e ideologia política de direita. Isso sugere que, quanto maior a idade e os escores de narcisismo individual e coletivo, e quanto mais à direita a ideologia, maior a probabilidade de crença em TCs relacionadas à COVID-19. Por outro lado, encontrou-se um efeito significativo negativo para pensamento analítico e abertura de mente, indicando que maiores escores nesses aspectos reduzem a probabilidade da crença em TCs. Adicionalmente, uma análise exploratória identificou potencial interação entre abertura da mente e ideologia política, sugerindo potencial moderação da abertura da mente sobre a ideologia política e as crenças em TCs. Com base nos resultados, concluiu-se que ser quilombola aumentou significativamente a crença em TCs durante a pandemia. Esses resultados alinham-se à literatura, que prevê maior predisposição à crença em TCs em grupos historicamente marginalizados, economicamente desprivilegiados e menos escolarizados. Este estudo contribui também para destacar a heterogeneidade populacional brasileira, reforçando a necessidade de maior atenção às populações frequentemente não acessadas por pesquisas científicas. Além disso, contribui para o emergente campo de estudos sobre a influência de fatores identitários e histórico-culturais na modulação da suscetibilidade à crença em TCs, em diferentes populações. |
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