O crime contra crianças no Cidade Alerta: arquiteturas discursivas e estereótipos sociais
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Universidade Presbiteriana Mackenzie
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/42092 |
Resumo: | Este trabalho faz uma análise do discurso sobre a criminalidade construído por um telejornal do gênero de jornalismo policial. O grande número de visualizações obtido pelo canal do programa Cidade Alerta, da Rede Record de Televisão, confirma que o enunciador desse programa consegue manter o canal de comunicação aberto com seu enunciatário, o que aumenta suas chances de persuasão. Interessados nessa eficácia discursiva, nossa análise se volta para as estratégias discursivas empregadas para garantir esse sucesso. Em vídeos curtos, as reportagens do Cidade Alerta apresentam um espetáculo do cotidiano e configuram, como conjunto, um macroenunciado que pode ser estudado do ponto de vista textual e discursivo. Para destrinchar esse grande enunciado, selecionamos um corpus composto de 128 reportagens sobre o crime contra crianças. Nesse espetáculo cenográfico, o enfoque na brutalidade do crime é uma grande fonte de engajamento e, como tal, recebe um revestimento figurativo recorrente. Essas recorrências permitem enxergar que o programa, através da figurativização, vai construindo uma “cara” para a abstração que é o crime. A proposta teórico-metodológica da semiótica discursiva nos ajuda a olhar para elementos concretizados no discurso, como os espaços e atores, e como estes revelam a existência de estereótipos sociais no discurso do Cidade Alerta. Mostramos como figuras e atores se articulam em um tema abstrato central, que é o caos. Nessa arquitetura discursiva, analisamos, com o uso do percurso gerativo de sentido, os diferentes níveis de construção do sentido que consolidam crenças estereotipadas sobre as subjetividades periféricas e justificam, no discurso do Cidade Alerta, o uso da punição rigorosa e violenta como a única forma válida de combate ao crime. Nessa configuração, são identificados discursos intolerantes, redutores e racistas que são justificados como parte de uma construção de efeito de sentido de objetividade jornalística, em que a fonte enunciadora emprega mecanismos enunciativos para se aproximar e se afastar do enunciatário quando mais conveniente para sua argumentação. Com esta análise esperamos contribuir com o estudo linguístico de identificação de discursos midiáticos intolerantes. |
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Silva, Rafael Santos daDemuru , Paolo2026-04-09T17:33:43Z2026-02-05https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/42092Este trabalho faz uma análise do discurso sobre a criminalidade construído por um telejornal do gênero de jornalismo policial. O grande número de visualizações obtido pelo canal do programa Cidade Alerta, da Rede Record de Televisão, confirma que o enunciador desse programa consegue manter o canal de comunicação aberto com seu enunciatário, o que aumenta suas chances de persuasão. Interessados nessa eficácia discursiva, nossa análise se volta para as estratégias discursivas empregadas para garantir esse sucesso. Em vídeos curtos, as reportagens do Cidade Alerta apresentam um espetáculo do cotidiano e configuram, como conjunto, um macroenunciado que pode ser estudado do ponto de vista textual e discursivo. Para destrinchar esse grande enunciado, selecionamos um corpus composto de 128 reportagens sobre o crime contra crianças. Nesse espetáculo cenográfico, o enfoque na brutalidade do crime é uma grande fonte de engajamento e, como tal, recebe um revestimento figurativo recorrente. Essas recorrências permitem enxergar que o programa, através da figurativização, vai construindo uma “cara” para a abstração que é o crime. A proposta teórico-metodológica da semiótica discursiva nos ajuda a olhar para elementos concretizados no discurso, como os espaços e atores, e como estes revelam a existência de estereótipos sociais no discurso do Cidade Alerta. Mostramos como figuras e atores se articulam em um tema abstrato central, que é o caos. Nessa arquitetura discursiva, analisamos, com o uso do percurso gerativo de sentido, os diferentes níveis de construção do sentido que consolidam crenças estereotipadas sobre as subjetividades periféricas e justificam, no discurso do Cidade Alerta, o uso da punição rigorosa e violenta como a única forma válida de combate ao crime. 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Com esta análise esperamos contribuir com o estudo linguístico de identificação de discursos midiáticos intolerantes.CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de NívelUniversidade Presbiteriana Mackenziesemióticaestereótiposcrençasdiscurso intoleranteO crime contra crianças no Cidade Alerta: arquiteturas discursivas e estereótipos sociaisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório Digital do Mackenzieinstname:Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)instacron:MACKENZIEinfo:eu-repo/semantics/openAccesshttp://lattes.cnpq.br/1827579292867005https://orcid.org/0000-0003-1559-9530http://lattes.cnpq.br/9706052515924371Barros , Diana Luz Pessoa dehttp://lattes.cnpq.br/4742321400577426https://orcid.org/0000-0001-5182-6767Macedo , Marcos CarvalhoThis paper analyzes the discourse on criminality constructed by a television newscast belonging to the genre of police journalism. The large number of views achieved by the Cidade Alerta program’s channel, broadcast by Rede Record Television, confirms that the enunciator of the program succeeds in keeping the channel of communication open with its enunciative counterpart, thus increasing its persuasive potential. Interested in the discursive effectiveness, our analysis focuses on the discursive strategies employed to ensure such success. In short videos, Cidade Alerta reports present a spectacle of everyday life and constitute a macro utterance when taken as a whole that can be examined from both textual and discursive perspectives. To segment this macro-utterance, we selected a corpus consisting of 128 reports on crimes against children. Within this everyday life spectacle, the emphasis on the brutality of crime is a major source of engagement and, as such, receives a recurring figurative treatment. These recurrences reveal that the program gradually constructs a “face” for the abstraction that is crime using a figurative process. The theoretical and methodological framework of the French semiotics allows us to examine concrete elements realized in discourse, such as spaces and actors, and how these reveal the presence of social stereotypes in Cidade Alerta’s discourse. We show how figures such as abandoned urban areas, unfinished houses, unpaved and poorly lit streets, as well as actors such as father, mother, and child, are articulated around a central abstract theme: chaos. Within this discursive architecture, we analyze the different levels of meaning construction that consolidate stereotyped beliefs about the subjectivities belonging to the poor urban areas and justify in Cidade Alerta’s discourse the use of harsh and violent punishment as the only valid means of combating crime. In this configuration, intolerant, reductive, and racist discourses are identified and justified as part of a meaning making process that produces an effect of journalistic objectivity, in which the enunciating source employs enunciative mechanisms to draw closer to or distance itself from the spectator whenever it best serves its argumentative purposes. Through this analysis, we hope to contribute to linguistic studies aimed at identifying intolerant media discourses.semioticsstereotypesbeliefsintolerant discourseBrasilCentro de Comunicação e Letras (CCL)UPMLetrasLINGUISTICA, LETRAS E ARTESLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82207https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/0bf5af2f-3066-4ecf-a2c2-95872adee007/downloada092685f5fe02015fe6064807ee8feefMD51falseAnonymousREADORIGINALRafael Santos da Silva....pdfRafael Santos da Silva....pdfapplication/pdf2503642https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/1d834676-7c28-4098-818d-4c6e2c1e7960/download05a0e89fcbc023416606029adf4bce95MD52trueAnonymousREADTEXTRafael Santos da Silva....pdf.txtRafael Santos da Silva....pdf.txtExtracted texttext/plain103159https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/627ecb1c-3b37-49fb-a0c0-4493a851b38a/downloadc07fb103517a826cc52f4456813e74dcMD53falseAnonymousREADTHUMBNAILRafael Santos da Silva....pdf.jpgRafael Santos da Silva....pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2408https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/96824262-5cdf-443c-a7c2-4f8c00cfba28/downloadad3d9e92cc345d7f965fdcbd585da43aMD54falseAnonymousREAD10899/420922026-04-10T06:02:36.259024Zopen.accessoai:dspace.mackenzie.br:10899/42092https://dspace.mackenzie.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.mackenzie.br/jspui/PRIhttps://adelpha-api.mackenzie.br/server/oai/repositorio@mackenzie.br||paola.damato@mackenzie.bropendoar:102772026-04-10T06:02:36Repositório Digital do Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBvIGFjZWl0ZSBkZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgdm9jw6ogKG8gYXV0b3IgKGVzKSBvdSBvIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yKSBjb25jZWRlIMOgIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBvIGRpcmVpdG8gbsOjby1leGNsdXNpdm8gZGUgcmVwcm9kdXppciwgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBzZXUgdHJhYmFsaG8gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIGUgZWxldHLDtG5pY28gZSBlbSBxdWFscXVlciBtZWlvLCBpbmNsdWluZG8gb3MgZm9ybWF0b3Mgw6F1ZGlvIG91IHbDrWRlby4KQWNlaXRhbmRvIGVzc2EgbGljZW7Dp2Egdm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBvIHNldSB0cmFiYWxobyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byBlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KQ29uY29yZGFyw6EgcXVlIHNldSB0cmFiYWxobyB0YW1iw6ltIHNlcsOhIHJlZ2lkbyBwZWxhIENyZWF0aXZlIENvbW1vbnMgcXVlIE7Dg08gcGVybWl0ZSBvIHVzbyBjb21lcmNpYWwgb3UgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28gZGEgb2JyYSBwb3IgdGVyY2Vpcm9zIGNvbmZvcm1lIGRlc2NyaXRvIGVtIDxhIGhyZWY9Imh0dHBzOi8vY3JlYXRpdmVjb21tb25zLm9yZy9saWNlbnNlcy9ieS1uYy1uZC80LjAvIiB0YXJnZXQ9Il9ibGFuayI+aHR0cHM6Ly9jcmVhdGl2ZWNvbW1vbnMub3JnL2xpY2Vuc2VzL2J5LW5jLW5kLzQuMC88L2E+LgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBzZXUgdHJhYmFsaG8gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIERlY2xhcmEgdGFtYsOpbSBxdWUgbyBkZXDDs3NpdG8gZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgpDYXNvIG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIGNvbnRlbmhhIG1hdGVyaWFsIHF1ZSB2b2PDqiBuw6NvIHBvc3N1aSBhIHRpdHVsYXJpZGFkZSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMsIHZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIG9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgUHJlc2JpdGVyaWFuYSBNYWNrZW56aWUgb3MgZGlyZWl0b3MgYXByZXNlbnRhZG9zIG5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIG91IG5vIGNvbnRlw7pkbyBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JhIGRlcG9zaXRhZG8uCkNBU08gTyBUUkFCQUxITyBPUkEgREVQT1NJVEFETyBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyBPUkdBTklTTU8gUVVFIE7Dg08gU0VKQSBBIFVOSVZFUlNJREFERSBQUkVTQklURVJJQU5BIE1BQ0tFTlpJRSwgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPIENPTU8gVEFNQsOJTSBBUyBERU1BSVMgT0JSSUdBw4fDlUVTIEVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCkEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRvIHNldSB0cmFiYWxobywgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBhbMOpbSBkYXF1ZWxhcyBjb25jZWRpZGFzIHBvciBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLgo= |
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