Debates e embates: a (im)polidez linguística no julgamento do Mensalão

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Lima, Fabiana Portela de
Orientador(a): Hilgert, José Gaston
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/28683
Resumo: Este trabalho, inserido no âmbito dos estudos linguístico-pragmáticos, resultou de um estudo sobre interações verbais face a face, com o objetivo geral de descrever e analisar manifestações de polidez-impolidez em situação comunicativa marcada por embate, a saber: interações face a face entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorridas durante o julgamento da Ação Penal 470. A fundamentação teórica da pesquisa foi articulada a partir de pressupostos da teoria da (im)polidez linguística, estabelecidos inicialmente por Penelope Brown e Stephen Levinson ([1978]1987) e revisitados por Kerbrat-Orecchioni ([1996] 2006, 2014), Culpeper (1996, 2005, 2011), Culpeper et al. (2003), Kaul de Marlangeon ([1992] 2003, 2005, 2008) e Kienpointner (1997, 2005), entre outros. As interações analisadas foram produzidas em sessões de julgamento da ação mencionada, conhecido como julgamento do “Mensalão”, ocorrido entre 2012 e 2014. Para análise, selecionamos excertos de interações entre os ministros marcadas por embates e, portanto, propensas a manifestações de impolidez linguística. Recortamos excertos de sete diferentes sessões, referentes à etapa principal do julgamento e às etapas de recursos, que somaram aproximadamente 45 minutos de gravação em áudio e vídeo, captados a partir de transmissão das sessões de julgamento via canal STF na internet e transcritos grafematicamente para posterior análise conversacional. Foi verificada também a possibilidade de manifestações de polidez linguística, a qual, mesmo ocorrendo com menor frequência, exerceu importante papel na interação, concorrendo para o equilíbrio interacional. A polidez linguística encontrou espaço para manifestar-se mesmo em situações de confronto, porém em sua forma mitigadora, manifesta por meio das estratégias atenuadora, reparadora e até mesmo valorizadora com propósito de mitigador. Quanto à impolidez, como previsto, prevaleceu nessas interações, sendo constatada exclusivamente a ocorrência da impolidez genuína, com recorrência de atos de redução voluntária da polidez esperada pelo ouvinte e atos de impolidez de fustigácion, materializados por insinuações de propósitos indevidos, desqualificação, comparação negativa, sobreposição e interrupção de turnos, em atos de fala diretos e indiretos e por vezes combinados a elementos verbais, não verbais e prosódicos. Evidenciaram-se, assim, interações de caráter não cooperativo, motivadas por propósitos estratégicos de natureza individual, como o de garantir o apoio à opinião, o apoio do plenário e o do público externo. No caso das reações às manifestações de impolidez linguística, predominaram reações defensivas dos destinatários da “impolidez original”, provocando o enfrentamento entre os interlocutores, ao passo que as respostas a essas reações em geral ocorreram de forma ofensiva, o que sinaliza a impolidez com propósito estratégico de não cooperação por um objetivo comum. Também foram recorrentes reações defensivas-ofensivas. No que tange às funções da impolidez, a mais recorrente no corpus analisado foi a coercitiva. Por fim, pudemos observar a polidez e a impolidez fluindo ao longo do continuum, cada qual na direção de seus propósitos discursivos: o de cooperação entre os interlocutores, para alcançar o objetivo comum, e o de não cooperação, centrado no estabelecimento, pelo locutor, de seu ponto de vista sobre os fatos narrados no processo, em oposição ao ponto de vista de seu interlocutor. Diante desses dados, concluímos que a impolidez presente nos embates entre os ministros durante o julgamento do “Mensalão” teve função coercitiva, quer manifestando poder por meio da linguagem, quer contra-atacando ameaças recebidas com o propósito de manter a imagem, ou status, o poder por trás da linguagem.
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spelling Lima, Fabiana Portela deHilgert, José Gaston2022-01-26T18:15:05Z2022-01-26T18:15:05Z2021-02-11https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/28683Este trabalho, inserido no âmbito dos estudos linguístico-pragmáticos, resultou de um estudo sobre interações verbais face a face, com o objetivo geral de descrever e analisar manifestações de polidez-impolidez em situação comunicativa marcada por embate, a saber: interações face a face entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorridas durante o julgamento da Ação Penal 470. A fundamentação teórica da pesquisa foi articulada a partir de pressupostos da teoria da (im)polidez linguística, estabelecidos inicialmente por Penelope Brown e Stephen Levinson ([1978]1987) e revisitados por Kerbrat-Orecchioni ([1996] 2006, 2014), Culpeper (1996, 2005, 2011), Culpeper et al. (2003), Kaul de Marlangeon ([1992] 2003, 2005, 2008) e Kienpointner (1997, 2005), entre outros. As interações analisadas foram produzidas em sessões de julgamento da ação mencionada, conhecido como julgamento do “Mensalão”, ocorrido entre 2012 e 2014. Para análise, selecionamos excertos de interações entre os ministros marcadas por embates e, portanto, propensas a manifestações de impolidez linguística. Recortamos excertos de sete diferentes sessões, referentes à etapa principal do julgamento e às etapas de recursos, que somaram aproximadamente 45 minutos de gravação em áudio e vídeo, captados a partir de transmissão das sessões de julgamento via canal STF na internet e transcritos grafematicamente para posterior análise conversacional. Foi verificada também a possibilidade de manifestações de polidez linguística, a qual, mesmo ocorrendo com menor frequência, exerceu importante papel na interação, concorrendo para o equilíbrio interacional. A polidez linguística encontrou espaço para manifestar-se mesmo em situações de confronto, porém em sua forma mitigadora, manifesta por meio das estratégias atenuadora, reparadora e até mesmo valorizadora com propósito de mitigador. Quanto à impolidez, como previsto, prevaleceu nessas interações, sendo constatada exclusivamente a ocorrência da impolidez genuína, com recorrência de atos de redução voluntária da polidez esperada pelo ouvinte e atos de impolidez de fustigácion, materializados por insinuações de propósitos indevidos, desqualificação, comparação negativa, sobreposição e interrupção de turnos, em atos de fala diretos e indiretos e por vezes combinados a elementos verbais, não verbais e prosódicos. Evidenciaram-se, assim, interações de caráter não cooperativo, motivadas por propósitos estratégicos de natureza individual, como o de garantir o apoio à opinião, o apoio do plenário e o do público externo. No caso das reações às manifestações de impolidez linguística, predominaram reações defensivas dos destinatários da “impolidez original”, provocando o enfrentamento entre os interlocutores, ao passo que as respostas a essas reações em geral ocorreram de forma ofensiva, o que sinaliza a impolidez com propósito estratégico de não cooperação por um objetivo comum. Também foram recorrentes reações defensivas-ofensivas. No que tange às funções da impolidez, a mais recorrente no corpus analisado foi a coercitiva. Por fim, pudemos observar a polidez e a impolidez fluindo ao longo do continuum, cada qual na direção de seus propósitos discursivos: o de cooperação entre os interlocutores, para alcançar o objetivo comum, e o de não cooperação, centrado no estabelecimento, pelo locutor, de seu ponto de vista sobre os fatos narrados no processo, em oposição ao ponto de vista de seu interlocutor. Diante desses dados, concluímos que a impolidez presente nos embates entre os ministros durante o julgamento do “Mensalão” teve função coercitiva, quer manifestando poder por meio da linguagem, quer contra-atacando ameaças recebidas com o propósito de manter a imagem, ou status, o poder por trás da linguagem.CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de NívelOutrosUniversidade Presbiteriana MackenzieAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessinteração verbalpolidez linguísticaimpolidez linguísticaMensalãoDebates e embates: a (im)polidez linguística no julgamento do Mensalãoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório Digital do Mackenzieinstname:Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)instacron:MACKENZIEhttp://lattes.cnpq.br/4255785040813204http://lattes.cnpq.br/2639701197978393Barros, Diana Luz Pessoa deAquino, Zilda Gaspar Oliveira deDurigan, MarleneBatista, Ronaldo de OliveiraEste trabajo se incluye en el ámbito de los estudios lingüísticos-pragmáticos, resultado de un estudio sobre las interacciones verbales cara a cara, con el objetivo general de describir y analizar manifestaciones de cortesía-descortesía en situación comunicativa marcada por embate, a saber: interacciones cara a cara entre los ministros del Supremo Tribunal Federal (STF), ocurridas durante el Juicio de la Acción Penal 470. Los fundamentos teóricos de la investigación se articularon a partir de los presupuestos de la teoría de la (des)cortesía lingüística, establecidos inicialmente por Penelope Brown y Stephen Levinson ([1978]1987) y revisitados por Kerbrat-Orecchioni ([1996] 2006, 2014), Culpeper (1996, 2005, 2011), Culpeper et al. (2003), Kaul de Marlangeon ([1992] 2003, 2005, 2008) y Kienpointner (1997, 2005), entre otros. Las interacciones analizadas se produjeron en sesiones de juicio de la acción mencionada, conocida como el juicio del “Mensalão”, ocurrido entre 2012 y 2014. Para análisis, seleccionamos extractos de interacciones entre los ministros marcadas por embates y, por lo tanto, propensas a manifestaciones de descortesía lingüística. Se seleccionaron trechos de siete diferentes sesiones, referentes a la etapa principal del juicio y a las etapas de los recursos, que suman aproximadamente 45 minutos de grabación en audio y video captados a partir de la transmisión de las sesiones de juicio por el canal STF en internet y transcritos grafemáticamente para posterior análisis conversacional. Se verificó también la posibilidad de manifestaciones de cortesía lingüística, la cual, aunque ocurra con menor frecuencia, ejerció un importante papel en la interacción, colaborando para el equilibrio interaccional. La cortesía lingüística encontró espacio para manifestarse, aun en situaciones de confronto, pero en su forma mitigadora, manifiesta por medio de estrategias atenuadora, reparadora e incluso con el propósito de mitigador. Cuanto a la descortesía, como previsto, prevaleció en esas interacciones, siendo constatada exclusivamente la ocurrencia de la descortesía genuina, con recurrencia de actos de reducción voluntaria de la descortesía espera por el oyente y actos de descortesía de fustigación, materializados por insinuaciones de propósitos indebidos, descalificación, comparación negativa, superposición e interrupción de turnos, en actos de habla directos e indirectos y por veces combinados a elementos verbales, no verbales y prosódicos. Se evidenciaron, así, interacciones de carácter no cooperativo, motivadas por propósitos estratégicos de naturaleza individual, como el de garantizar el apoyo a la opinión, el apoyo de la plenaria y el del público externo. En el caso de las reacciones a las manifestaciones de descortesía lingüística, predominaron reacciones defensivas de los destinatarios de la “descortesía original”, provocando el enfrentamiento entre los interlocutores, al paso que las respuestas a esas reacciones, en general, ocurrieron de forma ofensiva, lo que señala la descortesía con propósito estratégico de no cooperación por un objetivo común. También fueron recurrentes reacciones defensivas-ofensivas. En lo relacionado a las funciones de descortesía, la más recurrente en el corpus analizado fue la coercitiva. Por fin, pudimos observar la descortesía y la descortesía fluyendo a lo largo del continuum, cada cual en la dirección de sus propósitos discursivos: el de la cooperación, centrado en el establecimiento, por el interlocutor, de su punto de vista sobre los hechos narrados en el proceso en oposición al punto de vista de su interlocutor. Ante esos datos, concluimos que la descortesía presente en los embates entre los ministros durante el juicio del “Mensalão” tuvo función coercitiva, que manifestando poder por medio del lenguaje, sea contraatacando amenazas recibidas con el propósito de mantener la imagen, o status, o poder por tras del lenguaje.DINTER UPM/UFMSinteracción verbalcortesía lingüísticadescortesía lingüísticaMensalãoBrasilCentro de Comunicação e Letras (CCL)UPMLetrasCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LINGUA PORTUGUESAORIGINALFabiana Portela de Lima.pdfFabiana Portela de Lima.pdfFabiana Portela de Limaapplication/pdf2369338https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/d562890e-98cc-407a-af2c-1e4f0bf26efc/downloadadbbe6c7c257dbea31713d3d71208e71MD51trueAnonymousREADCC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/7b7dc102-f09c-4191-b7de-58c1baef88ed/downloade39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52falseAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81997https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/050af60e-ecb6-4a8b-ae23-97fd07f9e089/downloadfb735e1a8fa1feda568f1b61905f8d57MD53falseAnonymousREADTEXTFabiana Portela de Lima.pdf.txtFabiana Portela de Lima.pdf.txtExtracted texttext/plain370599https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/cbb1a0d3-1d47-4199-8ecc-170d89f3dc68/downloadfe4c75f7bea9cedf63cb340ef47b4859MD56falseAnonymousREADTHUMBNAILFabiana Portela de Lima.pdf.jpgFabiana Portela de Lima.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1101https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/bf1122cc-c58d-4eb0-9ae8-a80b96ba23a7/download0920f7ea915fa0009f14bcff272e5719MD57falseAnonymousREAD10899/286832022-03-15T01:30:02.809Zhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilopen.accessoai:dspace.mackenzie.br:10899/28683https://dspace.mackenzie.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.mackenzie.br/jspui/PRIhttps://adelpha-api.mackenzie.br/server/oai/repositorio@mackenzie.br||paola.damato@mackenzie.bropendoar:102772022-03-15T01:30:02Repositório Digital do Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBzZXUgdHJhYmFsaG8gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIGUgZWxldHLDtG5pY28gZSBlbSBxdWFscXVlciBtZWlvLCBpbmNsdWluZG8gb3MgZm9ybWF0b3Mgw6F1ZGlvIG91IHbDrWRlby4KClZvY8OqIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBwb2RlLCBzZW0gYWx0ZXJhciBvIGNvbnRlw7pkbywgdHJhbnNwb3IgbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBwb2RlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIHNldSB0cmFiYWxobyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gVm9jw6ogdGFtYsOpbSBkZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgbmluZ3XDqW0uCgpDYXNvIGEgc2V1IHRyYWJhbGhvIGNvbnRlbmhhIG1hdGVyaWFsIHF1ZSB2b2PDqiBuw6NvIHBvc3N1aSBhIHRpdHVsYXJpZGFkZSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMsIHZvY8OqIGRlY2xhcmFyIHF1ZSBvYnRldmUgYSBwZXJtaXNzw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIG9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRvLgoKQ0FTTyBPIFRSQUJBTEhPIE9SQSBERVBPU0lUQURPIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTyBRVUUgTsODTyBTRUpBIEEgVU5JVkVSU0lEQURFIFBSRVNCSVRFUklBTkEgTUFDS0VOWklFLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETy4KCkEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRvIHNldSB0cmFiYWxobywgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBhbMOpbSBkYXF1ZWxhcyBjb25jZWRpZGFzIHBvciBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLgo=
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