Nanocompósitos de polímeros baseados em grafeno e polietileno de alta densidade utilizados como geogrelhas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Luz, Paulo Afonso de Cerqueira
Orientador(a): Fechine, Guilhermino José Macêdo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
eng
Instituição de defesa: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/41637
Resumo: As geogrelhas constituem uma classe de geossintéticos estruturais amplamente empregada na estabilização e no reforço de solos em obras geotécnicas. São tipicamente produzidas a partir de polímeros de elevada resistência, como polietileno de alta densidade (PEAD), polipropileno (PP) ou poliéster (PET), submetidos a processos de extrusão, orientação molecular e laminação, resultando em estruturas reticuladas com geometrias regulares. As geogrelhas consolidaram-se como uma solução geotécnica eficiente, econômica e ambientalmente favorável, uma vez que possibilitam a otimização do uso de materiais, o aprimoramento do desempenho mecânico de estruturas de solo e o aumento da vida útil de obras de infraestrutura, sobretudo em regiões onde há escassez ou baixa qualidade de solos naturais com capacidade de suporte adequada. Diante desse contexto, emergiu o interesse em investigar a incorporação de grafeno (G) como estratégia para potencializar a resistência à tração e ao cisalhamento na interface solo com geogrelhas bidirecionais de PEAD (polietileno de alta densidade). Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a influência da adição de grafeno a matriz de PEAD, por meio de mistura no estado fundido (extrusão), sobre suas propriedades morfológicas, térmicas e mecânicas, visando sua posterior aplicação na manufatura a laser de geogrelhas bidirecionais. Inicialmente, foram produzidos três nanocompósitos de PEAD contendo 0,01%, 0,05% e 0,10% em massa de grafeno, utilizando-se extrusora de dupla rosca. Em seguida, esses materiais foram caracterizados por meio de ensaios de DSC (calorimetria diferencial exploratória), DRX (difração de raios-X), DMA (análise térmica dinâmico-mecânica), MEV (microscopia eletrônica de varredura), microscopia óptica e ensaios de resistência à tração, comparando-se seus resultados aos do PEAD puro. O grafeno empregado foi caracterizado por DRX, TGA (análise termogravimétrica), espectroscopia Raman, MEV e MET (microscopia eletrônica no modo de transmissão), confirmando-se sua elevada pureza estrutural e baixa quantidade de camadas. Os resultados evidenciaram que a incorporação de grafeno promoveu alterações significativas nas propriedades mecânicas e termomecânicas da matriz de PEAD, indicando boa dispersão da carga e elevada interação interfacial entre o nanomaterial e o polímero. Com base nesses resultados, foram então manufaturadas, por corte a laser, geogrelhas em PEAD puro e em PEAD-G no teor que apresentou o melhor desempenho mecânico (0,01%). Essas geogrelhas foram submetidas a ensaios de cisalhamento direto na interface solo/geogrelha em solo arenoso seco, com peso específico aparente seco máximo, visando avaliar seu efeito no reforço do solo. Verificou-se um aumento expressivo do ângulo de atrito (4,3°) no solo reforçado com a geogrelha PEAD-G 0,01%, em relação ao solo reforçado com a geogrelha de PEAD puro, sem alteração geométrica do elemento reforçador. Esse ganho de desempenho é atribuído ao aumento da interação interfacial solo-geogrelha, promovida pela presença do grafeno. Os 20 resultados obtidos demonstram a viabilidade técnica de empregar nanocompósitos de PEAD com teores ultrabaixos de grafeno na produção de geogrelhas, abrindo perspectivas para o desenvolvimento de geossintéticos de alto desempenho mecânico na Engenharia Civil, com impacto mínimo nos custos de produção e elevado potencial de aplicação industrial em larga escala.
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They are typically produced from high-strength polymers, such as high-density polyethylene (HDPE), polypropylene (PP), or polyester (PET), which undergo extrusion, molecular orientation, and lamination processes, resulting in reticulated structures with regular geometries. Geogrids have become established as an efficient, economical, and environmentally favorable geotechnical solution, as they enable the optimization of material use, the improvement of the mechanical performance of soil structures, and the increase of the service life of infrastructure works—especially in regions where natural soils with adequate bearing capacity are scarce or of low quality. Within this context, interest has emerged in investigating the incorporation of graphene (G) as a strategy to enhance tensile and shear strength at the soil-geogrid interface of bidirectional HDPE (high-density polyethylene) geogrids. Thus, the objective of this work was to evaluate the influence of adding graphene to the HDPE matrix, through melt mixing (extrusion), on its morphological, thermal, and mechanical properties, aiming at its subsequent application in the laser manufacturing of bidirectional geogrids. Initially, three HDPE nanocomposites were produced containing 0.01%, 0.05%, and 0.10% by weight of graphene using a twin-screw extruder. These materials were then characterized through DSC (differential scanning calorimetry), XRD (X-ray diffraction), DMA (dynamic mechanical analysis), SEM (scanning electron microscopy), optical microscopy, and tensile tests, with their results compared to those of pure HDPE. The graphene employed was characterized by XRD, TGA (thermogravimetric analysis), Raman spectroscopy, SEM, and TEM (transmission electron microscopy), confirming its high structural purity and low number of layers. The results showed that the incorporation of graphene produced significant changes in the mechanical and thermomechanical properties of the HDPE matrix, indicating good filler dispersion and strong interfacial interaction between the nanomaterial and the polymer. Based on these findings, geogrids made from pure HDPE and HDPE-G with the graphene content that exhibited the best mechanical performance (0.01%) were manufactured by laser cutting. These geogrids were subjected to direct shear tests at the soil-geogrid interface in dry sandy soil at maximum dry unit weight, in order to evaluate their soil-reinforcement effect. A significant increase in friction angle (4.3°) was observed in the soil reinforced with the HDPE-G 0.01% geogrid compared with the soil reinforced with the pure HDPE geogrid, without any geometric changes to the reinforcement element. This performance gain is attributed to the enhanced soil-geogrid interfacial interaction promoted by the presence of graphene. The results demonstrate the technical feasibility of using HDPE nanocomposites with ultralow graphene contents in the production of geogrids, opening 22 perspectives for the development of high-performance geosynthetics in Civil Engineering, with minimal impact on production costs and high potential for large-scale industrial applicationHDPEgraphenenanocompositemechanical performancegeogridsBrasilEscola de Engenharia Mackenzie (EE)UPMEngenharia de Materiais e NanotecnologiaENGENHARIASORIGINALPAULO AFONSO DE CERQUEIRA LUZ - protegido.pdfPAULO AFONSO DE CERQUEIRA LUZ - protegido.pdfapplication/pdf6748763https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/bfcd2f12-9f53-4a19-89b9-22dceddc3bab/download487163f475ecbf8b1cdd2724773ed18aMD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82207https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/bd35770f-b3c7-40a7-ad96-54442fcb394f/downloada092685f5fe02015fe6064807ee8feefMD52falseAnonymousREADTEXTPAULO AFONSO DE CERQUEIRA LUZ - protegido.pdf.txtPAULO AFONSO DE CERQUEIRA LUZ - protegido.pdf.txtExtracted texttext/plain103155https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/a4f997c6-df0d-440a-92d5-8f20c523364e/download26fafc671c45bc8781efd9d830700993MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILPAULO AFONSO DE CERQUEIRA LUZ - protegido.pdf.jpgPAULO AFONSO DE CERQUEIRA LUZ - protegido.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3583https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/fc393fba-498c-4023-a9d2-bfd1bccf3a4a/downloadc02f2b1910c7dd4cab32d51f9561aab1MD54falseAnonymousREAD10899/416372026-01-10T06:00:43.544582Zopen.accessoai:dspace.mackenzie.br:10899/41637https://dspace.mackenzie.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.mackenzie.br/jspui/PRIhttps://adelpha-api.mackenzie.br/server/oai/repositorio@mackenzie.br||paola.damato@mackenzie.bropendoar:102772026-01-10T06:00:43Repositório Digital do Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBvIGFjZWl0ZSBkZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgdm9jw6ogKG8gYXV0b3IgKGVzKSBvdSBvIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yKSBjb25jZWRlIMOgIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBvIGRpcmVpdG8gbsOjby1leGNsdXNpdm8gZGUgcmVwcm9kdXppciwgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBzZXUgdHJhYmFsaG8gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIGUgZWxldHLDtG5pY28gZSBlbSBxdWFscXVlciBtZWlvLCBpbmNsdWluZG8gb3MgZm9ybWF0b3Mgw6F1ZGlvIG91IHbDrWRlby4KQWNlaXRhbmRvIGVzc2EgbGljZW7Dp2Egdm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBvIHNldSB0cmFiYWxobyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byBlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KQ29uY29yZGFyw6EgcXVlIHNldSB0cmFiYWxobyB0YW1iw6ltIHNlcsOhIHJlZ2lkbyBwZWxhIENyZWF0aXZlIENvbW1vbnMgcXVlIE7Dg08gcGVybWl0ZSBvIHVzbyBjb21lcmNpYWwgb3UgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28gZGEgb2JyYSBwb3IgdGVyY2Vpcm9zIGNvbmZvcm1lIGRlc2NyaXRvIGVtIDxhIGhyZWY9Imh0dHBzOi8vY3JlYXRpdmVjb21tb25zLm9yZy9saWNlbnNlcy9ieS1uYy1uZC80LjAvIiB0YXJnZXQ9Il9ibGFuayI+aHR0cHM6Ly9jcmVhdGl2ZWNvbW1vbnMub3JnL2xpY2Vuc2VzL2J5LW5jLW5kLzQuMC88L2E+LgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBzZXUgdHJhYmFsaG8gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIERlY2xhcmEgdGFtYsOpbSBxdWUgbyBkZXDDs3NpdG8gZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgpDYXNvIG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIGNvbnRlbmhhIG1hdGVyaWFsIHF1ZSB2b2PDqiBuw6NvIHBvc3N1aSBhIHRpdHVsYXJpZGFkZSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMsIHZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIG9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgUHJlc2JpdGVyaWFuYSBNYWNrZW56aWUgb3MgZGlyZWl0b3MgYXByZXNlbnRhZG9zIG5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIG91IG5vIGNvbnRlw7pkbyBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JhIGRlcG9zaXRhZG8uCkNBU08gTyBUUkFCQUxITyBPUkEgREVQT1NJVEFETyBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyBPUkdBTklTTU8gUVVFIE7Dg08gU0VKQSBBIFVOSVZFUlNJREFERSBQUkVTQklURVJJQU5BIE1BQ0tFTlpJRSwgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPIENPTU8gVEFNQsOJTSBBUyBERU1BSVMgT0JSSUdBw4fDlUVTIEVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCkEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRvIHNldSB0cmFiYWxobywgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBhbMOpbSBkYXF1ZWxhcyBjb25jZWRpZGFzIHBvciBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLgo=
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