Avaliação do potencial efeito antifibrótico do extrato aquoso de Baccharis articulata em células estreladas hepáticas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Boeff, Daiana Daniele
Orientador(a): Konrath, Eduardo Luis
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/291468
Resumo: A fibrose hepática (FH) é uma doença relacionada a processos inflamatórios desencadeados por uma lesão crônica, que leva à deposição excessiva de componentes na matriz extracelular (MEC) e à substituição do tecido hepático por tecido cicatricial. As células estreladas hepáticas (CEHs) ativadas são as principais produtoras de componentes da MEC. Atualmente o tratamento de FH é focado na remoção do agente causador de dano, não havendo terapia específica para o processo fibrogênico. Neste sentido, os estudos etnobotânicos se apresentam como novas alternativas terapêuticas. As partes aéreas de Baccharis articulata são utilizadas tradicionalmente para o tratamento de doenças hepáticas. Neste trabalho, o objetivo foi avaliar o potencial antifbrótico de um extrato aquoso de B. articulata (BAE) sobre uma linhagem imortalizada de CEHs ativada (GRX). Os estudos demonstraram que BAE não possui efeito citotóxico em células de linhagem GRX ou de hepatocarcinoma humano (HepG2). Apenas a concentração de 200 μg/mL de BAE apresentou efeito antiproliferativo sobre células GRX. Após 7 dias de tratamento com BAE (50 e 200 μg/mL), houve um aumento na produção de gotículas lipídicas no citoplasma de células GRX, evidenciando a mudança fenotípica do estado ativado para o estado quiescente. A atividade sobre a produção de proteínas da MEC foi evidenciada pela redução significativa da produção de colágeno e da redução da expressão de TGF-β1. Tanto a inibição da formação da plasmina quanto de sua atividade enzimática observada neste estudo podem estar envolvidas com as atividades antifibróticas, visto o papel da ativação de TGF-β1 latente para sua forma ativada. Os estudos fitoquímicos indicaram a presença de compostos polifenólicos derivados do ácido cafeiolquínico, como o ácido clorogênico. Neste estudo, o ácido clorogênico foi capaz de diminuir a concentração de colágeno no quarto dia de tratamento sem ter efeito sobre a proliferação de GRX. Desta forma, os resultados deste trabalho sugerem que BAE tenha efeito antifibrótico relacionado à reversão fenotípica das células GRX e pela diminuição da liberação de colágeno para a MEC.
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Os estudos demonstraram que BAE não possui efeito citotóxico em células de linhagem GRX ou de hepatocarcinoma humano (HepG2). Apenas a concentração de 200 μg/mL de BAE apresentou efeito antiproliferativo sobre células GRX. Após 7 dias de tratamento com BAE (50 e 200 μg/mL), houve um aumento na produção de gotículas lipídicas no citoplasma de células GRX, evidenciando a mudança fenotípica do estado ativado para o estado quiescente. A atividade sobre a produção de proteínas da MEC foi evidenciada pela redução significativa da produção de colágeno e da redução da expressão de TGF-β1. Tanto a inibição da formação da plasmina quanto de sua atividade enzimática observada neste estudo podem estar envolvidas com as atividades antifibróticas, visto o papel da ativação de TGF-β1 latente para sua forma ativada. Os estudos fitoquímicos indicaram a presença de compostos polifenólicos derivados do ácido cafeiolquínico, como o ácido clorogênico. Neste estudo, o ácido clorogênico foi capaz de diminuir a concentração de colágeno no quarto dia de tratamento sem ter efeito sobre a proliferação de GRX. Desta forma, os resultados deste trabalho sugerem que BAE tenha efeito antifibrótico relacionado à reversão fenotípica das células GRX e pela diminuição da liberação de colágeno para a MEC.Liver fibrosis (LV) is a disease related to inflammatory processes triggered by chronic aggression, leading to excessive deposition of components in the extracellular matrix (ECM) and replacement of hepatic tissue by scar tissue. Activated hepatic stellate cells (HSCs) are the main producers of ECM components. Currently, the treatment of FH focuses on removing the causative agent of damage, with no therapy specifically targeting the fibrogenic process. In this context, ethnobotanical studies emerge as new therapeutic alternatives. The aerial parts of Baccharis articulata are traditionally used for the treatment of liver diseases. In this study, the aim was to evaluate the antifibrotic potential of an aqueous extract of B. articulata (BAE) on an immortalized line of activated HSCs (GRX). The studies demonstrated that BAE has no cytotoxic effect on GRX or human hepatocellular carcinoma (HepG2) cells. Only the concentration of 200 μg/mL of BAE showed an antiproliferative effect on GRX cells. After 7 days of treatment with BAE (50 and 200 μg/mL), an increase in lipid droplets in the cytoplasm of GRX cells was observed, indicating a phenotypic change from activated to quiescent state. The activity on ECM protein production was evidenced by the significant reduction in collagen production and the decrease in TGF-β1 expression. The inhibition of plasmin formation and its enzymatic activity observed in this study may be involved in the antifibrotic activities due to the role in activating latent TGF-β1 to its active form. Phytochemical studies indicated the presence of polyphenolic compounds derived from chlorogenic acid, such as chlorogenic acid. In this study, chlorogenic acid was able to decrease collagen concentration on the fourth day of treatment without affecting GRX proliferation. Therefore, the results of this study suggest that BAE has an antifibrotic effect related to the phenotypic reversion of GRX cells and the reduction of collagen release into the ECM.application/pdfporCélulas estreladas do fígadoCirrose hepáticaÁcido clorogênicoBaccharis articulataStellate hepatic cellsLiver fibrosisAvaliação do potencial efeito antifibrótico do extrato aquoso de Baccharis articulata em células estreladas hepáticasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de FarmáciaPrograma de Pós-Graduação em Ciências FarmacêuticasPorto Alegre, BR-RS2024mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001256560.pdf.txt001256560.pdf.txtExtracted Texttext/plain103941http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/291468/2/001256560.pdf.txt6acb78662480aba87b662002340f74e8MD52ORIGINAL001256560.pdfTexto parcialapplication/pdf756983http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/291468/1/001256560.pdf1504fddcdf8e9e2115dbe16ee424549fMD5110183/2914682025-05-11 06:40:06.191742oai:www.lume.ufrgs.br:10183/291468Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-05-11T09:40:06Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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