Trajetórias escolares : o processo de in/exclusão de estudantes escolarizados pelo imperativo da inclusão

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Ramos, Carolina Lehnemann
Orientador(a): Traversini, Clarice Salete
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Espanhol:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/107977
Resumo: A presente dissertação teve por objetivo analisar como foi construída a trajetória escolar de alunos ditos de inclusão, problematizando os modos de escolarização de tais sujeitos. Para tanto, utilizei-me do campo dos Estudos Culturais, em uma vertente pós-estruturalista e dos estudos foucaultianos para empreender as análises. Desse modo, construí formas de olhar para o processo de in/exclusão pelo viés da governamentalidade biopolítica. Elegendo como conceitos analíticos norma e in/exclusão, analisei documentos arquivados referentes à vida escolar de sete alunos ditos de inclusão, de uma escola pública municipal de Porto Alegre. Debruçando-me sobre o corpus empírico, produzi três unidades analíticas, para nomear as práticas postas em funcionamento pela escola investigada, quais sejam: de nomeação, a especializada e a de avaliação. A prática de nomeação imbrica-se ao conhecimento da anormalidade, a especializada visa individualizar e produzir um sujeito escolarizado, normalizado, e por fim, a prática avaliativa produz, através de suas narrativas, o que chamei de sujeito mantido em correção. Diante destes campos analíticos pude observar como estas práticas foram experienciadas e imbricadas no governamento e condução dos sujeitos, criando, desse modo, condições de participação e permanência destes na população escolar, fazendo-os viver “mais e melhor” no Ensino Fundamental e incidindo sobre o “bem viver” de toda a população escolar.
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