A dança como estratégia de promoção da saúde cardiometabólica e independência funcional no envelhecimento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Krause, Josianne da Costa Rodrigues
Orientador(a): Oliveira, Álvaro Reischak de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/188444
Resumo: INTRODUÇÃO: O envelhecimento biológico é caracterizado, dentre outros fatores, por uma diminuição de massa muscular concomitante a um aumento de tecido adiposo visceral, elevando o risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares e dependência física. A dança tem sido sugerida como uma intervenção de exercício potencial para melhorias cardiometabólicas e funcionais com o envelhecimento. Além disso, é uma atividade amplamente praticada pelos idosos como lazer, sendo uma intervenção de baixo custo e grande aderência por essa população. Entretanto, conclusões acerca dos efeitos da dança como forma de exercício para saúde ainda são limitadas, principalmente devido à falta de comparação com outros tipos de exercício físico, bem como ao número limitado de ensaios clínicos randomizados controlados analisando marcadores de risco cardiovascular (RCV). OBJETIVO GERAL: Verificar os efeitos de uma intervenção de dança, comparada a um exercício aeróbio tradicional (caminhada) e a um grupo controle (alongamento), sobre marcadores RCV e capacidade funcional de mulheres idosas, em um ensaio clínico randomizado controlado (ECRc). Adicionalmente, verificar as respostas cardiorrespiratórias agudas de uma aula de dança para idosas, em um estudo de respostas agudas (antes e depois). MÉTODOS: Trinta mulheres sedentárias (655 anos, índice de massa corporal (IMC) 274) foram randomizadas em três grupos de intervenção (n=10/grupo): dança, caminhada e alongamento (controle ativo) com duração de oito semanas (grupos dança ou caminhada 3x/sem, 60 min; grupo alongamento 1x/sem, 60 min). Intervenções: Dança: elementos técnicos (ballet, jazz, etc), estilos variados (danças latinas, dança aeróbica, etc), sem par. Caminhada: esteira, intensidade 60% VO2pico. Alongamento: grandes grupos musculares, sem desconforto. Intervenções incluíam aquecimento, parte principal (35-40 min), e volta à calma. Foram avaliados no período pré e pós intervenção: consumo de oxigênio de pico (VO2pico, desfecho primário); insulina, CRP, TNF-α, circunferências da cintura e quadril, tecido adiposo visceral, colesterol total, HDL-C, LDL-C, glicose, espessura muscular do quadríceps, força máxima e potência muscular, equilíbrio estático e dinâmico, marcha, flexibilidade, habilidade de sentar e levantar, e nível de atividade física. Os resultados estão descritos em média e IC (95%). As comparações intra e entre grupos foram realizadas pelo método de Equações de Estimativas Generalizadas, post hoc LSD (p<0,05), utilizando o software SPSS 22.0 Tamanho de efeito (TE) da intervenção de dança vs. alongamento (D vs. A) e caminhada vs. alongamento (C vs. A) também foram calculados. RESULTADOS: ECRc (pré vs. pós): Efeito de interação grupo vs. tempo mostrou aumentos no VO2pico (mL.kg-1.min-1) após a intervenção de dança 23,3 (20,8-25,8) vs 25,6 (23,4-27,8), e caminhada 23,4 (21,3-25,5) vs 27,0 (25,4-28,6), sem diferenças no grupo alongamento 23,5 (21,3-25,7) vs 23,0 (21-24,9). Não houve diferença entre os grupos dança e caminhada. O grupo caminhada foi superior ao grupo alongamento no momento pós-intervenção. TE: D vs. A = 0,72, C vs. A = 1,28. Altura do salto vertical (cm) também melhorou para os grupos dança 11,2 (9,3-13,1) vs 12,2 (10,3-14), e caminhada 10,3 (9-11,6) vs 11,3 (9,7-13), sem diferença para o grupo alongamento 9,8 (8,6 to 11,3) vs 9,3 (7,8 to 10,7). Não houve diferença entre os grupos dança e caminhada. O grupo dança foi superior ao grupo alongamento no momento pós-intervenção. TE: D vs. A = 1,00, C vs. A = 0,74. Equilíbrio estático (s) também melhorou para os grupos dança 5,44 (2,34-8,55) vs 11,07 (6,53-15,62) e caminhada 5,67 (2,91-8,42) vs 14,46 (9,09-19,84), sem diferença para o grupo alongamento 4,05 (2,28-5,82) vs 4,04 (3,12-4,97). Não houve diferença entre os grupos dança e caminhada. Ambos os grupos dança e caminhada foram superiores ao grupo alongamento no momento pós-intervenção. TE: D vs. A = 1,22, C vs. A = 1,55. Habilidade de marcha e equilíbrio dinâmico melhoraram apenas para o grupo caminhada. Efeito tempo (efeitos agrupados) mostrou melhoras em relação aos marcadores inflamatórios CRP (mg/L)1,65 (1,56-1,73) vs 1,55 (1,44-1,65) e TNFα (pg/mL) 6,69 (6,36-7,02) vs 6,04 (5,82-6,25), LDL-C (mg/dL) 139,1 (126,6-151,7) vs 130,7 (117,1-144,4), HDL-C (mg/dL) 43,3 (38,9-47,7) vs 47,4 (42,6-52,3), gordura visceral (mm) 48,1 (40,1-56,0) vs 42,9 (35,9-50,0), habilidade de sentar e levantar (s) 10,23 (9,71-10,75) vs 8,32 (7,88-8,76), flexibilidade (cm) -0,60 (-2,44-1,24) vs 1,71 (-0,51-3,92), e nível de atividade física (tempo de caminhada em min.semana) 85 (39-131) vs 233 (154-313). Não foram encontradas diferenças para perfil glicêmico, triglicerídeos, colesterol total, força e espessura muscular do quadríceps. Estudo de respostas agudas (n=10 participantes do grupo dança, resultados em média ± desvio padrão): Teste de esforço máximo: VO2 (mL.kg-1. min-1): VO2pico (23,3 ± 4,3), primeiro limiar ventilatório (LV1) (17,2 ± 3,5) e segundo limiar ventilatório (20,9 ± 3,4). Aula de dança; VO2 (mL.kg-1. min-1, %VO2pico ): aquecimento (12,8 ± 2,4, 55%), deslocamento (14,2 ± 2,4, 62%), coreografia (14,6 ± 3,2, 63%) e show (16,1 ± 3,3, 69%). A parte do show (coreografia aprendida) foi igual ao LV1 das participantes. CONCLUSÕES: Os resultados do ECRc mostraram que a intervenção de dança foi capaz de induzir ganhos cardiorrespiratórios, potência de membros inferiores e equilíbrio estático iguais à caminhada, enquanto o grupo alongamento não apresentou mudanças. Ganhos adicionais em marcha e equilíbrio dinâmico foram verificados após a intervenção de caminhada. O engajamento em quaisquer das intervenções (alongamento, dança ou caminhada) foi capaz de atenuar marcadores inflamatórios e perfil lipídico, bem como induzir mudanças positivas na composição corporal. Os resultados do estudo de respostas cardiorrespiratórias agudas mostraram que a aula de dança elaborada para idosas foi de baixa intensidade aeróbia (LV1).
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spelling Krause, Josianne da Costa RodriguesOliveira, Álvaro Reischak de2019-01-31T02:33:10Z2018http://hdl.handle.net/10183/188444001086019INTRODUÇÃO: O envelhecimento biológico é caracterizado, dentre outros fatores, por uma diminuição de massa muscular concomitante a um aumento de tecido adiposo visceral, elevando o risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares e dependência física. A dança tem sido sugerida como uma intervenção de exercício potencial para melhorias cardiometabólicas e funcionais com o envelhecimento. Além disso, é uma atividade amplamente praticada pelos idosos como lazer, sendo uma intervenção de baixo custo e grande aderência por essa população. Entretanto, conclusões acerca dos efeitos da dança como forma de exercício para saúde ainda são limitadas, principalmente devido à falta de comparação com outros tipos de exercício físico, bem como ao número limitado de ensaios clínicos randomizados controlados analisando marcadores de risco cardiovascular (RCV). OBJETIVO GERAL: Verificar os efeitos de uma intervenção de dança, comparada a um exercício aeróbio tradicional (caminhada) e a um grupo controle (alongamento), sobre marcadores RCV e capacidade funcional de mulheres idosas, em um ensaio clínico randomizado controlado (ECRc). Adicionalmente, verificar as respostas cardiorrespiratórias agudas de uma aula de dança para idosas, em um estudo de respostas agudas (antes e depois). MÉTODOS: Trinta mulheres sedentárias (655 anos, índice de massa corporal (IMC) 274) foram randomizadas em três grupos de intervenção (n=10/grupo): dança, caminhada e alongamento (controle ativo) com duração de oito semanas (grupos dança ou caminhada 3x/sem, 60 min; grupo alongamento 1x/sem, 60 min). Intervenções: Dança: elementos técnicos (ballet, jazz, etc), estilos variados (danças latinas, dança aeróbica, etc), sem par. Caminhada: esteira, intensidade 60% VO2pico. Alongamento: grandes grupos musculares, sem desconforto. Intervenções incluíam aquecimento, parte principal (35-40 min), e volta à calma. Foram avaliados no período pré e pós intervenção: consumo de oxigênio de pico (VO2pico, desfecho primário); insulina, CRP, TNF-α, circunferências da cintura e quadril, tecido adiposo visceral, colesterol total, HDL-C, LDL-C, glicose, espessura muscular do quadríceps, força máxima e potência muscular, equilíbrio estático e dinâmico, marcha, flexibilidade, habilidade de sentar e levantar, e nível de atividade física. Os resultados estão descritos em média e IC (95%). As comparações intra e entre grupos foram realizadas pelo método de Equações de Estimativas Generalizadas, post hoc LSD (p<0,05), utilizando o software SPSS 22.0 Tamanho de efeito (TE) da intervenção de dança vs. alongamento (D vs. A) e caminhada vs. alongamento (C vs. A) também foram calculados. RESULTADOS: ECRc (pré vs. pós): Efeito de interação grupo vs. tempo mostrou aumentos no VO2pico (mL.kg-1.min-1) após a intervenção de dança 23,3 (20,8-25,8) vs 25,6 (23,4-27,8), e caminhada 23,4 (21,3-25,5) vs 27,0 (25,4-28,6), sem diferenças no grupo alongamento 23,5 (21,3-25,7) vs 23,0 (21-24,9). Não houve diferença entre os grupos dança e caminhada. O grupo caminhada foi superior ao grupo alongamento no momento pós-intervenção. TE: D vs. A = 0,72, C vs. A = 1,28. Altura do salto vertical (cm) também melhorou para os grupos dança 11,2 (9,3-13,1) vs 12,2 (10,3-14), e caminhada 10,3 (9-11,6) vs 11,3 (9,7-13), sem diferença para o grupo alongamento 9,8 (8,6 to 11,3) vs 9,3 (7,8 to 10,7). Não houve diferença entre os grupos dança e caminhada. O grupo dança foi superior ao grupo alongamento no momento pós-intervenção. TE: D vs. A = 1,00, C vs. A = 0,74. Equilíbrio estático (s) também melhorou para os grupos dança 5,44 (2,34-8,55) vs 11,07 (6,53-15,62) e caminhada 5,67 (2,91-8,42) vs 14,46 (9,09-19,84), sem diferença para o grupo alongamento 4,05 (2,28-5,82) vs 4,04 (3,12-4,97). Não houve diferença entre os grupos dança e caminhada. Ambos os grupos dança e caminhada foram superiores ao grupo alongamento no momento pós-intervenção. TE: D vs. A = 1,22, C vs. A = 1,55. Habilidade de marcha e equilíbrio dinâmico melhoraram apenas para o grupo caminhada. Efeito tempo (efeitos agrupados) mostrou melhoras em relação aos marcadores inflamatórios CRP (mg/L)1,65 (1,56-1,73) vs 1,55 (1,44-1,65) e TNFα (pg/mL) 6,69 (6,36-7,02) vs 6,04 (5,82-6,25), LDL-C (mg/dL) 139,1 (126,6-151,7) vs 130,7 (117,1-144,4), HDL-C (mg/dL) 43,3 (38,9-47,7) vs 47,4 (42,6-52,3), gordura visceral (mm) 48,1 (40,1-56,0) vs 42,9 (35,9-50,0), habilidade de sentar e levantar (s) 10,23 (9,71-10,75) vs 8,32 (7,88-8,76), flexibilidade (cm) -0,60 (-2,44-1,24) vs 1,71 (-0,51-3,92), e nível de atividade física (tempo de caminhada em min.semana) 85 (39-131) vs 233 (154-313). Não foram encontradas diferenças para perfil glicêmico, triglicerídeos, colesterol total, força e espessura muscular do quadríceps. Estudo de respostas agudas (n=10 participantes do grupo dança, resultados em média ± desvio padrão): Teste de esforço máximo: VO2 (mL.kg-1. min-1): VO2pico (23,3 ± 4,3), primeiro limiar ventilatório (LV1) (17,2 ± 3,5) e segundo limiar ventilatório (20,9 ± 3,4). Aula de dança; VO2 (mL.kg-1. min-1, %VO2pico ): aquecimento (12,8 ± 2,4, 55%), deslocamento (14,2 ± 2,4, 62%), coreografia (14,6 ± 3,2, 63%) e show (16,1 ± 3,3, 69%). A parte do show (coreografia aprendida) foi igual ao LV1 das participantes. CONCLUSÕES: Os resultados do ECRc mostraram que a intervenção de dança foi capaz de induzir ganhos cardiorrespiratórios, potência de membros inferiores e equilíbrio estático iguais à caminhada, enquanto o grupo alongamento não apresentou mudanças. Ganhos adicionais em marcha e equilíbrio dinâmico foram verificados após a intervenção de caminhada. O engajamento em quaisquer das intervenções (alongamento, dança ou caminhada) foi capaz de atenuar marcadores inflamatórios e perfil lipídico, bem como induzir mudanças positivas na composição corporal. Os resultados do estudo de respostas cardiorrespiratórias agudas mostraram que a aula de dança elaborada para idosas foi de baixa intensidade aeróbia (LV1).INTRODUCTION: Biological aging is characterized, among many factors, by reductions in lean mass simultaneously to increases in visceral adipose tissue. This is connected to the development of cardiovascular diseases and physical dependence. Dancing has been suggested as a potential exercise intervention for cardiometabolic and functional improvements with aging. Moreover, it is a low-cost leisure activity, widely practiced among the older, with great adherence rates. However, conclusions on the effects of dancing as a type of exercise for improving health are still limited, mainly due to the lack of comparisons with other types of exercise. There is also a limited number of randomized controlled trials analyzing cardiovascular risk (CVR) markers as result of dance practice by the elderly. AIMS: Verifying the effects of a dance intervention, compared to a traditional aerobic exercise (walking), and to a control group (stretching), on CVR markers and functional capacity of older women, in a randomized controlled trial (RCT). Additionally, verifying the acute cardiorespiratory responses of a dance session for older women, in a study of acute cardiorespiratory responses (before and after). METHODS: Thirty sedentary women (65±5 yrs, BMI 27±4 kg/m2) were randomized into three groups (n=10/group): dancing, walking or stretching (active control). All interventions lasted 8 weeks (60 min sessions): dancing/walking 3x/wk, stretching 1x/wk. Dancing: technical elements (ballet, jazz, etc), several styles (latin dances, aerobics, etc), no partner. Walking: treadmill, 60% peak oxygen consumption (VO2peak). Stretching: large muscle groups, no discomfort. Interventions included a warm-up, main part (35-40 min) and cool-down. Before and after interventions assessments: VO2peak (primary outcome), insulin, CRP, TNF-α, waist and hip circumferences, visceral adipose tissue (VAT), total cholesterol, HDL-C, LDL-C, glucose, quadriceps thickness, maximal muscle strength/power, static and dynamic balance, gait ability, flexibility, chair-raise and level of physical activity. Results are described as mean and CI (95%). Statistics: Generalized estimating equations, post-hoc LSD (p<0.05), SPSS 22.0. Effect sizes (ES) of dancing vs. stretching (D vs. S) and walking vs. stretching (W vs. S) were also calculated. RESULTS (mean-CI): RCT (before vs after): Group vs time interaction showed increases in VO2peak (mL.kg-1.min-1) for dancing 23.3 (20.8-25.8) vs. 25.6 (23.4-27.8), and walking 23.4 (21.3-25.5) vs 27.0 (25.4-28.6), with no differences for stretching 23.5 (21.3-25.7) vs 23.0 (21.0-24.9). There was no difference in between dancing and walking groups. Walking was superior to stretching after the interventions. ES: D vs. S = 0.72, W vs. S = 1.28. Lower body muscle power also improved for dancing 11.2 (9.3-13.1) vs 12.2 (10.3-14), and walking 10.3 (9-11.6) vs 11.3 (9.7-13), but not for stretching 9.8 (8.6 to 11.3) vs 9.3 (7.8 to 10.7). There was no difference in between dancing and walking groups. Dancing was superior to stretching after the interventions. ES: D vs. W = 1.00, W vs. S = 0.74. Static balance (s) also improved for dancing 5.44 (2.34-8.55) vs 11.07 (6.53-15.62) and walking groups 5.67 (2.91-8.42) vs 14.46 (9.09-19.84), with no differences for the stretching group 4.05 (2.28-5.82) vs 4.04 (3.12-4.97). There was no difference in between dancing and walking. Both dancing and walking were superior to stretching after the interventions. ES: D vs. S = 1.22, W vs. S = 1.55. Gait ability and dynamic balance improved only for the walking group. Main time effect (polled effects) showed improvements in CRP (mg/L)1.65 (1.56-1.73) vs 1.55 (1.44-1.65) and TNFα (pg/mL) 6.69 (6.36-7.02) vs 6.04 (5.82-6.25), LDL-C (mg/dL) 139.1 (126.6-151.7) vs 130.7 (117.1-144.4), HDL-C (mg/dL) 43.3 (38.9-47.7) vs 47.4 (42.6-52.3), visceral fat (mm) 48.1 (40.1-56.0) vs 42.9 (35.9-50.0), chair raise (s) 10.23 (9.71-10.75) vs 8.32 (7.88-8.76), flexibility (cm) -0.60 (-2.44-1.24) vs 1.71 (-0.51-3.92), and level of physical activity (walking time in min.week) 85 (39-131) vs 233 (154-313). No differences were found for glycaemic profile, triglycerides, total cholesterol, quadriceps thickness and muscular strength. Acute responses study: (n=10 participants from the dancing group, results in mean ± standard deviation): Maximum effort test: VO2 (mL.kg-1 .min-1): VO2peak (23.3 ± 4.3). first ventilatory threshold (VT1) (17.2 ± 3.5) and second ventilatory threshold (20.9 ± 3.4). Dance class: VO2 (mL.kg-1 .min-1. %VO2peak): warm-up (12.8 ± 2.4, 55%), across-the-floor (14.2 ± 2.4, 62%), choreography (14.6 ± 3.2, 63%) and show (16.1 ± 3.3, 69%). The show part (choreography learned) was equal to participants’ VT1. CONCLUSIONS: Results from the RCT showed that dancing induced similar increases in VO2peak, lower body muscle power and static balance as walking, while the stretching group remained unchanged. Additional gains for gait ability and dynamic balance were observed for the walking group. The engagement in any of the interventions (stretching, dancing or walking) attenuated inflammatory markers and lipid profile, as well as induced positive changes in body composition. Results from the acute cardiorespiratory responses study showed that the dance class designed for older women was at low aerobic intensity (VT1).application/pdfporEnvelhecimentoExercício aeróbicoDançaCaminhadaCapacidade funcionalCondicionamento físico humanoAgingCardiorespiratory fitnessFunctional capacityCardiovascular riskWalkingDancingAerobic exerciseA dança como estratégia de promoção da saúde cardiometabólica e independência funcional no envelhecimentoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulEscola de Educação Física, Fisioterapia e DançaPrograma de Pós-Graduação em Ciências do Movimento HumanoPorto Alegre, BR-RS2018.doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001086019.pdf.txt001086019.pdf.txtExtracted Texttext/plain389700http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/188444/2/001086019.pdf.txte42514f726a69218ce2b5d63921bd72bMD52ORIGINAL001086019.pdfTexto completoapplication/pdf3475880http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/188444/1/001086019.pdf0e9f6655a443b3b945de1ec73615fa40MD5110183/1884442026-02-25 06:55:49.75186oai:www.lume.ufrgs.br:10183/188444Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532026-02-25T09:55:49Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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OBJETIVO GERAL: Verificar os efeitos de uma intervenção de dança, comparada a um exercício aeróbio tradicional (caminhada) e a um grupo controle (alongamento), sobre marcadores RCV e capacidade funcional de mulheres idosas, em um ensaio clínico randomizado controlado (ECRc). Adicionalmente, verificar as respostas cardiorrespiratórias agudas de uma aula de dança para idosas, em um estudo de respostas agudas (antes e depois). MÉTODOS: Trinta mulheres sedentárias (655 anos, índice de massa corporal (IMC) 274) foram randomizadas em três grupos de intervenção (n=10/grupo): dança, caminhada e alongamento (controle ativo) com duração de oito semanas (grupos dança ou caminhada 3x/sem, 60 min; grupo alongamento 1x/sem, 60 min). Intervenções: Dança: elementos técnicos (ballet, jazz, etc), estilos variados (danças latinas, dança aeróbica, etc), sem par. Caminhada: esteira, intensidade 60% VO2pico. Alongamento: grandes grupos musculares, sem desconforto. Intervenções incluíam aquecimento, parte principal (35-40 min), e volta à calma. Foram avaliados no período pré e pós intervenção: consumo de oxigênio de pico (VO2pico, desfecho primário); insulina, CRP, TNF-α, circunferências da cintura e quadril, tecido adiposo visceral, colesterol total, HDL-C, LDL-C, glicose, espessura muscular do quadríceps, força máxima e potência muscular, equilíbrio estático e dinâmico, marcha, flexibilidade, habilidade de sentar e levantar, e nível de atividade física. Os resultados estão descritos em média e IC (95%). As comparações intra e entre grupos foram realizadas pelo método de Equações de Estimativas Generalizadas, post hoc LSD (p<0,05), utilizando o software SPSS 22.0 Tamanho de efeito (TE) da intervenção de dança vs. alongamento (D vs. A) e caminhada vs. alongamento (C vs. A) também foram calculados. RESULTADOS: ECRc (pré vs. pós): Efeito de interação grupo vs. tempo mostrou aumentos no VO2pico (mL.kg-1.min-1) após a intervenção de dança 23,3 (20,8-25,8) vs 25,6 (23,4-27,8), e caminhada 23,4 (21,3-25,5) vs 27,0 (25,4-28,6), sem diferenças no grupo alongamento 23,5 (21,3-25,7) vs 23,0 (21-24,9). Não houve diferença entre os grupos dança e caminhada. O grupo caminhada foi superior ao grupo alongamento no momento pós-intervenção. TE: D vs. A = 0,72, C vs. A = 1,28. Altura do salto vertical (cm) também melhorou para os grupos dança 11,2 (9,3-13,1) vs 12,2 (10,3-14), e caminhada 10,3 (9-11,6) vs 11,3 (9,7-13), sem diferença para o grupo alongamento 9,8 (8,6 to 11,3) vs 9,3 (7,8 to 10,7). Não houve diferença entre os grupos dança e caminhada. O grupo dança foi superior ao grupo alongamento no momento pós-intervenção. TE: D vs. A = 1,00, C vs. A = 0,74. Equilíbrio estático (s) também melhorou para os grupos dança 5,44 (2,34-8,55) vs 11,07 (6,53-15,62) e caminhada 5,67 (2,91-8,42) vs 14,46 (9,09-19,84), sem diferença para o grupo alongamento 4,05 (2,28-5,82) vs 4,04 (3,12-4,97). Não houve diferença entre os grupos dança e caminhada. Ambos os grupos dança e caminhada foram superiores ao grupo alongamento no momento pós-intervenção. TE: D vs. A = 1,22, C vs. A = 1,55. Habilidade de marcha e equilíbrio dinâmico melhoraram apenas para o grupo caminhada. Efeito tempo (efeitos agrupados) mostrou melhoras em relação aos marcadores inflamatórios CRP (mg/L)1,65 (1,56-1,73) vs 1,55 (1,44-1,65) e TNFα (pg/mL) 6,69 (6,36-7,02) vs 6,04 (5,82-6,25), LDL-C (mg/dL) 139,1 (126,6-151,7) vs 130,7 (117,1-144,4), HDL-C (mg/dL) 43,3 (38,9-47,7) vs 47,4 (42,6-52,3), gordura visceral (mm) 48,1 (40,1-56,0) vs 42,9 (35,9-50,0), habilidade de sentar e levantar (s) 10,23 (9,71-10,75) vs 8,32 (7,88-8,76), flexibilidade (cm) -0,60 (-2,44-1,24) vs 1,71 (-0,51-3,92), e nível de atividade física (tempo de caminhada em min.semana) 85 (39-131) vs 233 (154-313). Não foram encontradas diferenças para perfil glicêmico, triglicerídeos, colesterol total, força e espessura muscular do quadríceps. Estudo de respostas agudas (n=10 participantes do grupo dança, resultados em média ± desvio padrão): Teste de esforço máximo: VO2 (mL.kg-1. min-1): VO2pico (23,3 ± 4,3), primeiro limiar ventilatório (LV1) (17,2 ± 3,5) e segundo limiar ventilatório (20,9 ± 3,4). Aula de dança; VO2 (mL.kg-1. min-1, %VO2pico ): aquecimento (12,8 ± 2,4, 55%), deslocamento (14,2 ± 2,4, 62%), coreografia (14,6 ± 3,2, 63%) e show (16,1 ± 3,3, 69%). A parte do show (coreografia aprendida) foi igual ao LV1 das participantes. CONCLUSÕES: Os resultados do ECRc mostraram que a intervenção de dança foi capaz de induzir ganhos cardiorrespiratórios, potência de membros inferiores e equilíbrio estático iguais à caminhada, enquanto o grupo alongamento não apresentou mudanças. Ganhos adicionais em marcha e equilíbrio dinâmico foram verificados após a intervenção de caminhada. O engajamento em quaisquer das intervenções (alongamento, dança ou caminhada) foi capaz de atenuar marcadores inflamatórios e perfil lipídico, bem como induzir mudanças positivas na composição corporal. Os resultados do estudo de respostas cardiorrespiratórias agudas mostraram que a aula de dança elaborada para idosas foi de baixa intensidade aeróbia (LV1).
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