Controle neural central e periférico da atividade cardíaca no caracol pulmonado Megalobulimus abbreviatus

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Antunes, Graziani de Freitas
Orientador(a): Zancan, Denise Maria
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/194379
Resumo: O controle das diversas funções nervosas somáticas e viscerais nos moluscos é exercida por gânglios centrais e de forma importante pelo sistema nervoso periférico, constituído pelos nervos que se projetam do sistema nervo central (SNC), gânglios periféricos e plexos neural. Nos moluscos a miogenicidade cardíaca é modulada por neurotransmissores, como as monoaminas, a acetilcolina e o neuropeptídio FMRFamida, entre outros. A localização de neurônios contendo esses transmissores no SNC e suas ações na atividade cardíaca são bem documentadas nestes animais, porém menos reconhecida é a secreção destes mediadores por neurônios de um plexo periférico intrínseco. Por esta razão, este trabalho teve como objetivos descrever a inervação cardíaca, identificar a organização e localização dos neurônios centrais e periféricos envolvidos na regulação cardíaca, por meio de marcação retrógrada e anterógrada e investigar a distribuição do FMRFamida, das monoaminas e da atividade da enzima acetilcolinesterase (AChE) no coração. A região renopericardial é inervada pelo gânglio visceral, via nervo visceral comum, que se bifurca no ramo renopericárdico. Este emite o ramo para a aorta comum, o ramo renal e o ramo pericárdico, que penetra no pericárdio e emite o ramo cardíaco que adentra o átrio. Observou-se uma extensa rede de feixes imunorreativos à FMRFamida (Fa-ir) e a serotonina (5HT-ir) de diversos calibres no átrio e no ventrículo, mas com maior densidade na junção e na valva átrio-ventricular (A-V). A atividade AChE também foi mais intensa na valva A-V, com uma menor atividade no átrio e ventrículo. Catecolaminas (CA) foram detectadas como finos feixes em uma pequena porção do átrio e do ventrículo, junto às veias pulmonares e à aorta comum, respectivamente. Não foram encontrados somas monoaminérgicos e colinérgicos no coração. Foram encontrados neurônios Fa-ir no ventrículo, sobretudo nas regiões junto a valva A-V. Foi identificado um grande número de neurônios médios e grandes marcados na porção dorsal e média dos gânglios parietal direito e visceral e um número menor de somas no parietal esquerdo. Um grande número de neurônios pequenos dos gânglios pleurais e um menor número de somas pequenos dos gânglios pedais também participam desta inervação. A distribuição dos feixes de fibras marcados no coração retrogradamente com Lucifer Yellow do ramo renopericárdico mostra a distribuição similar a inervação 5HT-ir, Fa-ir, CA e em parte com a atividade AChE. Os resultados indicam, portanto que a inervação cardíaca 5HT, CA e possivelmente a colinérgica são extrínsecas, oriundas de neurônios centrais via ramo cardíaco e aórtico. A inervação Fa-ir seria tanto de origem central, via dois ramos, como intrínseca do coração.
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