Modelo de miomatose in vivo : xenoenxertos em ratas Wistar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Anzolch, Marcelle Jaeger
Orientador(a): Corleta, Helena von Eye
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/295149
Resumo: A leiomiomatose é uma doença benigna do útero de alta prevalência, podendo causar sangramento uterino anormal, sintomas compressivos e prejuízo à fertilidade. Neste estudo, nosso objetivo foi estabelecer protocolos para reposição hormonal e xenotransplante para desenvolver um modelo experimental confiável para leiomioma humano. Ratas fêmeas Wistar foram submetidas a implante de leiomioma humano na cápsula renal, peritônio e tecido subcutâneo. Após o procedimento de enxertia e ooforectomia, implementamos imunossupressão com micofenolato de mofetila e três grupos de reposição hormonal (estrogênios isolados, estrogênios contínuos com progesterona e progesterona cíclica com estrogênios contínuos). Após 4 semanas, os animais foram submetidos a eutanásia e os enxertos foram avaliados através de histologia convencional e imuno-histoquímica. Na coloração com hematoxilina-eosina (HE), todas as amostras de enxerto exibiram lesões com diferentes graus de delimitação de leiomioma. Não houve diferença entre os locais ou tipos de terapia em relação à coloração HE e CD68. Os enxertos intraperitoneais mostraram uma presença estatisticamente significativa mais alta de coloração SMA e continham os vasos CD34-positivos mais abundantes em comparação com os enxertos subcutâneos e da cápsula renal. Os xenotransplantes peritoneais apresentaram a histologia mais semelhante ao leiomioma, sem diferenças significativas entre os grupos de terapia hormonal. Nosso modelo replicou com sucesso características de leiomioma humano em ratos Wistar, proporcionando uma opção para futuros estudos terapêuticos.
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