Nas fronteiras da alteridade : a representação do espaço do imigrante na narrativa jornalística de Zero Hora (2014 -2015)
| Ano de defesa: | 2019 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/194544 |
Resumo: | A partir do pressuposto de que representamos o diferente por meio de sentidos e linguagens estabelecidos pela cultura na qual estamos inseridos e de que o jornalismo é também responsável por projetar significados, esta dissertação investigou como o espaço do Outro é representado pela narrativa jornalística nas reportagens sobre imigrantes e refugiados do jornal Zero Hora. À luz dos Estudos Culturais, de elementos da teoria pós-colonial, de argumentos da Geografia crítica e dos estudos da narrativa associados ao jornalismo, propomos que é diante da presença do Outro que ocorre a marcação da diferença e a produção das identidades e das formas da linguagem presentes na cultura. Sendo as espacialidades também um processo relacional, a pesquisa busca problematizar teoricamente as hierarquias do espaço social construídas pela narrativa jornalística no (des) encontro com a alteridade. Identificado tal contexto inconsciente de formação da subjetividade, reflete-se acerca da prática jornalística como possibilidade de apreensão do Outro, já que o jornalismo está postulado na crença de critérios objetivos na construção da realidade. O estudo analisou quatro grandes reportagens publicadas pelo jornal Zero Hora entre agosto de 2014 e outubro de 2015, período em que se acentuou o movimento migratório no país. Por meio do método da análise narrativa, a pesquisa objetivou responder que estratégias de objetivação e subjetivação são produzidas pelo jornalismo ao representar as espacialidades físicas e simbólicas nas reportagens sobre migração, identificar quem fala e quem vê e apontar quais os conflitos e as aproximações presentes nas espacialidades da narrativa. Nessas narrativas jornalísticas, foi possível observar a condição de mão de obra do imigrante e a busca pela ascensão econômica por meio do trabalho. Já na disposição de o repórter deslocar-se do seu lugar, há uma maior abertura no seu texto à complexidade da travessia das fronteiras físicas e simbólicas. |
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Paula, Gabrielle Santos deGolin, Cida2019-05-24T02:36:26Z2019http://hdl.handle.net/10183/194544001094099A partir do pressuposto de que representamos o diferente por meio de sentidos e linguagens estabelecidos pela cultura na qual estamos inseridos e de que o jornalismo é também responsável por projetar significados, esta dissertação investigou como o espaço do Outro é representado pela narrativa jornalística nas reportagens sobre imigrantes e refugiados do jornal Zero Hora. À luz dos Estudos Culturais, de elementos da teoria pós-colonial, de argumentos da Geografia crítica e dos estudos da narrativa associados ao jornalismo, propomos que é diante da presença do Outro que ocorre a marcação da diferença e a produção das identidades e das formas da linguagem presentes na cultura. Sendo as espacialidades também um processo relacional, a pesquisa busca problematizar teoricamente as hierarquias do espaço social construídas pela narrativa jornalística no (des) encontro com a alteridade. Identificado tal contexto inconsciente de formação da subjetividade, reflete-se acerca da prática jornalística como possibilidade de apreensão do Outro, já que o jornalismo está postulado na crença de critérios objetivos na construção da realidade. O estudo analisou quatro grandes reportagens publicadas pelo jornal Zero Hora entre agosto de 2014 e outubro de 2015, período em que se acentuou o movimento migratório no país. Por meio do método da análise narrativa, a pesquisa objetivou responder que estratégias de objetivação e subjetivação são produzidas pelo jornalismo ao representar as espacialidades físicas e simbólicas nas reportagens sobre migração, identificar quem fala e quem vê e apontar quais os conflitos e as aproximações presentes nas espacialidades da narrativa. Nessas narrativas jornalísticas, foi possível observar a condição de mão de obra do imigrante e a busca pela ascensão econômica por meio do trabalho. Já na disposição de o repórter deslocar-se do seu lugar, há uma maior abertura no seu texto à complexidade da travessia das fronteiras físicas e simbólicas.Based on the assumption that we represent the different, through meanings and languages, established by the culture in which we are inserted, and that journalism is also responsible for projecting meanings, this dissertation investigated how the space of the Other is represented by the journalistic narrative in the Zero Hora newspaper on immigrants and refugees. In the light of cultural studies, elements of postcolonial theory, arguments of critical geography and narrative studies associated with journalism, we propose that it is before the presence of the Other that the marking of difference, the production of identities and forms of language present in the culture occur. Being the spatiality also a relational process, the research seeks theoretically problematize hierarchies of social space built by journalistic narrative in (dis)encounter with otherness. Identifying such an unconscious context of subjectivity formation, is reflected on journalistic practice as a possibility of apprehension of the Other, since journalism is postulated in the belief of objective criteria in the construction of reality. The study analyzed four major reports published by Zero Hora newspaper from August 2014 to October 2015, during which the country‟s migratory movement was intensified. Through the method of narrative analysis, the research aimed to answer that objectivation and subjectivation strategies are produced by journalism by representing physical and symbolic spatialities in migration reporting, identifying who speaks and who sees and points out the conflicts and approaches present in the spatialities of the narrative. In these journalistic narratives, it was possible to observe the condition of the immigrant‟s workforce and the search for economic ascent through work. As for the reporter‟s willingness to move from his place there is a greater openness in his text to the complexity of crossing physical and symbolic boundaries.application/pdfporNarrativa jornalísticaImigraçãoRepresentação culturalZero Hora (Jornal)Journalism and othernessCultural representationSpaceNarrativeMigrationsNas fronteiras da alteridade : a representação do espaço do imigrante na narrativa jornalística de Zero Hora (2014 -2015)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de Biblioteconomia e ComunicaçãoPrograma de Pós-Graduação em ComunicaçãoPorto Alegre, BR-RS2019mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001094099.pdf.txt001094099.pdf.txtExtracted Texttext/plain273097http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/194544/2/001094099.pdf.txta5331cdd6d60946acb7cfebb4b0fb339MD52ORIGINAL001094099.pdfTexto completoapplication/pdf12362215http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/194544/1/001094099.pdf07bf47a030390a3ec7adde84c4e7fffcMD5110183/1945442022-02-22 05:02:07.618838oai:www.lume.ufrgs.br:10183/194544Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532022-02-22T08:02:07Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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