Valorização da valvoplastia para correção de insuficiência mitral
| Ano de defesa: | 1987 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/206010 |
Resumo: | O valor da valvoplastia como forma de tratamento cirúrgico da insuficiência mitral é analisado através da observação a longo prazo de uma série de 51 pacientes operados entre 1974 e 1984. Objetivou-se avaliar a eficácia, a reprodutibilidade e a durabilidade do procedimento, bem como sua mortalidade e morbidade nas fases hospitalar e tardia. Foram ainda considerados os resultados relacionados à etiologia da doença e as causas de falha do método. A idade média foi de 26,7 anos (3,3 a 51 anos). O sexo feminino contribuiu com 31 casos e o masculino com 20. Houve predomínio da etiologia reumática (84,3%) sobre a congênita (7,8%) e a degeneração mixomatosa (7,8%). A classe funcional pré-operatória era III em 26 casos (50,9%) e IV em 23 (45,0%) (Critérios da New York Heart Association - NYHA). Em 11 pacientes (21 ,5%) foram realizados procedimentos associados. A técnica cirúrgica utilizada foi a anuloplastia simples tipo Wooler isolada em 43 casos (84,3%), associada a encurtamento de corda tendínea em 2 (3,8%) e a tratamento de ruptura de cordoalha em outros 6 (11,3%). O tempo médio da parada isquêmica do coração foi 23,3 + 8,3 min nos pacientes submetidos a valvoplastia isolada. A avaliação dos pacientes foi realizada por critérios clínicos e radiológicos. O período de acompanhamento foi de 6 meses a 10 anos e 5 meses pós-operatórios (média 3,4+2,7 anos), sendo 2 pacientes perdidos para o seguimento. A mortalidade hospitalar foi 1,9% e a tardia,7,8%. A causa do óbito imediato foi insuficiência cardíaca associada a miocardiopatia. Causas de óbitos tardios foram: morte súbita (1 caso), insuficiência mitral severa após novos surtos de cardite (1 caso), insuficiência mitral severa por falha tardia do procedimento (2 casos). Sopro sistólico de regurgitação mitral foi observado na avaliaçio pós-operatória em 28 pacientes (54,9%), a maioria dos quais sem repercussão hemodinâmica. Três pacientes foram reoperados(5,9%) para substituição da valva mitral a um tempo médio pós-operatório de 4,7 + 5,6 anos. Causas de reoperação foram: seqüela de endocardite infecciosa, estenose mitral após novos surtos de cardite reumática e insuficiência mitral associada a disfunção de prótese aórtica (1 caso cada). De 44 pacientes disponiveis para avaliação clínica tardia, 35 (79,5%) apresentavam-se em graus funcionais I ou II. Os estudos radiológicos mostraram redução nas medidas de pediculo vascular de 5,02+0,14cm para 4,90+0,19cm (NS), da dimensão do átrio esquerdo de 9,90+0,34cm para 8,93+0,36cm ( p < 0,001) e do índice cardiotorácico de 0,59+0,02 para 0,53+0,02 (p<0,001). As curvas de análise atuarial mostraramaos 5 e 10 anos, respectivamente: probabilidade de sobrevida global de 84+6% e 84+6%, e estimativa de permanecer livre ae eventos cirúrgicos no período, definida como durabilidade do procedimento, no grupo total de 76+8% e 62+14% e no grupo de etiologia reumática de 77+9% em ambos os periodos. Os índices de falha da técnica e de mortidade foram maiores nos pacientes com degeneração mixomatosa. Concluiu-se que a anuloplastia simples tipo Wooler, isolada ou em associação a tratamento de lesões em cordoalha, é procedimento simples, eficaz e reproduzivel no tratamento da insuficiência mitral. Os índices de morbidade e mortalidade são baixos em relação a outras técnicas e ao implante de próteses, assim como a durabilidade do procedimento e sobrevida dos pacientes são comparáveis aos melhores mêtodos descritos na literatura. Causas de falha estiveram predominantemente relacionadas a degeneração mixomatosa, cardite reumitica e endocardite infecciosa. O emprego das técnicas descritas de valvoplastia na insuficiência mitral de etiologia reumática e congênita é recomendado. |
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